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História

Entre seringais, jazidas e disputas territoriais, uma mulher que ama pescar

História de: Maria Iraildes Valente de Menezes
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 10/12/2010

Sinopse

Maria Iraildes Valente de Menezes nasceu em um seringal em Campo Lindo, no Acre, em  1959. Durante sua infância, plantava-se grãos, legumes e verduras na casa onde morava. Seu avô liderou atos de extermínio dos índios locais. Numa dessas perseguições encontraram uma índia isolada dos demais e seu avô levou-a para seu patrão. A índia foi educada por eles e quando a avó de Iraildes faleceu, seu avô casou-se com a índia. Seu pai, seringueiro foi fruto deste casamento. Sua mãe a ensinou a pescar, prática que tornou-se uma paixão em sua vida. Em 1978 mudou-se para Mutum-Paraná, em Rondônia. Lá, conheceu seu atual marido e viu de perto a ascensão do garimpo, no final da década de 1970 e início dos anos 1980, e tudo o que isso gerou: crescimento comercial da região e muita violência devido às disputas dos territórios onde se encontravam as jazidas de ouro. Hoje, com quatro filhos, um cargo na prefeitura, e diversas plantações de alimentos em sua casa, encara um novo desafio de vida: deixar sua casa devido à implantação da usina hidrelétrica de Furnas para uma chácara em União Bandeirante. Iraildes ama ler e pretende cursar a faculdade de história.

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História completa

Para mim tudo mudou, porque eu não queria sair daquide Mutum. Eu nunca quis sair daqui, eu nunca tive planos fora daqui. A mudança por causa da hidrelétrica é um sentimentoque não tem nem palavras pra dizer, não tem! Porque isso aqui tudo fomos nós que plantamos. Isso aqui fomos nós que fizemos.Quando nós chegamos aqui, só tinha dois pés de manga bem pequenininhos, um pé de cupuaçu e um pé de coco.Era o que tinha. Isso aqui tudo fomos nós que plantamos.Tem caju, lima, laranja, tangerineira, mandioca, tem quiabo,bananeira, tem tudo ali! Isso aqui tudo fomos nós que plantamos! E agora vai começar de novo em outro lugar. Ai, nem sei, viu? Eu digo sempre assim que eu não sei se as pessoas vão se adaptar,não! Às vezes se adaptam, porque tem pessoas que se adaptam com facilidade. Mas eu acredito que muita gente vai sentir arrependimento de ir pra essa nova cidade!

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