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História

Eu gerei uma pessoa

História de: Dulcimarie Lourenço Silva Nascimento
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 16/11/2014

Sinopse

Dulcimarie é filha única e cresceu brincando com um primo criado como irmão e com amigas de bairro. Durante a vida escolar, teve três professoras marcantes que são até hoje inspirações para sua prática profissional. Começou a faculdade de Administração, mas nas aulas dominicais ministradas para crianças da comunidade da Igreja Cristã da Família, descobriu a vocação para o magistério. Conheceu seu marido de maneira inusitada, quando estava retirando o lixo do seu apartamento no elavador do condomínio em que ambos moravam. Juntos, sonharam em ser pais, e depois de enfrentar muitas dificuldades, tiveram a Manuela.

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História completa

Meu nome é Dulcimarie Lourenço Silva Nascimento. Nasci em São Paulo, capital. No dia treze de abril de 1976. A minha mãe se chama Dulcineia Antônia da Silva. Ela nasceu em Garça, interior de São Paulo. Meu pai se chama Hugo Lourenço da Silva, nasceu dia 29 de fevereiro de 1948, mas meu pai já é falecido, e nasceu em Birigui, interior de São Paulo, também. A minha mãe nasceu dia 22 de março de 1948, também. A minha mãe, ela sempre trabalhou em escola, daí que veio minha paixão, inclusive, por escola, por educação, porque a minha mãe trabalhava como inspetora na escola. O meu pai, ele trabalhava com a parte administrativa de empresas, então sempre trabalhou no ramo de Administração, mas ele focou em áreas de supermercado. Então, ele sempre trabalhou como gerente de supermercado, sempre nessa área de alimentação, alimentício. A minha mãe não, sempre foi escola mesmo.

