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25.4.2007
ALMERINDA VOLTOU A PORTUGAL
Almerinda Lourenço Pontes era vendedora da loja de lustres Casarão, em Benfica, no Rio de Janeiro, quando deu entrevista ao Museu da Pessoa. Foi em 2003. Ela é portuguesa. Chegou ao Brasil em 1969, antes de completar 16 anos de idade.
Até o momento de seu depoimento, nunca tinha voltado à terra natal. Mas no final avisava que iria voltar, naquele mesmo ano.
Demorou um pouquinho mais. Foi em 2004. E depois em 2006. O contentamento com a visita à família e à velha roça, como ela diz, é indisfarçável.
Clique aqui para ouvir uma gravação feita com Almerinda ontem,
dia 24 de abril.
Ela não é mais vendedora, tornou-se gerente. Da mesma loja onde foi trabalhar pela primeira vez em 1989. Quando chegou, não sabia nada. O que você faz?, perguntou o patrão. Sou dona de casa. Foi servir café para os clientes, mas muitos perguntavam os preços dos lustres em exposição, ela acabou aprendendo tudo. E muito bem.
Almerinda veio com a irmã para o Brasil. O clima as dividiu. Ao calor tropical os médicos da irmã atribuíram dores de cabeça que a atormentavam. E lá se foi a irmã de volta para o clima temperado. Almerinda, ao contrário, se apaixonou pelo clima, pela terra e pelas pessoas do Brasil. E diz agora que não agüentaria o frio em Portugal.
Mas voltou encantada com as mudanças que encontrou. Ela menciona especificamente a fartura de frutas que tem visto agora. Diz que antigamente era diferente. Talvez não. Talvez a diferença estivesse na pobreza de então. Porque em suas memórias de cinqüenta anos atrás ela já dizia que as frutas eram tantas que se estragavam no chão. Como agora.
Clique aqui para ler o depoimento de Almerinda Pontes
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