Fritz Ladenheim

Senhor de 88 anos, que veio para o Brasil na década de 40, trabalhando com peles, e depois confecção. Sempre audacioso, nunca passou fome.

Ele jovem foi de Viena para França aos 16 anos, apenas com sua namorada, e sem a aprovação do pai. Lá continuou no mesmo ramo.



















Família:

Era formada por cinco irmãos, mãe e pai. Todos abertos e unidos.

Fritz era o mais novo, também o mais afoito. Era sapeca como ninguém e usufruía de tudo que sua cidade podia dar.

Ele também foi o primeiro a ir para realmente longe da família, ao ele ir para França. mais nunca perdeu o contato, indo a todas as festividades judaicas na casa dos pais.

A maioria dos irmãos se perdeu nos campos de concentração, nas mãos dos nazistas.

Amores:

Era uma pessoa apaixonada pela vida, que ao longo viveu muitos amores. O primeiro foi à namorada que ele foi para a França, já aos 16. Essa queria se casar, mas não era aprovada pelos pais de Fritz, já que não era da religião judaica. Não sendo por isso, eles não se casaram.

Sua mulher que viveu com ele ate o falecimento dela, ele já havia encontrado na França. Ela foi muito importante na vida dele, já que por exemplo ela é que tomou a decisão de sair da Bolívia, após a morte de seu filho ainda pequeno.

Vinda para o Brasil:

Ele já tinha saído de casa cedo, e é uma pessoa bastante viajada, sabe alemão, francês, espanhol, português, e inglês.

Ele saiu da França após ter explodido a guerra. Sua primeira parada foi Cuba, onde não deixaram ninguém desembarcar, já que estavam sem documentação. Depois continuaram de navio ate o Chile, que de lá pegou um trem até a Bolívia, que lá recomeçou seu negócio com peles.

Mas logo uma tragédia aconteceu: seu filho ainda pequeno morreu, e já não podendo mais agüentar sua mulher queria que eles saíssem de lá. E assim largaram tudo que havia lá.

No Brasil eles chegaram no Rio, onde já recomeçou seus negócios, abrindo algumas lojas.

Mas depois de muito tempo vieram para São Paulo, onde o mercado estava melhor. Aqui ele teve grandes lojas em grandes avenidas e alamedas.

Aqui se naturalizou.

Vida em Viena:

Sua vida em Viena era boa. Bom serviço publica, escola publica obrigatória. Ele, sempre bem energizado nadava, brincava jogava, fazia de tudo.

Ele nadava no Rio Danúbio, mesmo com todo o frio.

Mas nem tudo era as mil maravilhas. O Anti Semitismo estava em um de seus maiores pontos, já que estava a ponto de explodir todo aquele tororó. Então as pessoas não eram boas a ele. Ele apenas tem más lembranças de seus vizinhos.

Vida no Brasil:

No Brasil sua vida era boa. Ele, após largar tudo na Bolívia, montou novamente uma confecção no Brasil. Sua confecção teve bastante sucesso, assim ele teve uma vida boa e sem problemas financeiros.

Aqui nunca teve problemas por causa de sua religião.

Hoje em dia:

Ele mora no Lar Golda Meir, onde não tem tantos amigos, e vive sua vida de modo bem calmo.

Sua única filha vive em Porto Seguro, e liga para ele toda sexta feira antes do Shabat (Sétimo dia da semana, e dia especial para os judeus), mas ele quer mesmo é visitá-la.