 |
 |
|
|
| home
| depoimentos |
 
PROFISSIONAIS DA SAÚDE |
| ............................................................................................................................. |

Saúde da
criança |
|
| |
Na minha área, não morreu nenhuma
criança. Mas um dia chegou lá uma
senhora, com duas crianças, estava numa
casa próxima à minha. Me chamaram
e vi que a criança dela, de 2 anos, estava
desnutrida e com infecção intestinal.
O pai a tinha espancado, tinha marcas nas costas...
Eu montei na bicicleta, avisei no Posto de Saúde
e mandaram a ambulância buscar. A médica
deu um soro, encaminhou a mãe para a promotora
e foram deixar a criança no Hospital de
Miracema. Só depois perceberam que a mãe
estava gestante e a criança estava morta
na barriga... De outra vez, teve uma criança
de 2 meses na minha área desnutrida, porque
não foi amamentada pela mãe; foi
adotada por outro casal. Passei a informação
da multimistura para a mãe adotiva e ela
aceitou fazer um teste. Quando estava com 5 meses,
pesei o menino e ele já tinha 6 quilos
e 200 gramas; mudou completamente... Agora, o
garoto não come se não for com a
multimistura, acostumou. Muita gente não
acredita que a multimistura resolve. Então,
eu vou com o cartão e com a foto desse
neném, para todo mundo ver que resolve
mesmo...
Manoel
Batista da Silva Vieira, agente comunitário
em Aldeia Rio do Sono, Tocantínia, TO
|
| |
Minha área é urbana e estou lá
com 36 crianças com peso baixo; tem dois
casos que eu procuro fazer de tudo: uma menina de
12 anos, que pesa 16 quilos, e um guri de 8 anos,
que pesa 14 quilos. É um grau de desnutrição
terrível... Como antes não havia quem
orientasse, eles cresceram assim... Essa mãe
sempre coloca que ninguém nunca antes foi
lá na casa dela explicar que as crianças
dela eram muito pequenininhas, muito miudinhas por
desnutrição... A vizinha dizia: "Como
o teu filho é pequeno; mas você também
é pequena, não é..." Então,
agora, é sagrado; aquela mãe se interessa,
mas as crianças já não vão
se desenvolver como se fossem acompanhadas desde
nenéns... São filhos de uma prostituta
e, por isso, a comunidade tende a rejeitar. Mas
a gente está conseguindo mudar essa mentalidade.
Sandra
Lorenzi Marques, agente comunitária de saúde
em Santo Augusto, RS |
| |
A desnutrição não
era muito grave na minha área, mas tinha
uma criança fraquinha, que se arrastava...
A mãe não dedicava afeto pra ele e
fui trabalhar a mentalidade dela. Apresentei a multimistura,
mas tinha que fazer, levar na mão e acompanhar
pra ver se realmente estava dando... Logo esse menino
subiu de peso; ainda não tem 2 anos, mas
já se levanta; antes nem ficava em pé,
parecia que as perninhas doíam... Na mentalidade
dela, o menino tinha que fazer fisioterapia e ela
não tinha condições. Falei:
"Você mesmo pode fazer a fisioterapia,
vamos fazer." Aí ela aprendeu os exercícios
e a brincar mais com ele. Hoje é uma criança
superativa, saudável e bonita.
Deusenir
Pereira da Silva, agente comunitária de saúde
em Aliança do Tocantins, TO |
| |
Tenho mais três irmãos,
mas perdi meu irmão Patrick, com menos de
1 ano, de diarréia. Minha mãe não
sabe dizer porque isso aconteceu. Houve alguma luz,
porque toda criança que morre bem pequena
chamam de anjo. Sei que ele já nasceu com
esse problema e não teve como pudesse ficar
bom. Vários remédios caseiros ela
fez, mas veio a morrer... Naquele tempo, nós
tínhamos muito era casos de diarréia
na comunidade e foi de lá para cá
que comecei a me interessar pela questão
da saúde. Quando chegou o PACS, vi logo de
início que seria muito bom, porque me lembrei
do meu irmão e sabia que muitas crianças
daqui morriam disso, tive um exemplo na minha própria
família...
Luiz
Claudio Pinheiro Chaves, agente comunitário
de saúde em Marapanim, PA |
| |
|
............................................................................................................................
|
|
|
|
|