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História

Um telefonema intrigante foi o sinal: estava a caminho o Projeto Curumim

História de: Leila Maria Martinho Novak
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 30/08/2007

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Em fevereiro de 1993, Leila Novak assumiu a Secretaria de Assistência Social de Atibaia e seu pai, adepto da religião espírita, faleceu dois meses depois. Em janeiro, Leila e o pai haviam combinado uma música. Quem morresse primeiro enviaria essa música como um sinal para o outro encontrar sua missão. Em agosto, ela recebeu um telefonema estranho de uma senhora, que procurava por Lílian. Respondeu que não havia nenhuma Lílian na Secretaria: “Será que a senhora não se confundiu?” Era a voz de uma pessoa idosa: “Mas é com você mesmo que eu quero falar. Mas seu nome não é Leila, é Lílian.” Aí, na hora me veio à mente que, quando eu nasci, meu pai mudou meu nome para Leila, pois minha mãe queria, de todo jeito, que eu me chamasse Lílian. “O que é que a senhora deseja?”. Ela respondeu: “Eu quero que você venha tomar um chá comigo. Eu sou a dona Jane, do Lar Brogotá”. Perguntei para uma amiga sobre a dona Jane e soube que ela estava em cadeira de rodas: “Está muito mal, na cidade comentam que ela é louca. Fui lá com essa amiga e dona Jane nos esperava na porta, em pé, sem nenhuma cadeira de rodas e com um maço de flores na mão. E quando nós entramos, a música que eu tinha combinado com o meu pai tocava em todas as caixinhas. Era uma casa imensa e tinha caixas de música que tocavam alto, pelo menos para mim, e comecei a chorar. Eu falei: “Meu Deus, cheguei aonde eu pedi.” E a dona Jane com um molho de chaves na mão, as flores na outra mão, me disse: “Vou te mostrar toda a casa.” Ela andava muito rápido. E haviam me dito que ela estava cega. Pensei comigo mesma: “Acho que não é a mesma dona Jane”. Mas a Vera me confirmou: “É, sim, é ela mesma”. Eu perguntei: “Vera, você está ouvindo a música”? Ela me respondeu que não estava ouvindo nada. Quando terminamos de conhecer a casa, que era um labirinto, eu me sentei. A música parou. E a dona Jane falou que a música estava realmente tocando: “A música que você combinou com o seu pai”. Disse a ela: “Bom, dona Jane, o que é que eu vim buscar”? Ela me deu o molho de chaves e respondeu: “A casa está aberta para que você inicie sua missão”. Saí de lá e disse para minha amiga: “Vera, minha vida mudou”.
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