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Duas famílias, dois mundos, uma união - 2012



Depois de se revezarem ao longo de cem anos no posto de principal companhia do ramo de bebidas do Brasil, a Companhia Antarctica Paulista e a Companhia Cervejaria Brahma surpreenderam o mercado com a notícia de sua fusão em 1º de julho de 1999.

Batizada de Ambev (Companhia de Bebidas das Américas), a corporação logo se uniu à argentina Cervecería y Maltería Quilmes, ampliando o campo de operações na América do Sul. Em 2004, nova ousadia: o grupo firmou uma associação com a mega empresa belga Interbrew. Era o nascimento da InBev.

A sociedade, que já era grande, adquiriu proporções gigantescas em 2008, com a aquisição do grupo Anheuser-Busch, maior companhia cervejeira dos Estados Unidos.

Nos dias de hoje, ou seja, no início do século XXI, falar da AB InBev implica falar de números estratosféricos. Ela é a maior empresa do mundo no setor de cerveja e a quarta maior em termos de bens de consumo. Tem mais de 116 mil empregados trabalhando em 125 fábricas espalhadas por 23 países. Suas marcas mais conhecidas, como Budweiser, Stella Artois, Antarctica, Brahma, Skol, Labatt, Beck’s, Leffe, Bohemia, Quilmes e Paceña, transitam pelos seus 2 milhões de pontos de venda e respondem por uma produção que supera 352 milhões de hectolitros anuais.

E, se nos restringirmos à Ambev, os números não são menos impressionantes. Separada da AB InBev, ela é a quarta cervejaria do mundo, empregando cerca de 45 mil funcionários no Brasil – onde detém cerca de 70% do mercado –, e está em outros 13 países, com foco na América Latina e no Canadá. Em 2010, atingiu uma produção de 160 milhões de hectolitros. Duas de suas principais marcas, a Skol e a Brahma, ocupam o quinto e o oitavo lugar no ranking das cervejas mais consumidas no mundo, e a empresa ainda possui, em seu portfólio, um forte grupo de refrigerantes, com destaque para o Guaraná Antarctica.

Nada mais estranho ao ambiente de escassez e adversidade com que se depararam dois imigrantes alemães, Heinrich Stupakoff e Johann Künning, um ao fundar sua empresa cervejeira em São Paulo – a Bavária – no final do século XIX e outro ao administrar uma companhia do mesmo ramo no Rio de Janeiro – a Brahma – no início do século XX.

Seus feitos foram admiráveis. Primeiramente ajudaram a transformar uma bebida desconhecida dos brasileiros em uma campeã de preferência. Depois expandiram seus negócios, fortaleceram a indústria nacional e desenvolveram produtos que hoje são destaque do portfólio da maior empresa mundial de cerveja.

A iniciativa de contar parte da história desses dois empreendedores e seus filhos partiu de representantes da quarta geração de descendentes de Heinrich Stupakoff e Johann Künning. Nenhum deles trabalha hoje na Ambev ou na AB InBev, sendo apenas acionistas minoritários dessas empresas.

Este texto não é uma palavra final nem tem a pretensão de esgotar o tema. Para produzir o livro, contamos com documentos dos descendentes, extensa pesquisa no acervo Ambev, jornais da época e livros de história. Rigores à parte, o essencial é que tenha cumprido seu objetivo maior: o de perpetuar a memória, valores, símbolos, ideias e exemplos desses dois pioneiros, assim como resgatar os desafios, as conquistas e o legado que ambos deixaram para o Brasil.




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