Eu morava num bairro chamado Cidade Ademar. Quando eu era pequena, a casa era bem pequeninha mesmo, nessa época, nós morávamos numa casa com quarto, cozinha e banheiro. Era uma casa simples, onde nós morávamos. Vivíamos uma vida simples e conforme a minha mãe, ela foi... Os meus pais, na verdade, conseguiram empregos melhores, né, eles conseguiram construir. Então, aí, aumentou a casa, fez um quarto pra mim, mas até os nove anos de idade, eu dormia com meu pai e com a minha mãe, eu não tinha quarto. Meu pai, ele começou trabalhar numa rede de supermercados na qual ele foi transferido pro Rio de Janeiro, e lá no Rio de Janeiro foi quando eu tive meu primeiro quarto. Moramos lá por dois anos, num apartamento. Saímos de lá, depois voltamos pra São Paulo, pra essa casa que a gente construiu pra crescer, aumentar, eu ter o meu quarto. Ela era bem grande. Então, tinha um quintal grande. Nesse quintal, tinha uma casa construída, mesmo, com tijolo, pra cachorro. Então a gente tinha cinco cachorros no quintal. Tinha quatro pastores alemães e um pastor belga, que a gente amava de paixão. Meu pai sempre foi um apaixonado por cães, muito. A minha mãe sempre gostou de cachorro, mas como ela tinha que limpar, ela não gostava muito. Tínhamos uma cozinha muito grande. Todos os cômodos da casa eram bem grandes. Então, dava pra correr bastante, dava pra brincar, se divertir. Eu brincava muito no quintal. Brincava de fazer comidinha, tinha minhas panelinhas, tinha meu fogãozinho, eu lembro até hoje do meu fogãozinho de ferro que eu tinha pra ficar cozinhando, e fazia minha mãe comer a comidinha, ainda. Então, era bem gostoso. Por eu ser filha única, geralmente eu brincava muito sozinha porque eu não tinha, mesmo, assim, né, não tinha irmãos, mas eu tinha um primo que a minha mãe, praticamente, criou ele; tanto que ele chamava minha mãe, no começo ele chamava a minha mãe de “mamãe” também, aí eu dizia pra ele que não era a mãe dele, que a minha mãe era a minha mãe. Mas ele brincava muito comigo. A gente tem cinco anos de diferença, mas era com quem eu brincava demais, brincava muito. E tinha uma vizinha também, que era uma menina, que também brincava comigo. Eu também tenho uma amiga que desde quando minha mãe estava grávida de mim, a mãe dela estava grávida dela. Elas eram amigas. Aí, eu nasci em abril, ela nasceu em agosto, e a minha mãe conta que desde quando eu tinha cinco, seis meses, que eu comecei já interagir, eu e ela já brincava, olhava uma pra cara da outra, dava risada e nós temos contato até hoje. Eu brincava muito de casinha, eu gostava muito. Nunca gostei de muitas brincadeiras mais perigosas, pra mim, por exemplo, uma brincadeira perigosa era pular corda. Eu tinha certeza que eu ia tropeçar e ia cair. Então eu tinha muito medo. Virar cambalhota, eu morria de medo também. Então, as minhas brincadeiras sempre foram voltadas pro lar. Então, era fazer comidinha, brincar de boneca, que eu tava nanando a neném, eu chegava até dar o peito, que eu tava amamentando a minha neném. Então, as minhas brincadeiras sempre era dessa forma. Quando eu ia pra Birigui, pra casa dos meus avós, por parte de pai. Lá era a realização da minha vida. Lá, eu tinha todas as meninas do mundo na vizinhança, tinha muitas amigas, a casa da minha avó era muito grande. Eu era neta única, mulher, por parte do meu pai, então eu tinha todo o xodó da minha avó. Quando eu chegava lá, minha avó fazia bala de coco, que ela mesmo fazia. Ela puxava com a mão aquela coisa quente, aquela pasta quente, eu via ela fazendo aquilo, cortando depois a bala de coco. E ela vendia aquilo na cidade, então ela era muito conhecida como a senhora que fazia as balas de coco da cidade, e uma cidade muito pequena, Birigui. Então, eu amava as balas de coco da Dona Dulce (risos) que era muito gostoso mesmo. E o meu avô, chamava Miguel, ele mexia com máquinas de costura, aquelas antigas ainda. Então ele era o único que arrumava na cidade aquelas máquinas. Eu tinha um orgulho muito grande porque meu avô saía no jornalzinho da cidade, a minha avó saia no jornalzinho da cidade porque ela fazia as balas de coco. E no fundo do quintal da minha avó tinha a horta, então tudo era fresquinho, tudo colhido na hora, as frutas, pé de jabuticaba, que eu lembro que era uma maravilha, a gente subia no pé de jabuticaba, eu e o meu primo, pra gente chupar jabuticaba. Então coco, minha avó chuchava do coco lá mesmo tirava, com esse coco que ela fazia as balas de coco, então era muito gostoso. Quando eu vinha embora pra São Paulo, eu ficava muito triste, porque eu queria continuar lá, mas não dava, eu tinha que voltar pras aulas, já começava as aulas, eu tinha que voltar mesmo, mas todas as férias batia cartão lá na casa da minha avó.

