

Delícia Aparecida de M. de Araújo
Nascimento: 05/05/1959, São Paulo
Profissão: Micro-empresária
Entrevistadores:
1º ciclo final, professora Cristiane Fonseca - EMEIEF Ayrton Senna da Silva - Santo André
Não é que Dona Delícia, logo que nasceu, já começou a ter uma história interessante – digamos até, engraçada? Começou pelo seu nome: DELÍCIA.
Seria porque seu pai gostava da marca, do sabor delicioso de alguma margarina? Quem pensou assim... Enganou-se. Acreditem só. No dia que seus pais foram registrar seu nome no cartório, que seria ALICE, o escrivão entendeu, ou melhor, não entendeu. E registrou DELÍCIA, ficando Delícia Aparecida de Moraes de Araújo.
E assim, teve que aprender a se acostumar com o nome. Dona Delícia lembra-se que na escola era difícil seu nome não ser motivo de “gracinhas e piadinhas”. Estudou na Escola Estadual Oito de Abril na cidade de Santo André, e muitas foram as recordações desta época. Uma das mais marcantes foi uma briga na escola. Adivinhem o motivo? Está fácil, não é? Por causa do seu nome. Todos da escola queriam conhecer a “DELICIA”. De início, achavam que era apelido, mas para aumentar ainda mais o motivo das brincadeiras, era mesmo seu nome. Isso causou muitos atritos com os amigos, que hoje são lembrados com saudade e risos.
Em sua infância, adorava brincar com seus amigos, principalmente na rua em frente à sua casa. Tinha vários amigos, afinal mora na cidade de Santo André desde pequenininha – e sempre na mesma rua. Suas brincadeiras preferidas de criança eram pular corda, amarelinha, sete-marias, mãe-da-rua e telefone de lata. Adorava pegar as latas de sua casa para fazer de telefone sem fio.
Ficava horas na rua conversando com seus amigos pelo telefone. O mais emocionante era que cada um ficava de um lado da rua, e não era fácil escutar o que falavam... Tinham até que gritar – o brinquedo era só um pretexto, porque o que realmente escutavam eram os gritos uns dos outros de um lado para o outro da rua. Por causa disso, os segredos sempre eram revelados para todos do bairro – não tinha como não saber do que falavam.