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Histórias que Mudan o Mundo > Outras Histórias |
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"Eu tinha vinte anos de idade e estava acostumado com gandaia pesada. Esse cara começou a trocar idéia comigo e começou a falar de livro. Mas eu nunca tinha lido um livro na minha vida. Eu mal sabia ler, mal sabia escrever." |
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"Se nós não conseguíssemos imediatamente parar com a coleta dos ovos na praia e a matança das fêmeas, automaticamente o ciclo estaria interrompido pela ação do homem" |
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Maria Aparecida da Silva Trajano "A gente evoluiu a ponto de procurar algo mais pra gente; o sonho de que aquele seus filhos, crianças na época, conhecessem uma vida melhor, um mundo diferente." |
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"Teve época que os três filhos estavam na FEBEM. Foi muito difícil para mim. Eu pegava a foto dos meus filhos pequenos e falava assim “Meu Deus, onde eu errei?”, porque eu me culpava muito." |
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"Eu queria aprender uma medicina diferente daquela que eu via na faculdade. Eu achava que precisava de outros caminhos e que era necessário você chegar mais perto dos pacientes." |
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"Eu queria me sentir útil para a comunidade, de uma forma ou outra. É muito raro você ver um africano falando sobre culturas africanas." |
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"Tão importante quanto a criança beneficiada é esse sentimento de que consegui que milhares de pessoas olhassem para o lado e entendessem que elas têm que fazer, não por favor, mas por responsabilidade. " |
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"O meu gosto não era pela advocacia. Eu descobri isso no começo. Logo a minha primeira causa, ainda para me formar, foi com um jovem dentista que comprou um equipamento dentário e não pôde pagar. Eu era advogado do credor dele." |
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"Isso teve uma influência muito grande na minha formação: ver aquela floresta, no correr dos anos, sendo destruída." |
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"Eu tinha uma idéia: trazer mães pra estarem junto comigo, e eu ia desenvolver o potencial da maternidade junto com elas, íamos descobrir juntos, fazer com que a maternidade fosse um fator de transformação na vida dessas meninas." |
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"Sabemos que, sem a pesca, as comunidades vão desaparecer, mas para sermos sustentáveis, precisamos desenvolver o turismo comunitário, a arte, a cultura, o artesanato, como uma fonte de valorização do próprio ser, do próprio passado, e também para geração de renda." |
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"Eu precisava fazer alguma coisa. Tinha duas opções: ou eu ia roubar e ser mais um na estatística dos latrocínios, ou ia ser um trabalhador. Comecei a me adaptar a ser catador." |
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"Fui aos arquivos do Sistema Penitenciário e de diversos órgãos para levantar as informações, saber quem eram meus pais, meus irmãos, e por onde eles andavam. Eu me interessei também pela história daqueles outros meninos que encontrei na prisão." |
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"Não temos que tirar os meninos da rua. Temos que transformar a rua num espaço de solidariedade. Para nós, solidariedade é construída, não é por decreto. As pessoas não nascem solidárias. " |
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"Comecei a trabalhar com educação ambiental, tentando passar para as pessoas uma noção de orgulho: “Vocês moram do lado de uma área que é uma das poucas que ainda restam, e com várias espécies ameaçadas”. Não se salva nada se as pessoas não tiverem esse senso de orgulho." |
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"De repente, eu preferia muito mais trabalhar com música, cultura, arte, e até ganhar super pouco, porque significava fazer o que eu gostava, do que estar sentado das oito da manhã às seis da tarde atrás de uma mesa." |
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"Foi um momento de curto-circuito, de não conseguir entender este mundo. Na vida de um menino de 11, 12 anos isso passa, mas volta muitos anos depois. É muito marcante." |
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"Eu passava todo dia para trabalhar em frente ao Centro de Saúde e via as mulheres saindo com sacolas de antidepressivo. Comecei a observar as mulheres e parar para conversar com elas." |
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" Eu acho que, de repente, senti que a gente tinha que dar foco na verdadeira causa da maior parte das doenças das crianças no Brasil, que é a miséria, a estrutura das famílias." |
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"Eu gosto muito de ler, e não é de hoje que eu gosto. Eu acho que foi por isso mesmo que eu procurei expandir o meu sonho, o meu pensamento a respeito de tudo." |
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