Eu tive professores que eu tenho até hoje contato. Eu tenho uma professora que na época eu morria de medo dela, mas ela marcou minha vida por ela ser tão guerreira. Ela teve câncer de mama, minha professora de Matemática, professora Vera, e ela teve câncer e ficou um período fora. Depois de muito tempo fora, fazendo o tratamento, ela voltou pra dar aula, ela não desistiu. Eu me formei no terceiro ano do colegial com ela me dando aula desde a sétima série. Ela sempre foi a minha professora, com aquele braço inchado por causa do câncer, mas ela pedia ajuda dos alunos pra apagar a lousa. Eu tenho ela como uma guerreira, então isso me marcou bastante. Uma outra professora que me marcou foi uma professora de Literatura, professora Patrícia, que eu achava ela muito inteligente. Ela conhecia de tudo, sobre literatura, língua portuguesa, ela falava muito bem o português. Então isso me marcou bastante também, porque eu olhava pra ela como um espelho, eu queria ser inteligente daquela forma. Conhecedora de lugares, ela viajava pra França. Então, quando ela falava de literatura pra gente, ela falava com propriedade, de lugares que ela já tinha conhecido, então ela era a minha inspiração. E uma outra professora, era a professora de Biologia, que era a professora Verinha. O que me marcava nela era o carinho. Ela era muito carinhosa. Então, eu peguei, desses meus três professores, eu peguei uma característica. Como uma era guerreira, a luta dela, então eu queria ser daquele jeito, guerreira como ela foi, a Vera. A Patrícia, a inteligência dela. E a Verinha, o carisma dela. Então, hoje eu sou professora. Nessa época, eu não imaginava que eu ia ser professora, porque eu nem tinha feito magistério. Porque nessa época pra você ser professora era obrigatório você ter o magistério, mas eu não fiz o magistério. Quando eu saí de lá, eu fui fazer Administração de Empresas, quando eu tava no segundo ano de Administração de Empresas, eu vi que não era nada daquilo, que eu não queria fazer aquilo, e eu decidi ser professora. Comecei a perceber como eu me dava bem com as crianças, como era gostoso ensinar, porque eu comecei frequentar a igreja e, lá na igreja, eu ensinava as crianças, e comecei a ver como era gostoso. Aí, eu falei assim: “Eu acho que quero ser professora.” E foi quando eu fui atrás. “E aí, eu tenho que fazer magistério de novo?” Eu vi que não precisava mais, porque a nova lei tinha que você fazer Pedagogia. Aí, eu fiquei muito feliz. Fui atrás, agarrei essa oportunidade com unhas e dentes, fiz a Pedagogia. Comecei a dar aula e peguei essas três características, dessas minhas três professoras. Quero ser lutadora, quero ser inteligente pros meus alunos e quero ser cativante, também. Quero que meus alunos não me achem só aquela pessoa que cobra, mas aquela pessoa que também ama os seus alunos e que se preocupa com eles também.

Eu conheci o meu marido no dia do falecimento, que fazia um ano que meu pai tinha falecido. Então, naquele dia eu tava bem triste, porque fazia um ano que meu pai tinha falecido. Eu saí da escola, minha mãe trabalhava na mesma escola, falei pra minha mãe que eu já tava indo embora e que eu ia me arrumar, ia me maquiar, ia ficar bem bonita, naquele dia, pra poder... Eu não tinha namorado. Então, eu falei assim: “Eu vou fingir que eu tenho namorado, e nesse dia eu vou me arrumar de ficar bem bonita, e vou ficar em casa.” E foi o que eu fiz, eu me arrumei, eu fiquei super arrumadinha, bonita, maquiada. Aí, eu não tinha o que fazer, eu fui jogar o lixo da cozinha no prédio, eu morava num prédio, e eu fui jogar. Nisso, quando eu fui jogar o lixo na cozinha, abriram a porta do elevador e bateu no meu ombro, junto com a minha cachorrinha que eu mais amava na vida, a minha poodle, que já faleceu, que ela tava... Naquele época, eu acho que ela tinha, eu não sei agora, uns nove, dez anos, mas ela faleceu com dezessete anos. Eu sei que ele bateu a porta do elevador em mim, e ele pediu desculpa, ele falou pra mim, assim: “Ai, desculpa!” Eu falei: “Não. Tudo bem.” Aí, ele falou: “Você precisa de ajuda?” Abriu a porta, assim, joguei o lixo lá. Ele veio perguntar da cachorrinha, quase pediu o telefone da cachorrinha, mas perguntou se a cachorrinha era brava, ela chamava Tasha, né, perguntou se ela era brava. Eu falei que não, que ela era mansinha, ele foi brincando com a cachorra, e a gente começou a conversar, conversar, até que ele me confessou que já fazia algum tempo, ali no prédio, que ele já estava de olho em mim, que ele estava me olhando já fazia bastante tempo e que ele tava apaixonado. Eu falei assim: “Você é louco! Você nem me conhece! Como assim, que você tá falando que tá, né, apaixonado?” Mas, enfim, quando chegou no outro dia, ele voltou lá, no meu apartamento, tocou a campainha, perguntou se eu queria tomar um sorvete com ele. E assim ele foi me conquistando aos poucos, porque não foi amor a primeira vista. Eu achei ele lindo, na hora, falei assim: “Nossa! Que rapaz é bonito.” Mas nada de: “Ah!”, né? De cair apaixonada, né, mas ele foi me conquistando aos poucos. Aos poucos ele foi me conquistando. Eu sei que em um ano e meio a gente namorou, noivou e casou. E hoje a gente... Esse ano vai fazer dez anos de casados.

