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Mulheres: uma seleção inspiradora de histórias do Museu



Dia oito de março, o Dia Internacional da Mulher. Data com origens operárias, é um dia nascido no embrião da luta por um mundo mais equalitário. Mais do que uma data festiva, é um lembrete político sobre a necessidade da sociedade seguir em mudança.

Para celebrar a data, trazemos à tona peças de nosso acervo que retratam o mundo real da mulher no presente, passado e suas aspirações para o futuro. Elas por elas: perguntamos para as mulheres de nossa equipe “qual a história de vida do nosso acervo que mais te transformou?”.

O resultado é um mosaico de retratos de grandes mulheres, com as mais diferentes idades, lugares e sonhos.

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Uma médica para chamar de sua

Carolina Grohmann: "Doutora-contadora-de-histórias, médica do corpo e curadora da alma com o remédio mais instantâneo e poderoso: o sorriso! Baita mulherão!".

Veja a história completa aqui.

A Amazonia de Maria de Lourdes

Karen Worcman: "Maria de Lourdes é uma grande mulher. Sua história mistura todos os Brasis,  entre culturas e tempos. Nasceu no Pará, perto de Juruti, em meio a Amazonia. Foi dada pela mãe para ser criada pelos indios aos 2 anos. Depois voltou, foi empregada doméstica, agricultora, vuidou de gado, construiu uma pensão, teve filhos, cozinhou, vendeu coisas de porta em porta e cuidou de toda a fam;ilia, inclusive da própria mãe. Viu a vida, o passado e o futuro, escutou vozes e encontrou tesouros escondidos e, em meio a esse mundo fantástico, foi vivendo dia a por dia para cuidar de si, dos outros e imaginar todas as formas possíveis de existir".

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Flores de Almodóvar

Rosana Miziara: "Tive o privilégio de entrevistar a Floriceria, conhecida como Celinha. A história dela é literalmente um roteiro de filme do Almodovar. Fugiu de casa, adolescente, atrás de uma paixão. Conta as aventuras e desventuras daí decorrentes, até chegar em Sampa. Nessa epopéia torna-se manicure e roteirista de cinema. Isso mesmo.  Se forma em roteirista de cinema para ir atrás de seu sonho: escrever um roteiro para Pedro Almodovar filmar! Nessa entrevista me senti num filme. Mistura de realidade e ficção".

Veja a história completa aqui.

Dona Miriam: em muitas ações, todas as lutas, mas cuidando da ancestralidade

Carolina Grohmann: "Dona Miriam é busca: de si, do outro, de nós. Educadora que se descobriu escritora para se fortalecer como mulher, nordestina, mãe, militante e - por que não? - neta. É uma fortaleza"

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Monja Coen

Tamires Youssef: "[Aleta de gatilhos - suicídio] A história da  Monja Coen  é fascinante de um jeito único. Isso porque transita entre mil faces de uma só mulher. É como se a cada vivência você entendesse um pouco mais que independente do que fazemos, de onde viemos, existimos como seres e isso nos torna um espírito além da carne. É interpessoal e humano. É buscar a força e desprendimento que talvez, em essência, ainda nem conhecemos. Ela passa pela juventude, tentativa de suicídio, busca por LCD, se enxerga em uma vida 'padrão' e normativa, trabalha em banco, faz balet e, surpreendentemente, dois parágrafos depois, está relatando sua vivência em um mosteiro no japão, por mais de oito anos se comunicando sem falar a língua. 'Eu não quero que todos se tornem budistas, isso não é essencial pra mim, como é que nós podemos criar juntos uma cultura de não-violência ativa? E não-violência não é só seres humanos com seres humanos, é com a natureza, tudo o que existe é o nosso corpo. A Terra não é a nossa casa, é o nosso corpo'. Viva!"

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"Sempre fui uma mulher peituda"

Tamires Youssef: "Fernanda é dona de uma história de vida cheia de mudanças. Perdeu a mãe cedo e foi criada pela avó com mais 8 crianças. Testemunha de jeová por imposição da família, se entendeu como mulher mais ou menos ao mesmo tempo em que entrou para a brigada da Polícia Militar: 'nasci para ser o que sou e tenho orgulho disso'. A história foi enviada para nós pelo Programa Conte sua História, espaço aberto ao internauta aqui no site do Museu da Pessoa. No vídeo da entrevista, Fernanda não deixa de mostrar a felicidade de se reconhecer em seu corpo mesmo perante as dificuldades que enfrentou em sua trajetória. 'A felicidade não é o ter, é o ser. Não é um amor, um sapato, um marido. Isso pode adicionar momentos de alegria, mas o EU é o que me faz mais feliz', completa".

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A irmãzinha Ida

Karen Worcman: "Conheci Idaliana aos 70 anos vivendo em uma comunidade quilombola, em um braço do Rio Amazonas. Idaliana nasceu em uma comunidade Ribeirinha a beira do rio amazonas, mas quando teve que estudar, teve que ir morar na cidade de obidos. Passou a vida perseguindo o sonho de criar um jeito das pessoas não terem que abandonar suas casas para estudar e por isso ela fundou uma escola aberta de educação de jovens e adultos. Quando a encontrei, em uma casa aberta onde tomamos um café organizado pela comunidade, perguntei onde morava. Ela me mostrou um quarto vazio, de chão de terra, sem nada. Perguntei: 'e os móveis?', Ela disse: 'Para quê? Penduro a rede. Existe uma riqueza maior do que essa vista [que viamos atraves da pequena janela] do rio?' Idaliana é uma mulher especial, cheia de sonhos, açoes e muita generosidade."

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E MAIS:

Mel Duarte | Roberta Estrela D'alva Tula Pilar Ferreira | Raimunda Cruz do Nascimento | Jailce Felix dos Santos Lima 




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