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Memória Local na Escola - 2001 a 2015



Com mais de 10 anos tornou-se um programa consistente de atuação em escolas públicas de todo país. O programa, construído em parceria com uma outra organização voltada para a formação de professores de escolas de baixa renda, foi montado para responder um triplo desafio: inclusão digital, leitura e escrita e memória. O Programa forma professores de escolas públicas do ensino fundamental de forma a que eles façam um projeto de memória com seus alunos.

O projeto reproduz, em grande parte, a dinâmica de pesquisa utilizada no Museu da Pessoa. Após uma série de discussões e leituras (são realizadas práticas de leitura, construção de bibliotecas sobre memórias e biografias), os alunos passam a pesquisa e, a partir daí, cada turma “escolhe” alguém da comunidade para ser o grande entrevistado. Os alunos discutem o que é um roteiro, uma história de vida, trazem seus pais para narrar suas histórias, aprendem algumas posturas de entrevista, organizam suas curiosidades, fazem muitos exercícios de desenho e em times (uns entrevistam, outros desenham...)  partem para realizar a “grande entrevista” que, uma vez realizada é processada pelos próprios alunos.

Todo o material sofre um processo de curadoria e é organizado em uma coleção virtual no site do Museu da Pessoa. Os textos escritos e os desenhos são transformados por um cenógrafo uma exposição em local público da cidade. O fato de transferirmos todo o processo para dentro da escola (a preparação, o registro, o processamento e a socialização das histórias) revelou-se um dos aspectos fundamentais para que este programa de fato tivesse um impacto transformador na escola. Por um lado, os produtos finais, sobretudo a exposição realizada em espaço fora da escola, tornaram-se momentos de celebração e profunda conexão intergeracional e acabaram por ter um impacto que extrapola o nível da escola. Participam desse momento prefeitos, pais, os entrevistados, além de toda comunidade escolar.

| Clique aqui para conhecer as publicações do programa Memória Local na História 

Todos voltados para valorizar a história de vida de pessoas anônimas de suas próprias comunidades: pipoqueiros, coveiros, professoras primárias, técnicos de futebol de bairro, varredores de rua, operários aposentados entre outros são vários dos que já se tornaram a celebridade do momento. A inclusão digital foi talvez um dos maiores desafios nesse programa. O Museu enfrentou por um lado suas próprias limitações tecnológicas, assim como as dificuldades de professores em lidar com a Internet. Desde o início, buscou-se desenvolver uma ferramenta para que cada turma montasse sua própria exposição virtual. 

O programa Memória Local na Escola já formou 1.898 professores, 40.637 alunos de 788 escolas e ganhou 5 prêmios. As cidades pelas quais o programa já passou foram: Ituiutaba (MG) e Rio de Janeiro (RJ), em 2001; Santos (SP), Uberaba (MG) e Uberlândia (MG), em 2002; Belo Horizonte (MG), Franca (SP), Ribeirão Preto (SP) e Santos (SP), em 2003; Campinas (SP), Itapeva (SP), Ribeirão Preto (SP), Santos (SP), São Paulo (SP) - São Miguel e Votorantim (SP) em 2004; Itapeva (SP), Juiz de Fora (MG), São Paulo (SP) - São Miguel e Votorantim (SP), em 2005; Belmiro Braga (MG), Juiz de Fora (MG) e São Bernardo do Campo (SP), em 2006; Indaiatuba (SP), Itapeva (SP), Paraty (RJ), Santo André (SP) e Votorantim (SP), em 2007; Indaiatuba (SP), Paraty (RJ) e Santo André (SP), em 2008; Guaíba (RS) e Indaiatuba (SP), em 2009; Apiaí (SP), Aluminio (SP), Guaíba (RS) e São Bernardo do Campo (SP), em 2010; Apiaí (SP), Aluminio (SP), Guaíba (RS), Indaiatuba (SP), São Bernardo do Campo (SP) e Sorocaba (SP), em 2011; Apiaí (SP), Aluminio (SP), Duque de Caxias (RJ), Guaíba (RS), Indaiatuba (SP), Itapemirim (ES), Pontal do Paraná (PR), Rio de Janeiro (RJ), São Bernardo do Campo (SP) e Sorocaba (SP), em 2012; Itapevi (SP), em 2013; Aluminio (SP), Cubatão (SP), Itapevi (SP), em 2014; Imbituba (SC), Capivari de Baixo (SC) e Bom Jesus do Piauí (PI) em 2015.

| Confira aqui as exposições realizadas pelo projeto Memória Local na Escola 

| Depoimentos 

 "Memória é saudade. Eu sinto saudade. Quando a gente sente amor, a gente tem carinho, a gente lembra de alguém, lembra de uma casa, de uma cidade. Isso é memória."Suelen dos Santos, 8 anos

"....ele falou que ia no rio Tamanduateí brincar e hoje não pode mais fazer isso por causa da poluição. Se naquele tempo era melhor, por que mudou? Eu fico pensando nisso."Camile Quinalha Bandeira, 10 anos

"Depois da entrevista da Dna. Sonia eu perguntei para a minha mãe como foi a infância dela. Ela começou a me contar. Ela brincava de boneca de pano como a Dna Sonia." Marcos Paula da Silva, 8 anos.

" O projeto foi um ganho imenso para a escola e não só para a escola. Não tem nada melhor para um educador do que ouvir de seus alunos que quer ser escritor, que aprendeu a ler melhor, aprendeu a desenhar melhor, que gostou muito do livro que leu. Só tenho a agradecer pela oportunidade de ter feito esse curso e por ter visto isto refletido nos meus alunos." Érica Cristina Sena, professora 







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