Alfredo Campos
A história dos bairros mais tradicionais de São Paulo pode ser contada pelos seus moradores. Nessa série, escolhemos personagens que passearão por Brás, Bexiga e Barra Funda contando como eram os seus bairros antigamente. Alfredo Campos é quem começa, falando do Brás.
 
 
A porteira do Brás

"O sujeito chegava tarde, e atrasava mesmo, né? Então, qualquer um que acordava atrasado: "A porteira." A porteira do Brás pagava o pato sempre, né? Mas era verdade, porque ela fechava a cada cinco minutos, né? A cada cinco minutos, porque ali passava bonde e ônibus. Já pensou numa rua de oito metros de largura, ali, de oito metros, passava um bonde pra cá... Era um bonde pra lá, um bonde pra cá. E ônibus tudo pra lá, ônibus tudo pra cá. Tudo. Duas mãos. Então, como é que passava? Então, cada cinco minutos fechava o trem. "Vem vindo o trem." Aquela correria. Ficavam os guardas pra prender lá porque passava trem todo instante, né?
Porteira do Brás, na Avenida Rangel Pestana. Na Rangel Pestana mesmo, ali. Ainda tem lá, não sei se tem porteira lá. Agora é um paredão, né?"
A porteira do Brás
 
A prova dos bairros
 
A corrida nas ruas
 
O futebol de várzea
 
Chega o asfalto
 
Prontos para o jogo
 
Os cortiços