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A expectativa da Coroa Portuguesa de encontrar metais preciosos determinou boa parte da história do Brasil Colônia.

A descoberta oficial das minas foi em 1697, levando a uma corrida do ouro na região e transformando Minas Gerais no centro catalisador da colônia. 

O garimpo em Paracatu era feito por escravos e os métodos eram rudimentares: caixote e bateia para concentração do minério, ímã e assopramento para retirada dos minerais magnéticos. 

Estima-se que o povoado de Paracatu tenha se formado entre 1690 e 1710, quando servia de passagem entre o centro minerador de Goiás e os centros criadores de gado no São Francisco. Por ali chegava o gado de origem europeia. 1744 é a data oficial de fundação do arraial, pertencente à Comarca de Sabará. 

A região de Paracatu era originalmente povoada pelas nações indígenas dos tupinaês, temiminós e amoipiras.

As primeiras igrejas da cidade foram a de Sant’Ana (1736), a do Rosário (1744) e a da Matriz de Santo Antônio da Manga (1750). 

Muita gente abandonou a região no século 19, mas a mineração nunca deixou de ser praticada em Paracatu.

O despovoamento em Paracatu só não foi maior graças ao avanço da pecuária e da cultura de açúcar, algodão e mandioca. O comércio viveu um período de decadência, mas começou a dar a volta por cima após a independência do Brasil (1822).

O período imperial foi de incubação cultural em Paracatu, e só no fim do século 19 a cidade começa a se reerguer com a criação da Escola Normal (1880), o aparecimento da imprensa (1883) e a construção do teatro O Philodramático (1890).

As bandas mais influentes da cidade foram a Euterpe (1878) e a Fraternidade e, no século 20, a Sociedade Corporação Musical Lyra Paracatuense.  

O primeiro periódico foi O Luzeiro (1883-85). Na sequência, surgiram Gazeta de Paracatu (1893-94), Rosa do Lar (1894), Gazetinha Popular (1896-1900), O Paracatu (1896-99) e O Lar Católico (1897-1900).  

Na Era Vargas (1930-45), o foco passa a ser a industrialização do país.

Com a proclamação da República no Brasil, a pequena propriedade produtiva (colonato) avançou, e a classe média urbana (operários) expandiu. Movimentos sociais eclodiam em toda parte, na cidade e no campo.

Em 1925, os militares organizaram-se em um movimento de oposição à República e às classes dominantes que ficou conhecido como a Coluna Prestes.

Em 1927, a Coluna ocupou Paracatu sob comando de Siqueira Campos, que ameaçou incendiar a Farmácia Santiago, mas acabou deixando Paracatu – sem incêndio e só com uma parte do dinheiro.

 

Em 1933, Mariano Rezende e Adolfo Guarda de Sá trazem maquinário para explorar o minério do Morro do Ouro, empregando mais de 1 500 pessoas.

Mneirador baetando no Córrego Rico. 

Em 1903, foi inaugurado o Mercado Municipal de Paracatu, onde acontecia a feira livre.  

Grande parte do comércio em Paracatu girava em torno dos produtos e subprodutos da pecuária. O intercâmbio com outras regiões de Minas era feito, sobretudo, a partir da venda de aguardente, queijo, requeijão e manteiga.

Apesar do isolamento geográfico, Paracatu integrava o centro do Brasil. O tropeiro assumiu papel de agente de comunicações e transporte de mercadorias. O carro de boi era o meio de transporte mais comum, já que, apesar de lento, era barato, eficaz e adequado a todas as vias.

A caretada ou caretagem é uma festa religiosa que sincretiza elementos africanos (na dança) e católicos (no fervor aos santos), e a maior e mais antiga de Paracatu acontece na comunidade remanescente quilombola de São Domingos.  

Por mais de 70 anos, a Igreja Presbiteriana foi a única denominação evangélica em Paracatu, até a chegada da Assembleia de Deus (1958). Hoje, prevalece o catolicismo e protestantismo.

A mineração foi a atividade que impulsionou o surgimento de Paracatu, e os moradores sempre praticaram a extração artesanal do ouro do Córrego Rico e do Morro do Ouro.  

A entrada da Rio Tinto Zinc (RTZ) alinhou a cidade à globalização e à busca por padronização e ampliação dos processos produtivos.

Desde a implementação da lei 7.805, de 1989, toda área de garimpo deve ser licenciada. Sem a licença, a atividade é ilegal.

Em 1940, Vargas lança a “Marcha para o Oeste”, visando a integração territorial do país. A marcha movimentou a economia no sertão mineiro.

Na década de 1950, o presidente Juscelino Kubitschek (1956-1961) dá continuidade ao sonho de ocupar os vazios do território do Brasil e, com isso, preencher as lacunas da nacionalidade com três grandes marcos: a construção da rodovia BR-040, da Usina Hidrelétrica de Três Marias e de Brasília.

Com a capital no centro geográfico do Brasil, Paracatu desperta.

A partir das décadas de 1960 e 70, o cerrado passa a ser usado para o cultivo intensivo, unindo setores agrícola e industrial.

Em meados da década de 1980, Paracatu passa a se beneficiar dos projetos de integração e desenvolvimento iniciados durante o regime militar: Plano de Desenvolvimento Rural Integrado da Região Noroeste de Minas Gerais, Programa de Desenvolvimento dos Cerrados, Programa Especial da Região Geoeconômica de Brasília (1975), Programa de Cooperação Nipo-Brasileira para o Desenvolvimento dos Cerrados (1979) e Projeto de Colonização Paracatu Entre Ribeiros (1983).  

A mecanização do campo e a construção de Brasília estão intimamente ligadas à descaracterização do centro histórico de Paracatu, à derrubada de prédios antigos para dar espaço ao novo, à abertura de largas avenidas.

Em 1984, é fundado o Movimento Cultural de Paracatu. Em 1985, a Prefeitura firma um convênio com a Fundação Pró-Memória/Iphan para restaurar o prédio da antiga Escola Normal, que passou a abrigar a Casa de Cultura. Em 1986, é criado o Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Artístico.

Desde 2000, o Museu Histórico está instalado no antigo prédio do Mercado Municipal.


Sediada e fundada no Canadá, em 1993, a Kinross Gold Corporation está entre as maiores produtoras de ouro do mundo e encontra-se em 7 países: Brasil, Chile, EUA, Canadá, Rússia, Gana e Mauritânia.  

Kinross Paracatu adota uma filosofia ética ancorada em preservação ambiental, segurança no trabalho e diálogo aberto com a comunidade.

Desde 2006, a empresa empreendeu sua maior expansão, um dos marcos mais importantes na história recente da indústria do ouro no Brasil.

A atividade da mineração, tão constitutiva de Paracatu, deixará de existir porque o ouro é um recurso finito.


Cooperativas vêm apontando novos caminhos de diversificação da economia, e turismo histórico e ambiental estão em expansão na região.

Em 2010 a cidade de Paracatu foi tombada e reconhecida como Patrimônio Cultural pelo IPHAN. A Kinross acredita em investimento na educação e apoia iniciativas que apostam na cidadania, na geração de emprego e renda, na valorização da cultura e na preservação do meio ambiente como ferramenta de empoderamento social.

O futuro é uma história que começa agora.


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