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12.12.2007
CORAÇÃO DE VENDEDOR
por Mauro Malin
Em 2001/2002, quando o Museu da Pessoa
desenvolveu o projeto Laboratório Aché – 35
anos: História e Responsabilidade Social, o representante
de vendas Divino Marques Sobrinho foi um dos entrevistados. Cabeça
organizada, ele descreveu com precisão o plano de trabalho
no primeiro dia:
“Eu estava em Gurupi, no Estado
do Tocantins, e iríamos pernoitar em Redenção
do Pará, a 900 quilômetros. E tinha uma programação
de médicos, mais ou menos de 18 médicos por dia, nós
tínhamos que trabalhar mais ou menos em oito cidades.”
Clique
aqui para ler o depoimento de Divino.
Conversei por telefone com Divino em
30 de novembro. Ele agora está sediado em Anápolis,
Goiás, e descreve:
“Eu trabalho duas semanas em
Anápolis e faço dois giros de viagem. Um para o oeste
do estado de Goiás – passo por Inhumas, Itaberaí,
São Luís de Montes Belos, até Iporá.
E a outra semana eu faço no norte de Goiás: Jaraguá,
Goianésia, Ceres, Uruaçu, e vou até Porangatu,
na divisa com Tocantins. Visito em torno de 324 médicos,
totalizando em torno de 2.700 quilômetros a cada vinte dias
úteis.”
O mapa dessas viagens pode ser visto
no Google
Maps.
Divino é um entusiasta da cidade
de Anápolis, cuja importância econômica e logística
ele descreve no áudio a seguir.
O representante de vendas avalia que
o mercado, nas regiões em que trabalha, evoluiu positivamente.
E dá como principal explicação o aumento do
grau de instrução dos habitantes. Divino diz que,
em conseqüência da elevação dos padrões
de vida, mais gente procura médicos que passam receitas.
Mas ele se queixa, no mesmo áudio, de práticas adotadas
por farmácias em acordo com laboratórios concorrentes.
Outra vivência é o relacionamento
com médicos conhecidos há muitos anos e médicos
novos, que estão chegando à região. Ouça
o áudio.
Perguntei a Divino se tem visitado Palmas,
que em 2002 ele descreveu como um canteiro de obras. Agora, diz,
trata-se de um outro tipo de canteiro. Ouça o áudio.
Veja
aqui, no site Flickr, do Yahoo!, fotos de Palmas.
Conversamos também sobre
o cotidiano dos representantes de vendas. “A vida do representante
é igualzinha ao coração”, disse Divino
Marques Sobrinho. Neste áudio ele explica por quê:
“Começa a bater quando nasce, só pára
quando morre, e descansa entre uma batida e outra.”
Envie seu comentário: portal@museudapessoa.net
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