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12.6.2007
GENTILEZA, NAMORO, CASAMENTO
Sou cada vez mais avesso à euforia
fabricada das datas convencionais. Dia disso, dia daquilo. Mas hoje,
Dia dos Namorados, ocorreu-me que no acervo de depoimentos do Museu
da Pessoa existem numerosos casos de namoro. A data me deu o famoso
“gancho” para fuçar no mar de histórias.
Lembrei-me da maneira como Diogo Gadelha,
dono da Center Sport, no Shopping Iguatemi, conheceu sua primeira
esposa, Clélia. Eis o que ele disse no depoimento para o
projeto Memórias do Comércio de São Paulo,
do Sesc-SP, em 1994:
“Nesse Carnaval de 52, eu estava
recém-chegado, não conhecia ninguém, não
conhecia São Paulo, estava chovendo. Ali naquela Avenida
Celso Garcia, naquele tempo, tinha muito público, muita gente
passeando, carnaval, os bondes cheios, etc., etc. Chovia, e a loja
em que eu trabalhava tinha um recuo, entraram três moças.
Olhei as três moças, levantei, ofereci a cadeira, olhei
para elas, ofereci a cadeira para uma. Não! Não quiseram.
Aí me levantei e ofereci minha cadeira para uma delas. Conclusão:
aceitou, ou não aceitou, não sei, essa mulher, essa
moça, hoje, é minha mulher (risos) e há 39
anos casado! É, isso logo no primeiro dia de São Paulo”.
Hoje eu telefonei para Diogo Gadelha,
que continua freqüentando sua loja do Shopping Iguatemi, a
Center Sport, comprada por ele em 15 de março de 1968. A
revista Veja São Paulo publicou em novembro de 2004 uma reportagem
sobre a inauguração de uma nova ala no shopping mais
antigo do Brasil. Há uma fotografia do Sr. Gadelha, acionista
mais antigo do Iguatemi.
A história contada agora, treze
anos depois, é um pouquinho diferente. Havia quatro moças,
não três. E o namoro não engrenou logo naquele
dia de 1952. Ouça o novo relato.
A Sra. Clélia morreu há
onze anos. E Diogo Gadelha casou-se novamente há seis anos,
com Maria Aparecida Marques. Ele fala também da cidade onde
nasceu, Aracoiaba, Ceará, mas que não chegou propriamente
a conhecer quando menino. Seu pai, Otávio Queiroz Gadelha,
viajava com a família comerciando em diferentes cidades do
interior do Ceará. Sua mãe, Esther Queiroz Gadelha,
morreu quando ele tinha 6 anos e o pai resolveu se fixar na terra
natal, a localidade de Tapera, no município de Aquiraz, por
sinal a primeira capital do Ceará.
O Sr. Gadelha contou que teve a primeira
namorada em Tapera. Mas não quis se casar. Clique
aqui para ouvir Diogo Gadelha sobre Tapera.
Clique
aqui ler o depoimento de Diogo Gadelha ao Museu da Pessoa.
Quem também nasceu em Aracoiaba
foi o jornalista Marcelo Pontes, hoje na agência de comunicação
CDN, Companhia de Notícias. Ele fez um pequeno relato sobre
sua cidade natal que pode ser ouvido aqui.
Marcelo Pontes contou pequenas e saborosas
histórias sobre a vida em Aracoiaba cinqüenta anos atrás.
Ficam para outra crônica.
O assunto namoro aparece em muitos
depoimentos do Museu da Pessoa, certamente a maioria dos que foram
dados por pessoas casadas. Experimente, leitor, colocar no mecanismo
de busca do portal a palavra “namoro”, ou “namorada”,
ou “namorado”. Surgirão centenas de resultados.
Divirta-se. Ou comova-se.
Envie seu comentário: portal@museudapessoa.net
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