Busca avançada



Criar

História

Missão: otimismo

História de: Camila Batista
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 00/00/0000

Sinopse

Camila tem paixão em ajudar os outros. Encontrou nos trabalhos sociais e nos vídeos de seu canal uma forma de levar mensagens positivas para as pessoas - e, mais que isso: para si. Falando para os outros que tinham um problema de pele como a dela, se redescobriu, se transformou e hoje só quer propagar uma coisa: otimismo.

Tags

História completa

Eu sempre tive um convívio muito grande dentro da igreja. Comecei primeiro na Católica e fui depois para a Cristã e lá tive contato com o trabalho social. É perceptível a tristeza e o sofrimento que muitas pessoas vivem e com esse trabalho temos a oportunidade de levar pouco de esperança e alegria. Não tem palavra que descreva o quanto isso é bom.

 

Na Igreja Cristã, nós temos um projeto social com crianças carentes e fazemos visitas a abrigos e hospitais. Uma das primeiras vezes que fizemos uma visita, eu estava bem sensível em relação a dermatite atópica e fiquei muito impressionada ao ver as crianças risonhas, apesar das dificuldades que passavam. “Como eu posso reclamar da vida vendo essas crianças que se mantêm risonhas apesar de estarem entre a vida e a morte?”, pensei. Essa experiência foi um divisor de mares. Eu fiquei muito impactada e foi uma das coisas que me estimulava a pensar diferente, a ser otimista e a não desistir de mim mesma.

 

Tem um outro projeto social que eu comecei a fazer por conta da dermatite atópica: vídeos no Youtube. Foi em 2013 ou em 2014, em um momento de muitas crises, muitos questionamentos. Eu estava indignada por ter essa doença e por nenhum médico conseguir me trazer uma melhora.

 

Eu falei: “Não é possível que só eu tenha essa alergia!”

 

“Na internet, todo mundo lança alguma coisa e viraliza, por que eu não tento fazer isso?”, pensei comigo mesma na época.. Lancei o vídeo falando que eu tinha dermatite fiz um desafio para as pessoas não se esconderem, para que elas falassem a respeito do problema delas. Viralizou! A partir desse vídeo, pessoas que eu nem conheciam entraram em contato comigo, comentaram sobre a doença e também sobre um grupo no Facebook que falava sobre dermatite atópica.

 

“Caramba, tem um monte de gente que também tem dermatite atópica!”

 

Até então, eu não conhecia ninguém com a doença e me sentia como uma aberração. E eu não entendia nem o porquê. “Será que veio alguma coisa da minha família?”, me perguntava. E olha que eu já tinha passado por muitos e muitos médicos. Ninguém, nenhum médico parou para me explicar e, por isso, eu nunca entendia o que acontecia comigo. Foi com o vídeo que eu comecei a conhecer outras pessoas. Pensei: “Poxa, está vendo? Não sou só eu que preciso dessas palavras. Outras pessoas também precisam”.

 

E eu comecei a gravar contando sobre coisas que eu me sentia mal a respeito da dermatite atópica. E me fez muito bem falar sobre isso.

 

Nisso eu encontrei também o retorno das pessoas: “Isso mesmo, grava! Não vemos coisas a esse respeito na internet”. E eu continuei fazendo, tanto que criei um quadro na minha página que se chama “Ela/ele conta” e tento dar a oportunidade para uma pessoa compartilhar a história dela. Para esse quadro, procuro escolher pessoas que são otimistas, que dizem: "Olha, eu chorei, eu não sabia lidar com a situação, mas hoje olho e decido sair! Não estou nem aí”. Esse é o tipo de atitude que a gente precisa. E é isso que eu tento passar: otimismo.

 

 

 

Ver Tudo PDF do Depoimento Completo

Outras histórias


Ver todas


Rua Natingui, 1100 - São Paulo - CEP 05443-002 | tel +55 11 2144.7150 | cel +55 11 95652.4030 | fax +55 11 2144.7151 | portal@museudapessoa.net
Licença Creative Commons

Museu da Pessoa está licenciado com uma Licença
Creative Commons - Atribuição-Não Comercial - Compartilha Igual 4.0 Internacional

+