Um canivete e uma lição

desenho: 1 2

Moacir Fernandes Favaro
Nascimento: 30/01/1947, Lamandá
Profissão: Aposentado

Entrevistadores:
2º ciclo final, professora Silvia Regina - EMEIEF José Maria Sestílio Mattei - Santo André

 

Tudo começou em Iamandá, cidade perto de Mirandópolis, quando em 30 de janeiro de 1947, nasceu um menino chamado Moacir Fernandes Favaro, para a felicidade de Fernando e Maria, seus pais.
Uma memória muito marcante da sua infância, foi quando saiu com sua mãe para ir ao bazar. Lá viu uma cartela cheia de canivetes. Sem pensar, pegou um e levou para casa. Chegando lá, sua mãe descobriu e, puxando-o pela orelha, levou-o até o bazar para devolvê-lo. O dono não se importou e deixou ele ficar, mas sua mãe, mesmo assim, o obrigou a devolver a peça. Com isto aprendeu a nunca mais pegar o que não é seu.
Seu Moacir fazia seus próprios brinquedos utilizando-se de latas de leite em pó, arames e carretéis de linha, com os quais construía trens e carrinhos. Também empinava pipas, conhecidas na época como “papagaio”
Ele nasceu no interior de São Paulo, em seguida mudou para o Estado do Paraná, onde residiu em um sítio por algum tempo. Seus pais, tios e vizinhos iam jogar futebol em uma fazenda. Em um dia, retornando para o sítio, eles foram mergulhar em um rio, quando o vizinho quase se afogou e morreu.
Em 1960, com 13 anos, senhor Moacir chegou na rua Carijós na cidade de Santo André.
Não queria frequentar a escola, mas com o passar do tempo começou a gostar de aprender. A escola era rodeada por telas de arame, nela havia um campo de futebol, o portão era oval, tinha duas quadras sendo que uma delas era coberta. Dentro da sala de aula as cadeiras tinham apoio para escrever. Eram pesadas e de cor marrom escuro. Com o passar do tempo ocorreram transformações onde as mesas passaram a ser juntas e terem uma superfície apropriada para encaixar o tinteiro. Afinal eles escreviam com pena, momento em que o senhor Moacir aproveitava para fazer bagunça, mas não deixava de aprender a escrever.