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A arte da escuta



Na mesma semana em que o Museu da Pessoa depositou um extrato de seu acervo digital no Museu Ártico Mundial, em cerimônia ocorrida na quinta-feira (21/2), na Noruega (ver aqui), o jornal Estado de Minas, de Belo Horizonte, publicou no domingo (17/2), no caderno “Bem Viver”, extensa reportagem assinada por Lilian Monteiro sobre o trabalho do Museu.

A apuração da repórter capturou de forma plena o sentido e a importância da escuta do outro, um tema fundamental na ação cotidiana do Museu da Pessoa. “Talvez, ouvir com atenção seja ainda umas das poucas atividades que nos levam de volta para dentro de nós mesmos”, observou Karen Worcman, diretora e fundadora do Museu da Pessoa, ouvida pelo jornal. “Ainda que seja uma escuta, é uma escuta silenciosa, nos faz parar e ter que nos conectar com outro ser humano. Acho que isso será cada vez mais necessário para que continuemos a ser ‘pessoas’.”

Para a psicóloga e psicoterapeuta Renata Feldman, também entrevistada para a matéria, “cada história tem sua riqueza, sua capacidade de tocar e modificar as pessoas”. Ela acredita que “as narrativas podem causar identificação, reconhecimento, emoção: ao serem lidas e ouvidas, deixam marcas, transmitem conhecimento e deixam um legado”.

“A civilização evolui e se fundamenta nas práticas que foram determinantes na melhoria das condições de vida dos indivíduos em seus grupos e respectivas gerações”, sublinha o sociólogo Juracy Amaral, professor da PUC-Minas, outro entrevistado. “Saber e conhecer o que se passou com as gerações antecedentes são imprescindíveis para as gerações vindouras. O problema é como se faz essa transmissão de conhecimentos e em quais valores estão fundamentados.”

A reportagem trouxe ainda o escritor moçambicano Mia Couto, para o qual o hábito de ouvir histórias teve papel central no desenvolvimento da sua literatura. “Essa África onde vivo é uma sociedade que escuta”, afirma Couto. “As pessoas escutam os outros e, na conversa, há uma distribuição de tempos: o tempo da fala e o tempo da escuta, como se, por turnos, as pessoas soubessem o que têm de fazer.”

** A matéria completa pode ser lida aqui

** Uma versão em PDF pode ser acessada aqui





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