1970
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1972
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1974
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1979
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1970

Milton Nascimento lança o álbum "Milton", no qual começa a dar nova direção a seu trabalho. O repertório inclui as canções "Clube da Esquina" e "Para Lennon e McCartney".
Milton. EMI Odeon, 1970.

1971

A EMI Odeon lança o LP "Nelson Ângelo & Joyce".
Nelson Ângelo & Joyce. EMI Odeon, 1971.

1972

Milton Nascimento e Lô Borges lançam, pela EMI Odeon, o álbum duplo "Clube da Esquina". Inventivo, o disco torna-se um marco da produção fonográfica nacional por introduzir uma série de novos elementos que se tornariam usuais na MPB: o violão como instrumento percussivo-harmônico, preponderância da percussão quando tocada com instrumentos melódicos e harmônicos, os compassos primos (5 por 4 e 7 por 4), os compassos ternários no samba, várias fórmulas de compasso numa mesma música, as harmonias arrojadas, porém distantes do padrão usual da MPB, a aproximação rítmica e temática com a música sul-americana ("San Vicente"), releituras de músicas espanholas fundidas a um instrumental mais moderno (a guitarra distorcida em "Dos Cruces"), alteração no padrão de escuta do ouvinte por meio da não distribuição equilibrada dos instrumentos nos canais do estéreo, o uso de uma voz distorcida junto à voz normal ("Ao que Vai Nascer"), o uso da voz como um instrumento distante da concepção vigente de se utilizar a voz para cantar ("Lilia"), interlúdio em fórmulas de compassos híbridos ("Nada Será Como Antes"), as letras não narrativas e de contextos profundamente subjetivos, coisa até então pouco comum na MPB.
Clube da Esquina. EMI Odeon, 1972.

1972

Em temporada no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, o grupo de jazz Weather Report ajusta o horário de seu show a fim de assistir ao espetáculo do Clube da Esquina, em cartaz no Teatro da Cruzada Eucarística São Sebastião.
BORGES, Márcio. Os sonhos não envelhecem: histórias do Clube da Esquina. São Paulo: Geração Editorial, 1996.

1972

Lô Borges lança seu primeiro disco solo, "Lô Borges". O despojamento da capa com uma foto de par de tênis surrados denota o modo de vida hippie que Lô adotara. Depois de lançar o álbum popularmente conhecido como o "Disco do Tênis", ele se afasta do show biz por vários anos, só retornando a gravar em 1979. Nesse hiato, põe o "pé na estrada", mas continua compondo e fazendo apresentações muito esporádicas. A principal delas é "Fio da Navalha", show anual que reúne alguns membros do Clube da Esquina como Beto Guedes, Tavinho Moura, Toninho Horta e Flávio Venturini, realizado nas noites de Natal, no Teatro Marília, em Belo Horizonte (MG).
Lô Borges. EMI Odeon, 1972.
Site Oficial de Lô Borges, www.loborges.com.br

1973

Milton Nascimento lança o álbum "Milagre dos Peixes". Nele, torna-se patente a valorização que Milton dá à percussão: há a participação do percussionista Naná Vasconcelos e um ar africano, que não vem pela via do samba e do batuque, mas de um amálgama da sonoridade mineira com a da raiz africana.
Milagre dos Peixes. EMI Odeon, 1995.

1973

O grupo Som Imaginário grava seu terceiro LP, "Matança do Porco". O disco é marcado pela fusão de elementos de rock, jazz, música erudita e MPB e por todas as composições serem assinadas só por Wagner Tiso ou por ele com parceiros.
Milton Nascimento. EMI Odeon, 1969.

1973

É lançado o LP "Beto Guedes, Danilo Caymmi, Novelli e Toninho Horta".
Beto Guedes, Danilo Caymmi, Novelli e Toninho Horta. EMI Odeon, 1973.

07 e 08.05.1974

Milton Nascimento, com o Som Imaginário e orquestra sinfônica, apresenta o show "Milagre dos Peixes" na reinauguração do Teatro Municipal de São Paulo. A apresentação foi repetida no campus da Universidade de São Paulo (USP) para uma platéia de centenas de pessoas.
BORGES, Márcio. Os sonhos não envelhecem: histórias do Clube da Esquina. São Paulo: Geração Editorial, 1996.

