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História

Há bondade no mundo

História de: Biel Torres
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 00/00/0000

Sinopse

Biel Torres conta sobre sua doença, a dermatite atópica - que, apesar de não ser transmissível, o cachorro também desenvolveu! O motivo pode ter sido por amor: do avô que deu o cachorro e do cachorro pelo dono. Gabriel também conta de sua primeira ida a São Paulo e o que aprendeu vendo um hospital com tanta gente.

História completa

Na época que eu tive uma crise forte, meu cachorro teve dermatite atópica também. Deu nele. Tem explicação: eu ganhei ele porque meu avô ouviu que ter animal fazia bem à pessoa. Aí ele trouxe o cachorro. Tanto que ele detesta animal, detesta cachorro, detesta gato. Fala: “Para quê esse monte de gato? Está criando? Vai vender?”

 

Mas mesmo assim ele trouxe e eu cuidei desde pequeno e, quando eu tive uma crise muito forte, ele teve também dermatite. Não tem uma explicação porque dermatite não é transmissível, não passa. O nome dele é Xis porque ele come muito. É um bulldog. Come muito, não tem limite. Uma sobrinha minha chegou, eu não tinha dado nome para o cachorro ainda, e ele estava com uma barriga enorme, tinha acabado de comer e então ela falou: “Biel, esse cachorro é um x-bola”. Aí ficou X-Bola, só que eu só chamo ele de Xis.

 

A minha dermatite começou aos 14 anos. Começou com uns machucadinhos nas juntas do braço e foi piorando com o tempo. Começou nas juntas dos braços, nas pernas, aí pegou no pescoço, no rosto.

 

No começo a gente achou que era uma alergia normal, foi até em médicos em Araçatuba. Com o tempo foi piorando, uma médica disse que aqui em Araçatuba não tinha mais o que fazer e encaminhou para São Paulo.



A minha primeira ida para São Paulo foi com o ônibus da prefeitura: foi tranquilo, uma experiência nova. Em São Paulo a gente vê aquele hospital enorme, quase um bairro só de hospital ali em volta no Hospital das Clínicas. Aí foi legal a primeira viagem, foi interessante. Hoje eu acho cansativo porque tem vezes de irmos três vezes na mesma semana. Mas a primeira vez foi bem legal. Conhecer toda aquela estrutura enorme. Bem legal. O hospital em si é uma coisa muito fantástica, é muito grande, é muita coisa, o tanto de gente que passa. O que eu aprendi com a dermatite foi, primeiro, esse choque no hospital.

 

Quando eu cheguei, foi um choque: “Eu só tenho dermatite, ainda bem!”

 

No começo, não. Eu falava: ‘‘Nossa, dermatite’‘. Porque te atrapalha em tudo, quase. Mas você chega no hospital, você vê que não, que é só isso. É só dermatite. É uma coisa que atrapalha, você não pode suar. Roupas, algumas te incomodam. Você tem menos contato com pessoas.

 

É uma coisa que te limita bastante, mas querendo ou não, você ainda anda, você fala.

 

Você vai no banheiro sozinho. Você pode mexer na internet, fazer o que você quiser em relação a isso. A segunda coisa que eu aprendi foi o amor que a minha família tem por mim, que eles fizeram de tudo por mim. Terceiro: a doutora Eliana, que pessoa incrível! Ela te conhece, não tem laço sanguíneo nenhum com você e que sente quando você está mal, que ela está buscando por uma melhora. Que não é só o interesse financeiro, não, que ela quer uma melhora mesmo para você. Você vê que ela está lutando por isso. Da dermatite é isso: você vê que existem muitas pessoas boas no mundo.


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