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PROFISSIONAIS DA SAÚDE
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Cotidiano do agente
 

 

Levanto às 6 horas, no máximo, quando vou atender às comunidades mais distantes, no caso Floriano e Santa Maria. Agora a gente tem a bicicleta, não precisa mais ir a pé; mas no tempo de maré cheia a gente tem que carregar a bicicleta no ombro um trecho, porque é área de praia. No máximo, umas 9 horas chego e começo fazer o atendimento das famílias... Eu sempre visito a escola também, verifico as crianças e quando volto pela área de praia, às vezes, ando quase meia hora e ali tem apenas uma casa. Retorno lá pelas 3 da tarde, mas sempre tem alguém que oferece almoço ou uma merenda... Na volta, faço as mais próximas da minha.
Aroldo Vieira Ferreira, agente comunitário de saúde em Ponta de Pedras,
Ilha do Marajó, PA
 
Você chega numa casa, se identifica e procura entender o tipo de vida daquela pessoa, respeitar suas crenças... Eu me deparava com a situação dos quintais das casas e via garrafas, cascas de siri, caranguejo e coco de boca pra cima; quando chovia, ali nasciam os mosquitos... Combatemos isso e, no ano seguinte, não teve mais nenhum caso... Hoje em dia, não tem muito problema de saúde na minha comunidade, mesmo porque ela segue por inteiro o que o agente de saúde está transmitindo...
Luiz Cláudio Pinheiro Chaves, agente comunitário de saúde em Marapanim, PA
 
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