A história da minha gravidez é bonita. É bem bonita, porque a gravidez a gente desejava ter bebê desde quando a gente tava, mais ou menos, com três, quatro anos de casado. Então, nós tentávamos ter bebê e eu nunca engravidava. Fiz diversos exames pra ver se tinha alguma coisa errada, e não tinha nada de errado. Não via nada de errado. Aí, pediu pro meu marido fazer os exames, enfim... Eu sei que eles colocaram, os médicos colocaram como “infertilidade não descritiva”, sem motivo, eles não tinham... Sem causa. Era “infertilidade sem causa”. Foi o que colocaram no exame. Então, a gente não tinha como. Como a gente já tava casado há oito anos, e a gente não engravidava, e eu não tomava nenhum método anticoncepcional, eu tava realmente tentando nesses oitos anos ficar grávida. Então, eu passei na médica, e ela falou assim pra mim: “Marie, como faz oito anos que você tá tentando, a gente não vai tentar mais oito anos. A idade vai chegando, então não pode tentar. Então, a gente vai ter que fazer uma fertilização.” Só que a fertilização era muito cara. A fertilização é cara. Eu tenho uma amiga que ela é biomédica e eu encontrei ela num domingo, e ela falou pra mim assim: “Marie, eu conheço um lugar que eu tenho uma amiga lá, ginecologista, e que lá é um valor bem mais barato.” Ela me deu o nome, que é a fundação ABC, em Santo André, e eu fui lá. Encontrei com a médica, doutora Simone, e lá foi que ela falou assim: “Deixa eu ver os seus exames.” Olhou, realmente ela viu que era infertilidade sem causa. E ela falou assim: “Então, no seu caso vai ter que ser fertilização in vitro, nem inseminação não vai dar, vamos fazer fertilização.” Ah, então tá. Então foi quando eu tomei remédios, comecei aplicar as injeções na minha barriga e aquilo pra mim era tudo muito novo, né? Eu não sabia se ia dar certo, pra mim era muito longe ainda, né, ter um bebê. Foi quando eu fui fazer ultrassom, aí lá na ultrassom constou que eu tava dezoito óvulos. Eu tinha ovulado demais. Fui pra clínica, tiraram os óvulos. Eles te sedam total, você não vê nada. Tiraram os dezoito óvulos, dez eram férteis, os outros não, podia ser descartado. E aí eu fiz um pedido. Meu pedido era que não fecundasse todos os óvulos e deixasse bebês congelados, que pra mim embrião é vida, né? Têm pessoas que não consideram, mas eu, particularmente, considero embrião já uma vida. Se eu pegasse aqueles embriões, dez bebês, eu não ia ter dez filhos. Então eu poderia descartar. Descartá-los pra mim seria como se fosse um aborto, mas seria um aborto num laboratório. Então, o meu pedido era que fosse fecundado apenas o número que eu ia colocar no meu útero. Então, a primeira vez foram quatro óvulos que fecundaram e viraram quatro embriões, só que dois vingaram e dois não vingaram. Esses dois foram colocados em mim. Esperei doze dias pra fazer o exame de gravidez, o Beta, e não deu positivo. Foi uma decepção, foi supertriste, aquele momento. Depois disso, ela falou assim pra mim: “Você quer tentar novamente, seguida?” Eu falei assim: “Sim. Quero tentar em seguida.” Acabou o período menstrual, que você tem que esperar, voltei lá e ela fecundou mais quatro. Desses quatro, ela falou: “Marie, eu não tenho uma boa notícia. Desses quatro óvulos, apenas um vingou, os outros quatro não cresceram. E assim, ó, é muito melhor serem dois, porque se um não