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Buenos Aires recebe “Memoria de los Brasileños”



O Museu da Pessoa está em Buenos Aires para contar histórias e mostrar as tradições do Brasil a partir de excertos da história de vida de uma fração de seus habitantes.

A exposição “Memoria de los Brasileños” foi aberta em 5 de julho e ficará em cartaz até 2 de setembro no Centro Cultural Borges (Viamonte 525, esquina com San Martín), localizado no coração do Microcentro portenho. A entrada é gratuita e os visitantes poderão conhecer um acervo audiovisual que traz uma representação da identidade e da memória coletiva dos brasileiros nos séculos XX e XXI.

A mostra está dividida em cinco módulos:

** Contemporaneidad, que remete ao processo de urbanização e seu impacto social, que em menos de cem anos levou 80% da população brasileira do campo para as cidades.

** Saberes y Haceres, que apresenta conhecimentos, práticas e costumes de culturas indígenas, africanas e quilombolas, entre outras que formam a identidade brasileira.

** Conflictos, que relata histórias de personagens marcados pelas injustiças sociais que assolam o país, como violência, preconceitos, direitos negados e exploração sexual e trabalhista.

** Transformación, que tem como foco líderes que trabalham para melhorar a realidade em que vivem.

** Narradores, que traz depoimentos e trajetórias de poetas, escritores e jornalistas que marcaram e de alguma forma registram a história do país.

“Memoria de los Brasileños” prevê ainda um programa de ações educativas no Centro Cultural Borges envolvendo escolas públicas, ONGs e centros culturais comunitários. E também será possível conhecer parte do acervo do Museu da Pessoa em uma exposição virtual, em português e espanhol.

Apresentar a história do país a partir das histórias de sua gente traz à luz um Brasil muitas vezes desconhecido, ou pouco explorado, mas que tem o potencial de conectar-se com a história argentina desde una perspectiva latino-americanista, em que as especificidades de cada uma das nações encontram uma origem comum em sua diversidade.

A exposição foi pensada originalmente para o Musée de la Civilisation, de Quebec (Canadá), onde recebeu mais de 100 mil pessoas entre 2016 e 2017. Ela é exibida na Argentina graças ao apoio do Programa Ibermuseos, por meio da convocatória “Conversaciones”, que tem o objetivo fomentar a circulação de acervos e exposições entre países da comunidade ibero-americana.

Conheça três das histórias que integram a exposição:

 

Palavras que não se esgotam

Um dos autores de literatura infanto-juvenil mais lidos, premiados e reconhecidos do Brasil, Bartolomeu Campos de Queirós escreveu suas primeiras palavras com carvão, na parede de sua casa, em Papagaios (MG). Ele sabia que “a palavra nunca escreve tudo o que a emoção sente”; então, desde que começou a brincar com as palavras, nunca deixou de procurar por alguma que ele não fosse capaz de escrever.

A história completa está aqui: https://bit.ly/2lS49rl 

 

Minha tia era uma rainha

"Precisamos de uma escola para fazer educação? Ou é possível fazer educação, por exemplo, debaixo de uma mangueira?” O antropólogo Tião Rocha decidiu que não queria ser professor. Ele escolheu ser educador porque assim poderia ensinar o que aprendeu. Em Curvelo (MG), começou a experiência: aprender a fazer uma escola sob uma mangueira. Ele conta sobre seu primeiro dia de aula e as lembranças de sua tia, que era Rainha do Congado e o inspirou durante sua trajetória de aprendizado e inovação pedagógica.

Veja a história completa aqui: https://bit.ly/2JahEf0

 

Uma alternativa à medicina tradicional

A oncologista Nise Yamaguchi queria aprender uma medicina diferente do que via nas universidades. Em seu depoimento, ela conta como a filosofia e a abordagem holística do tratamento do câncer a aproximam de seus pacientes. "A vida e a morte são dois lados da mesma moeda, isto é, uma percepção filosófica da continuidade da vida. Se posso contribuir para que uma pessoa fique bem, isso me deixa feliz. E se uma pessoa não pode estar bem, mas pode sair em paz, assim também estarei cumprindo o meu papel.”

Veja a história completa aqui: https://bit.ly/2NmiI2P




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