Desde os primeiros tempos, uma grande quantidade de garças marcava a paisagem daquela região às margens do Rio Paraíba, que os índios chamavam de Guaratinguetá, expressão que significa "reunião de guarás-brancos". O local já estava assim batizado quando por ele passaram os primeiros homens brancos, nos anos finais do século 16. Eram grandes expedições de portugueses que buscavam as regiões das futuras Minas Gerais. A fixação do povoador branco somente ocorreu a partir de 1628, com a doação de terras a Jacques Felix, nos sertões do Rio Paraíba.
Por volta de 1630, no local da atual matriz, foi erguida uma capelinha sob a invocação de Santo Antônio de Pádua. Em torno da capela se desenvolveu o povoado que, no ano de 1651, foi elevado a vila de Santo Antônio de Guaratinguetá. No século 18, foi ponto de passagem para as Minas Gerais e tornou-se o principal centro de abastecimento para os sertões mineiros. No século 19, atingiu o apogeu no período do café, inaugurando uma nova fase de desenvolvimento econômico, político e social. Em 1844, foi elevada à categoria de cidade.
O comércio de mercadoria, que chegava pelo porto de Parati, expandiu-se. Chegava em lombo de burros, por meio das tropas que faziam a circulação antes da chegada da estrada de ferro (1877) que ligaria o Rio de Janeiro a São Paulo. A família Imperial esteve em Guaratinguetá por duas vezes, em 1868 e em 1884. Com a abolição da escravatura chegaram os imigrantes, com destaque para os trabalhadores originários da Espanha e da Itália. O século 20 trouxe uma série de melhoramentos, como a rede elétrica e a inauguração da estação ferroviária, em 1914. Francisco de Paula Rodrigues Alves, nascido em Guaratinguetá, em 1848, foi eleito duas vezes presidente da República. A cidade tem pouco mais de 100 mil habitantes, e suas atividades econômicas principais são agricultura, pecuária e indústria.
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