gruda lá no seu útero, o outro gruda, colocando só esse, a chance dele grudar é menor. Não é impossível, mas é menor.” Eu fiquei naquela dúvida, e meu marido decidiu, ele falou assim pra mim: “Não. A gente precisa de um filho. Se for pra ser, vai ser.” Então, ela falou assim: “Então, tá?” Eu falei: “Então, eu vou pôr.” Fui lá no laboratório, ela colocou esse um que foi a Manuela. Doze dias depois, eu tive certeza que eu tava grávida. Eu senti na minha barriga, queimando, assim, do meu lado esquerdo, uma coisa que eu nunca tinha sentido na vida, e eu falei: “Não. Isso não é TPM. Não é. Isso, eu tenho certeza que é gravidez.” E foi tiro e queda. Eu fiz o exame e constou que eu tava grávida. Só que a gravidez, pra mim, ela foi um sonho e ao mesmo tempo gerou vários medos, porque no passado eu tive um problema de saúde, chamado síndrome do pânico. E essa síndrome do pânico fez com que eu tivesse que tomar remédios pra poder equilibrar serotonina no cérebro. E por causa disso eu tive muito medo que os remédios, dois remédios específicos que eu tava tomando, fizessem mal na gravidez, dos meus filhos nascerem com algum tipo de deficiência, principalmente porque eu trabalhava na área. Eu sabia como era difícil a vida deles e dos pais também. Então, eu tive muito receio de isso acontecer. Conversando com a minha ginecologista, de anos já, ela falou assim pra mim: “Marie, a dose que você toma é muito pequena. Isso não vai fazer mal. Te garanto que não vai fazer mal. Existem pacientes que são esquizofrênicas, por exemplo, que tomam remédios fortíssimos e que têm filhos. Então, não se preocupe que você toma uma dose muito pequena. Não precisa se preocupar.” Então, eu confiei, eu agarrei nisso que ela me disse, com toda força do mundo e fui em frente. Foi quando eu comecei, mesmo, a fazer os tratamentos, mas a gravidez eu ficava o período todo com receio de acontecer alguma coisa, pedindo a Deus, todo momento, que minha filha tivesse saúde física, mental, psicológica, tudo. E graças a Deus, ela nasceu perfeitinha, muito esperta, a única coisa que eu não pude fazer foi amamentar. Foi a única coisa, mesmo, porque o remédio não passava a barreira do útero, mas ele ia direto pro leite. Então, o que quê ia acontecer? Ela ia ficar sonolenta por causa do remédio, porque ela é muito bebezinha, e eu não tenho sonolência, porém, ela ia ter por ser muito pequeninha. Então, nós decidimos, num comum acordo, secar o meu leite e ela ter que tomar o complemento. Desde o berçário, desde lá da maternidade, ela já toma o complemento, já, porque eu não pude amamentar. Mas pra mim foi tranquilo, porque o que eu estava preocupada era com a saúde da minha filha.

Ver a Manuela pela primeira vez foi inexplicável. A primeira coisa que veio na minha cabeça é: “Meu Deus, eu gerei uma pessoa. Eu gerei um bebê. Como, né, possível crescer um bebê dentro de você?” E aquela sensação de querer proteger, de querer cuidar, e foi assim que aconteceu. Quando, chegamos no quarto, já tinham dado banho nela, e tudo, e a minha vontade era de ficar com ela no colo pra proteger mesmo. Foi então, foi muito gostoso, uma sensação, assim: “Eu fiz ela. Nossa! Eu que fiz esse narizinho, essa orelhinha, essa boquinha, esse olhinho dela. Foi eu que fiz.” Então, essa é sensação que você tem.

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