Paraibuna
 
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 Depoentes em Paraibuna:
"O povo de Paraibuna, como foi embora por causa da represa, por causa da falta de emprego, quando chega uma festa junina, chega uma festa de Santo Antônio, um feriado, eles vão para Paraibuna, porque a família deles está lá ainda. Os avós, os pais. Muitos têm casa lá, também, então eles voltam para Paraibuna. E chegando em Paraibuna, o povo que já era freguês da gente, vai lá [no Pastel do Manezinho]. E não é só freguês já conhecido, porque um encontra com uma amiga, vem aqui para São José, outro encontra com outra pessoa, então, a gente tem freguês em tudo quanto é lugar. Os filhos de Paraibuna levam para fora [a fama do Pastel do Manezinho]. "
Terezinha Stabile

Em meados do século 17, aventureiros de Taubaté e São Paulo desceram o Rio Paraitinga, detendo-se no local onde este rio encontra o Rio Paraibuna. Fixaram-se no local, construíram uma cabana e, em homenagem a Santo Antônio, fizeram uma capela. Junto a ela, em pouco tempo, surgiram pequenas roças, dando início a uma povoação já denominada Santo Antônio da Barra de Paraibuna, transformada em ponto de pouso para os passantes que iam e vinham do litoral norte com destino à província de São Paulo. Em 1773, o Capitão-Geral de São Paulo, D. Luiz Antônio de Souza, determinou que Manoel Antônio de Carvalho fosse para o lugar e assumisse a administração e a direção da povoação. Por um documento, estabeleceu que "forros, vadios e vagabundos, sem domicílios certos e sem utilidade para a República fossem habitar as ditas terras de Paraibuna". A notícia causou alarme entre os moradores, que conseguiram, em 1775, a revogação da tal ordem com a conseqüente concessão da Carta de Sesmaria, que pode ser considerada o marco fundador da vila.

Em 1812, o Príncipe Regente criou a freguesia de Santo Antônio de Paraibuna, que passou à condição de vila em 1832. O apoio dado à Revolução de 1842 adiou sua elevação a cidade, que ocorreu somente em 1857. O município sofreu forte influência do ciclo do café no Vale do Paraíba (1830-1870), construindo grandes fazendas cafeeiras e casas suntuosas na sua área urbana. Em 1835, a vila de Paraibuna já registrava cerca de 34 fazendas de cultivo do café e 87 sítios de culturas diversas. Com o declínio da cultura cafeeira, em 1860, foi introduzido o algodão. O nome de Paraibuna vem do vocábulo de origem indígena formado por para (água), hyb (rio) e uma (preta), significando "rio de água escura". Hoje desenvolve atividades turísticas e conta com uma população de 17 mil habitantes.