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Nestor, uma história de vida e superação

História de: Nestor
Autor: Anazir Alves Amorim Milhomem
Publicado em: 12/12/2018

Sinopse

A história do senhor Nestor que sofreu um acidente de carro e teve os membros inferiores amputados e tendo que superar as dificuldades que a vida oferece.

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História completa

Nestor Souza Soares, nascido no dia 11 de setembro de 1977, na cidade de Alvorada Tocantins, filho de Josias de Souza Aquino e Maria Aparecida Aquino Soares, ambos aposentados. Conta ele que são somente um casal de irmãos sendo ele o mais velho, disse também que tem uma filha e duas sobrinhas. Nestor relata que não teve infância, aos nove anos começou a trabalhar com seu pai. Com isso, não teve muito tempo para brincar, como toda criança.

 

Nestor tinha um sonho, e o seu, era ser caminhoneiro, o qual se realizou aos quinze anos de idade quando começou a dirigir. Segundo ele, além do caminhão, ele dirigia caçamba, onde transportava calcário e outros produtos o qual lhe deixava muito satisfeito em desempenhar uma atividade tão prazerosa como a de dirigir. Aos vinte sete anos de idade, em uma dessas viagens, Nestor sofreu um grave acidente quando dirigia uma caçamba, a mesma bateu em uma árvore e pegou fogo. Nessa tragédia, suas pernas ficaram presas nas ferragens e tiveram que ser amputadas. Ele conta que quando acordou estava internado em um hospital da cidade de Gurupi – Tocantins. Ao acordar, para ele a reação não foi tanta pela perda das pernas, mas sim pelo o susto de perceber que estava sem dentes. Ele relatou que ficou mais de trinta dias internado e nesse tempo foi acompanhado por psicólogos e assistentes sociais, mas disse que pelo seu estado, as pessoas ficavam comovidas e ele muitas vezes é que fez o papel delas, ou seja, tentava ficar sempre animado e nos diálogos buscava sempre pensar positivo e isso não deixava os que o acompanhavam ou o visitavam ficarem abatidos. Nestor nos contou ainda que depois do acidente, sua vida mudou completamente.

 

Mesmo com todas essas dificuldades que ele agora teria que enfrentar, ele nunca deixou de se sentir importante e ter a consciência de que tudo dependeria de sua postura, o modo de viver, de pensar e ser. De sua vontade de ser um vencedor ou um perdedor e ele disse que fez a sua escolha de lutar pela vida. Segundo ele, se tornou uma pessoa melhor, não por que antes fosse uma pessoa ruim, mas por buscar mais oportunidades de viver. Tornou-se uma pessoa mais comunicativa e alegre. Ele nos relatou, que a base para sua recuperação foi a sua família que o encorajava todos os dias e que nunca faltou com o apoio. Pois os que antes diziam serem seus amigos, desapareceram praticamente todos.

 

Nestor comentou que resolveu encarar a vida de outra forma, ou seja, não deixando se abater pelo acontecido, era como se o acidente tivesse dado-lhe força para enfrentar a vida e projetar novos objetivos que tivesse ao seu alcance para realizá-los dentro de sua limitações. E como todos os cadeirantes ele citou que enfrentou dificuldade no sentido de acessibilidade, pois havia obstáculos que o impedia de chegar a lugares que desejava. Ele também mencionou que nem sempre encontrava ajuda de pessoas nas ruas. Contou que mesmo sem ter um carro adaptado, voltou a dirigir rápido e que usava um pedaço de madeira para fazer o papel das pernas. Com isso também recuperou a vontade de voltar a estudar, procurou a Escola Celso Alves Mourão e se matriculou para estudar o ensino fundamental, onde enfatizou que tem essa escola como referência na sua nova fase da vida pelo fato de ter sido bem acolhido, ser tratado de igual com os outros.

 

A partir de então, continuou seus estudos, concluiu o ensino médio faz curso de inglês e cursa faculdade de computação. Algum tempo depois da tragédia, Nestor conheceu um amigo que o incentivou a entrar para o esporte de canoagem. No início ele recusou, pois tinha medo de que pudesse se afogar. Mas devido à insistência do seu amigo, ele resolveu experimentar. O momento mais difícil de sua nova trajetória de vida, foi deixar sua família e morar em São Paulo, onde para ele tudo era novo. Mas Nestor sentiu que era necessário enfrentar os obstáculos. Foi quando conheceu outros cadeirantes e procurou logo fazer amizade com o que demonstrava maior desempenho. As dicas que aprendia com o colega lhe davam mais segurança e coragem para superar as dificuldades e conquistar os títulos.

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