1974

Milton Nascimento lança o álbum "Milagre dos Peixes - Ao Vivo", gravado no Teatro Municipal de São Paulo.
Milagre dos Peixes - Ao Vivo. EMI Odeon, 1995.

1975

Milton Nascimento lança o álbum "Minas". Se a linguagem da MPB pode ser considerada um processo de transformações em que a incorporação de novos conceitos traz, aos poucos, sua sofisticação, este LP é um exemplo do mais alto grau dessa evolução. Há a utilização de ambiências sonoras no lugar de acompanhamentos (acordes, ritmos etc.) incorporando de maneira palatável conceitos de música eletroacústica ("Trastevere"). Nas músicas "Fé Cega, Faca Amolada" e "Paula e Bebeto", Milton mais uma vez foge do padrão habitual da harmonização tonal trabalhando com a relação de baixo pedal com acordes perfeitos superpostos constituindo um modalismo singular. Há a utilização de compasso primo (5 por 4) de modo fluente e incomum, bem como a superposição de sons aparentemente incompatíveis, como no coro das crianças em "Saudade dos Aviões da Panair". A participação especial de Nivaldo Ornelas é mais um diferencial do disco e Wagner Tiso se revela o grande arranjador que é.
Minas. EMI Odeon, 1975.

1976

Milton Nascimento lança o álbum "Geraes". O LP sela sua aproximação com a música e a realidade latino-americana.
Gerais. EMI Odeon, 1976.

1976

Milton lança seu segundo LP nos EUA, "Milton". Há uma fusão marcante de ritmos distintos, como em "Tostão", em que a divisão rítmica é de 12 por 8 compassos, com um samba em 3 por 4 compassos. O disco conta com a participação do saxofonista Wayne Shorter (EUA) e dos pianistas Herbie Hancock (EUA) e Hugo Fattoruso (Uruguai).
Milton. Polygram, 1976.

1977

Beto Guedes lança "A Página do Relâmpago Elétrico", seu primeiro LP-solo. O disco é marcado pelo rock progressivo ambientado numa concepção harmônica avançada e brasileira. Beto segue a trilha de Milton utilizando sua voz como um instrumento de timbre singular.
A Página do Relâmpago Elétrico. EMI Odeon, 1977.

1978

Wagner Tiso lança seu primeiro disco-solo, "Wagner Tiso", um registro vigoroso, que resgata suas influências musicais de menino pianista em Três Pontas. É a entrada de Wagner no cenário da MPB como um grande compositor e arranjador.
Wagner Tiso. EMI Odeon, 1978.

1978

É lançado o LP "Clube da Esquina 2". Trata-se de um álbum duplo assinado exclusivamente por Milton Nascimento, que celebra a estética sonora definida pelo primeiro "Clube da Esquina", trazendo arranjos refinados e composições de inúmeros membros do Clube. Milton canta uma música de Pablo Milanez com Francis Hime, que havia feito os arranjos do LP "Geraes".
Clube da Esquina 2. EMI Odeon, 1978.

1978

Tavinho Moura lança seu primeiro disco, "Como Vai Minha Aldeia", que faz a ponte da música do Clube da Esquina com a música espontânea do sertão de Minas Gerais.
Como Vai Minha Aldeia. EMI Odeon, 1978.

1978

Beto Guedes lança "Amor de Índio", seu segundo disco-solo, no qual mistura a originalidade de seu primeiro álbum com uma sonoridade mais acomodada às expectativas do mercado fonográfico.
Amor de Índio. EMI Odeon, 1978.

1979

Toninho Horta lança o álbum "Terra dos Pássaros". Toninho, que já acumulava várias composições gravadas por Milton em cinco discos diferentes, realiza um trabalho que mantém muitos traços de afinidade com o Clube da Esquina.
Terra dos Pássaros. Warner Bros., 1979.

1979

Wagner Tiso grava "Assim Seja", seu segundo disco-solo.
Assim Seja. EMI Odeon, 1979.

1979

Milton lança, nos EUA, "Journey To Dawn".
Journey to Dawn. Polygram, 1979.

1979

Lô Borges grava "Via Láctea", seu segundo disco-solo.
Via Láctea. EMI Odeon, 1979.