| UMA REDE PARA VALORIZAR A MEMÓRIA
Durante três dias, entre 12 e 14 de agosto, o programa Brasil Memória em Rede reuniu em São Paulo representantes de organizações de diversos pontos do País para debater um desafio em comum: a valorização da memória e da cultura dos brasileiros.
Cerca de 120 participantes de todo o País puderam apresentar suas atuais atividades, propostas e projetos realizados, trocar experiências e debater metodologias e também políticas públicas relacionadas com a preservação da memória em cidades e pequenas regiões do país. A preocupação principal foi com o impacto dessas atividades na educação e no desenvolvimento local.
O objetivo do Brasil Memória em Rede é articular iniciativas que envolvem o registro, socialização e democratização da memória e as instituições que quiserem participar podem se inscrever no site www.brasilmemoriaemrede.org.br.
Conheça algumas experiências relatadas durante o evento à repórter Kelly Souza, do Museu da Pessoa (clique nos nomes para ouvir os depoimentos):
O educador Cleber Rocha Chiquinho contou como utiliza as metodologias de registro e valorização da memória para promover a integração da comunidade e difundir a cultura caiçara no município de Cananéia, Litoral Sul de São Paulo.
A contadora de histórias Débora Kikuti falou sobre a maior contadora de histórias que já conheceu, sua avó Maria. Débora, herdeira do talento da avó, conta como dona Maria influenciou na escolha de sua profissão e como faz para que outras mulheres se sintam à vontade para compartilhar suas histórias de vida.
Qual a origem da palavra "atarantada"? A fotógrafa Angela Di Sessa foi em busca dessa resposta em suas próprias origens, na cidade Polignano a Mare, na Itália, e assim surgiu o projeto Santu Paulu. Ela descobriu que a memória pode ser narrada através da culinária.
Beth Ziani fala do projeto Memória Viva do Sertão e mostra como integrar literatura, memória e histórias de vida. Beth explicou como os chamados "Miguilins" conseguem difundir as obras de João Guimarães Rosa entre os sertanejos de Minas Gerais.
Os passeios com as crianças, a música dos senhores, as histórias da benzedeira... Osvaldo Marco Alves fala como um projeto pode ajudar na construção da memória e do patrimônio cultural, sem deixar de lado o dia-a-dia das pessoas.
Leinad Carbogim falou sobre o papel das organizações que trabalham com a memória, criando métodos para melhorar a região onde vive e transformando as políticas públicas.
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