Em meados do século 17, aventureiros de Taubaté e São Paulo desceram o Rio Paraitinga, detendo-se no local onde este rio encontra o Rio Paraibuna. Fixaram-se no local, construíram uma cabana e, em homenagem a Santo Antônio, fizeram uma capela. Junto a ela, em pouco tempo, surgiram pequenas roças, dando início a uma povoação já denominada Santo Antônio da Barra de Paraibuna, transformada em ponto de pouso para os passantes que iam e vinham do litoral norte com destino à província de São Paulo. Em 1773, o Capitão-Geral de São Paulo, D. Luiz Antônio de Souza, determinou que Manoel Antônio de Carvalho fosse para o lugar e assumisse a administração e a direção da povoação. Por um documento, estabeleceu que "forros, vadios e vagabundos, sem domicílios certos e sem utilidade para a República fossem habitar as ditas terras de Paraibuna". A notícia causou alarme entre os moradores, que conseguiram, em 1775, a revogação da tal ordem com a conseqüente concessão da Carta de Sesmaria, que pode ser considerada o marco fundador da vila.
Em 1812, o Príncipe Regente criou a freguesia de Santo Antônio de Paraibuna, que passou à condição de vila em 1832. O apoio dado à Revolução de 1842 adiou sua elevação a cidade, que ocorreu somente em 1857. O município sofreu forte influência do ciclo do café no Vale do Paraíba (1830-1870), construindo grandes fazendas cafeeiras e casas suntuosas na sua área urbana. Em 1835, a vila de Paraibuna já registrava cerca de 34 fazendas de cultivo do café e 87 sítios de culturas diversas. Com o declínio da cultura cafeeira, em 1860, foi introduzido o algodão. O nome de Paraibuna vem do vocábulo de origem indígena formado por para (água), hyb (rio) e uma (preta), significando "rio de água escura". Hoje desenvolve atividades turísticas e conta com uma população de 17 mil habitantes.
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