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História

Sou aquilo que sempre quis ser

História de: Gabriel Souza e Silva
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 00/00/0000

Sinopse

Tímido, sempre buscou a coragem para ganhar voz. Encontrou isso em seu canal no Youtube, que o fez conhecer pessoas que, como ele, tinham dermatite atópica. Essa jornada mostrou para Gabriel que suas batalhas o fizeram mais resistente, mostrando para ele que dá para continuar.

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História completa

Por um bom tempo a minha timidez foi uma barreira que me impediu de fazer muitas coisas. Chegou um ponto que eu não estava aguentando mais ficar só sentado num banco com a boca fechada.

 

Eu sempre quis ter voz, sempre quis que me escutassem, só que você nunca vai conseguir fazer isso se você não abrir a sua boca.

 

O que eu comecei a fazer foi tentar enfrentar esses meus medos e essa minha timidez: me inscrevi em um grupo de teatro, criei um canal no Youtube, fiz apresentações, interagi com pessoas diferentes e tentei de todas as formas vencer essa barreira: e consegui.

 

A internet foi um bom passo para eu vencer a timidez, porque aprendi a receber críticas e consegui me relacionar com outras pessoas de realidades diferentes. Na internet, eu consegui espaço para me comunicar com os outros e então, surgiu a ideia de criar um canal no Youtube para eu me expressar. O primeiro vídeo sobre a dermatite atópica eu fiz na inocência.

 

A dermatite atópica é uma doença que não é tão rara, mas que é difícil de encontrar uma pessoa que a tenha. Então, sempre pensava assim: "Só eu tenho isso no mundo!"

 

Então se tivesse uma possibilidade de ter uma outra pessoa que tivesse dermatite atópica, eu queria que ela se sentisse confortada com relação a isso. Acabei gravando o vídeo para tentar encontrar outras pessoas que tivessem essa doença e a resposta foi muito positiva.  Dei dicas de como a pessoa poderia usar métodos para melhorar a dermatite atópica e contei um pouco da minha história também. Até hoje eu recebo diversos comentários, diversos depoimentos, pessoas me agradecendo por eu ter feito o vídeo, uma vez que as pessoas não têm o conhecimento sobre isso.

 

O que mais passa pela cabeça do atópico é: "Não dá mais, eu não consigo mais".

 

Então o que eu mais tento passar é a imagem de que sim, você pode passar por essa crise e você vai melhorar. Existem crises que são terríveis, as pessoas sentem vergonha de sair de casa, passam por muitos médicos e não encontram uma saída eficaz. Então, o que eu mais tento passar é pra não desistir e sempre buscar novos métodos e formas que ajudem a sua dermatite a melhorar.

 

Na adolescência tive muitas crises. Acho que foi a fase mais complicada pela qual eu passei, porque é um momento de autodescoberta: você está se descobrindo e ainda tem que lidar com uma doença que afeta o emocional e o corpo!

 

A dermatite atópica mexe muito com nosso psicológico, porque envolve a nossa imagem, envolve o que a gente é. Eu não tomava muita água, então comecei a adotar a garrafa de água e andar sempre com ela. Comecei a passar creme muito mais vezes ao dia, fazer uso de medicamentos e buscar outras formas e métodos de melhorar a minha dermatite. Foi uma fase bem complicada, mas consegui!

 

Com a dermatite atópica, aprendi a ser mais resistente.

 

Muitas vezes a gente tenta desistir, jogar tudo para o alto, abdicar de tudo e começar a fazer coisas que te façam mal mesmo sabendo que isso vai te acarretar algo. Então aprendi a ser mais resistente, a controlar mais o que eu quero, o que eu sinto, o que eu penso e acho que isso tem um papel fundamental.


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