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EVENTO LANÇA FÓRUM PERMANENTE
SOBRE MEMÓRIA
O Museu da Pessoa, a Aberje,
Escola de Comunicações e Artes/ECA-USP e o Memória
Votorantim realizaram na segunda-feira (30 de agosto), em São
Paulo, o lançamento oficial do Fórum Permanente de
Gestão do Conhecimento, Comunicação e
Memória. A iniciativa, uma parceria conjunta das quatro
instituições, prevê, dentre outras atividades, a
realização de uma série de seminários
internacionais.
Durante o evento, Celia Picon, diretora do Instituto Votorantim,
ressaltou que o trabalho progressivo feito em sua empresa permitiu
perceber as interações entre o desenvolvimento das
organizações e das sociedades, com uma história
social, política e econômica que mutuamente se influencia.
Não fixado em objetos ou documentos escritos, o espírito
da memória também reside nas histórias de vida das
pessoas, em sua experiência e ponto-de-vista. O projeto
Memória Votorantim (ver mais detalhes a seguir) já
resgatou mais de 900 depoimentos que destacam aspectos de
gestão, inovação e relações
estabelecidas no ambiente de trabalho. A ênfase é
educativa, mas “a ideia é ativar a história para uso
diverso, não só institucional”, pontua ela.
Paulo Nassar, diretor-geral da Aberje e professor da ECA-USP,
reforça a importância do evento: "a criação
do Fórum tem como objetivo ampliar a reflexão sobre
aspectos que ainda não estão totalmente inseridos nas
práticas empresariais, mas são fundamentais para o
dia-a-dia de muitas companhias, em especial daquelas que planejam ou
estão em processo de expansão”. O próprio
espaço-sede do lançamento é simbólico,
porque mostra a organização para além do momento,
retirando uma certa priorização do presente dos tempos
atuais. Ele remonta a 1967 quando a discussão entre
comunicadores empresariais era sobre gramatura do papel, sendo que hoje
é a dramatura do mundo que ocupa as preocupações
dos profissionais. A amplitude do tema memória demonstra sua
pertinência tanto para objetivação de
questões estratégicas quanto para a transcendência
da função corporativa.
Karen Worcman, diretora do Museu da Pessoa, expressou a
importância da relação entre cultura,
território, comunicação e ideologia, com um
entendimento do mundo que ultrapassa as visões de centro e
periferia ou de consumidores e produtores como agentes separados. Para
ela, a mídia cria uma nova narrativa e o espaço de
convivência no mundo se altera. A memória
então pode ser pertencimento, cumplicidade e passado em comum,
mas também pode suscitar medo, raiva e violência. Estes
temas devem ser discutidos ao longo dos seminários previstos
para 2010 e 2011.
A historiadora entende que
é preciso entender a importância das histórias das
pessoas comuns, mas contada de maneira qualificada para garantir o
ouvinte. "O Museu da Pessoa completa 20 anos em 2011 e já conta
com mais de 12 mil histórias de vida registradas. “Queremos
ouvir o que vem do passado, ouvir o que está presente e melhorar
como seres humanos”, completa Karen.
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