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29.8.2007
LABORATÓRIO NOVO, SEM PROFESSOR
Mozart Neves Ramos é diretor executivo
do projeto Todos
pela Educação, que se define como “uma aliança que tem
como objetivo garantir Educação Básica de qualidade para todos os
brasileiros até 2022, bicentenário da Independência do País”. Na
Semana da Pátria, comemorará um ano de criação.
Mozart foi reitor da Universidade Federal
de Pernambuco durante oito anos e, em seguida, secretário de Educação
de Pernambuco até o final de 2006. Seu último ato foi a inauguração
da reforma da Escola Estadual Coronel Souza Neto, de Manari, retratada
no filme de João Jardim Pro Dia Nascer Feliz, ponto de partida da
crônica “Dias mais felizes em Manari”, publicada em 8 de julho.
Clique
aqui para ler.
Manari aparece nesta
página do Google Maps. Fica perto da fronteira com Alagoas.
As referências são Águas Belas, a leste, e Petrolância, a oeste.
Fotos de Manari estão no Yahoo Flickr.
Usar os termos de busca Manari, Pernambuco. Duas fotos semelhantes
feitas por Juliana Leitão dão uma idéia das características urbanas
da cidade. As outras são fotos de moradores da cidade.
Na crônica anterior, Valéria Fagundes
– que recentemente contou sua história de vida na sede do Museu
da Pessoa, em São Paulo – comemora a reforma da escola. Neste áudio,
Mozart Ramos explica o que o motivou a promover a reforma da escola.
Neste outro, fala de uma curiosa situação
ligada à construção de uma biblioteca pública doada pelo Instituto
Ecofuturo, da companhia Suzano. Ouça:
A situação precária em que estava a escola
estadual de Manari poderá ser vista em breve com o lançamento do
DVD de Pro Dia Nascer Feliz. Mas ainda não chegamos a um
final feliz nesta história.
Telefonei anteontem para o diretor João Jardim e ele me disse que
havia se deparado, quatro meses atrás, com uma situação bizarra,
embora freqüente no país: faltavam professores para que se fizesse
uso dos laboratórios recém-inaugurados. Ouça a conversa com João
Jardim.
Como não tivesse certeza a respeito da
situação atual, Jardim sugeriu que eu falasse novamente com o diretor
da escola, Amaury Onório. Eu o fiz logo em seguida. O diretor confirmou
que há laboratórios inteiramente virgens de qualquer atividade.
E mesmo o de informática, de tão alta qualidade tecnológica, carece
de orientação abalizada. Ouça aqui:
Essa história, que se repete dezenas
de milhares de vezes pelo Brasil afora, sinaliza que os dilemas
e caminhos da educação não cabem em fórmulas simplistas. “Matrícula
para todos”, o mote até recentemente, hoje substituído por “qualidade
no ensino”, são enunciados genéricos que precisam ser desdobrados
em sucessivas camadas para que se comece a ter um conhecimento menos
precário da realidade das escolas brasileiras.
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portal@museudapessoa.net
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