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De museu a relatos orais, dinâmica de projetos de memória empresarial atrai público



Do primeiro telefone, trazido ao Brasil pelo imperador D. Pedro II, em 1876, até os mais modernos smartphones de 2014, o Museu das Telecomunicações do Oi Futuro conta a história de mais de 140 anos de evolução das telecomunicações no País. Localizado em Belo Horizonte (MG) e também no Rio de Janeiro (RJ), o projeto foi concebido para ser um ambiente de alta tecnologia, fugindo assim da imagem de que museus só têm coisas velhas e empoeiradas. E sua história foi levada ao 1º Seminário Aberje de Comunicação Aplicada, realizado nos dias 25 e 26 de fevereiro de 2015 no Espaço Aberje Sumaré em São Paulo/SP, por Roberto Guimarães, Diretor de Cultura do espaço. Ele foi acompanhado de Thais Rodrigues, Analista de Relações Institucionais e Desenvolvimento Sustentável na Braskem, apresentando cases premiados na categoria de Responsabilidade Histórica e Memória Empresarial do Prêmio Aberje 2014.

Ao entrar no Oi Futuro, o visitante recebe um fone de ouvido e um dispositivo a laser (pick-up). O museu é repleto de telas, onde as pessoas apontam e podem ver e ouvir alguma história ou curiosidade sobre as atrações oferecidas, de acordo com seus interesses numa proposta de hipertexto. Há também aparelhos expostos que contam toda a trajetória e evolução do telefone ao longo do tempo. Uma das atrações é a “Vozes da História”, em que o visitante tem a experiência de ouvir gravações com as vozes de personalidades como Thomas Edison, Carl Jung e Freud. Outra atração é a História dos Celulares, movimentada por sensores, do tipo do console Kinnect. Três pilares compuseram a elaboração do museu: comunicação, convergência e interatividade.  A proposta do projeto é de preservar, valorizar e divulgar a história da comunicação humana a partir das telecomunicações, reforçando o vínculo com a Oi, além de construir novas formas de vivenciar museus e galerias de arte. Segundo pesquisa realizada com os visitantes, 98% das pessoas associam o museu à marca Oi. São 14 anos de atuação para criar, gerenciar ou apoiar projetos culturais com foco em cultura, memória, conectividade, linguagem e arte e tecnologia.

O acervo conta com mais de 93 mil itens, grande parte oriunda de doações espontâneas. São mais de 8 mil fotos, 1,1 mil listas telefônicas digitalizadas e 381 edições da revista Sino Azul, da antiga Companhia Telefônica Brasileira (CTB), bem como inúmeras capas de catálogos telefônicos publicados entre 1940 e 1981. A maior parte dos frequentadores (54%) está muito satisfeita com o local. As instalações dos centros foram bem avaliadas, assim como o atendimento. Mais de 65% dos frequentadores não têm qualquer tipo de reclamação. As atrações que mais chamam atenção são: Linha do Tempo, aparelhos antigos e Profetas do Futuro. O museu é uma das atrações permanentes dos centros culturais Oi Futuro no RJ e BH, com uma programação educativa contínua, com oficinas e visitas guiadas para o público adulto e infantil. Juntas, as duas unidades já foram visitadas por 350 mil pessoas, desde as suas inaugurações.

“Polo Petroquímico do Grande ABC - Histórias que se Cruzam” foi o projeto explicado por Thais. Décadas de história de grandes indústrias se misturam com a própria trajetória de vida das cidades que abrigam esses centros produtivos.  Para contar os 40 anos do Polo Petroquímico do Grande ABC, a Braskem decidiu fazer a narrativa por meio das memórias das pessoas que viveram e ainda vivem na região.  Foi assim que nasceu o projeto “Histórias que se Cruzam”, com a proposta de tonar as pessoas como protagonistas da própria trajetória do Polo Petroquímico do Grande ABC, localizado entre os municípios de Santo André e Mauá, na região metropolitana de São Paulo.

Um dos parceiros no projeto foi o Museu da Pessoa, que desenvolveu um espaço aberto e colaborativo tornando as histórias de vida das pessoas como fonte de conhecimento, compreensão e conexão entre os moradores. O projeto se deu em quatro etapas. Primeiro, foi feita uma pesquisa histórica, documental e iconográfica. Em seguida, o mapeamento dos depoentes e coleta das histórias de vida. Por fim, o processamento do material coletado. A Braskem selecionou 24 participantes e transformou seus depoimentos na história de vida da região, das pessoas e do próprio Polo Petroquímico. Assim, foi criada uma exposição com fotos, legendas, e depoimentos, perfazendo os 40 anos do Polo no ABC em formato de linha do tempo. A exposição também contou com um painel digital onde o visitante podia navegar em um tablet e aprender um pouco sobre a história das pessoas e da empresa. A mostra foi itinerante, passando pelas Prefeituras de Mauá e Santo André, Museu de Santo André, e em mais três escolas do entorno.

O projeto contemplou  ainda a produção e distribuição nas escolas de 1.000 unidades de um material paradidático baseado nos depoimentos colhidos e um treinamento para que os professores tirassem maior proveito do conteúdo. Para comunicar, a Braskem realizou uma pré-inauguração com presença dos depoentes, autoridades e imprensa.  A inauguração oficial ocorreu em 11 de setembro de 2013, durante a abertura do 12º Congresso de História do Grande ABC, no Teatro Municipal de Mauá. A Braskem também desenvolveu, em parceria com o jornal Diário do Grande ABC, um encarte explicativo do projeto com datas e locais pelos quais a exposição passaria. Foram 48 mil exemplares distribuídos junto com o jornal e nas residências do entorno do Polo. O trabalho de assessoria de imprensa registrou 26 inserções na grande mídia. O total investido pela companhia foi R$ 444 mil. “O mais relevante foi o reforço de relacionamento, por meio de um novo formato de diálogo”, finaliza ela.

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Fonte: Aberje

Imagem: Divulgação




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