Taubaté
 
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 Depoentes em Taubaté:
"Taubaté era uma cidade pequena naquela época. Muito pequena, eu vi a cidade crescer. Então tinha Taubaté três ou quatro casas de calçados, e a nossa era uma das menores no começo. Depois foi se destacando. Hoje, graças a Deus, nós estamos num ponto bom."
Odil Danelli
"Taubaté tinha na época uns dez atacadistas, uns dez grandes atacadistas - entre eles a Casa Philadelpho. Todos esses atacadistas vendiam para toda a região do Vale. Taubaté, nos anos 40, era um centro distribuidor. E essas mercadorias vinham de São Paulo, do Rio."
Romeu Silva
"Minha mãe fala maravilhas da Casa Taubaté: que vendiam importados, vendiam toda a parte de tecidos, tanto da CTI como de outros lugares, linho francês, e não sei o que lá americano, inglês, porcelanas inglesas."
Luiz Fernando Moreira
"Antigamente, em Taubaté era assim, pessoal: "Ah, preciso dar presente, depois eu pago". Era tudo, tudo no papelzinho."
Galina Bespaloff
"A Praça Campos Sales era mais ou menos como é agora. Naquele tempo era toda livre, as lojas do lado e o mercado no fundo. A praça toda é comércio, tinha armazém de cereais, essas coisas, e lojas comerciais de armarinhos, de tecidos. E não tinha, como tem hoje, lojas de eletrodomésticos. Naquela época não existia, praticamente, era comércio de tecidos e brinquedos."
Elza Sebe Tonzar
"Taubaté já era uma cidade grande, nessa época era a maior cidade do Vale. O comércio era bem pujante aqui na cidade. Ninguém falava em marketing: vendia. As pessoas eram muito conhecidas. As pessoas, normalmente, sabiam quem era o pai, quem era a mãe, quem era o avô, quem era o bisavô. Coisa que não existe mais, mas naquela época era uma coisa mais normal."
Dan Guinsburg
"A Breganha mudou. Hoje é barraca de antiguidade, de coisa nova. Antigamente não. Antigamente era tudo velho, agora a maioria é só de peças novas. As pessoas que vendem antiguidade deveriam vender em um lugar, e as pessoas que vendem coisas novas deveriam vender em outro lugar. Ninguém vendia coisa nova, naqueles tempos, aí começou a haver esse negócio de Paraguai, e isso que alastrou."
José Benedito da Silva
"Eu nasci em 1942, mas me lembro da Segunda Guerra Mundial, do fim da Segunda Guerra Mundial. Eu acho que o momento é tão dramático. Eu lembro que a minha mãe saía com o carrinho de casa, quando ela acabava de sair e foi fechar a porta, terminava de fechar a porta, bombardearam a nossa casa. Com três anos de idade, eu tenho vivo isso na lembrança."
Hans Otto Taube

Localizada junto à Rodovia Presidente Dutra, foi o primeiro núcleo urbano e a primeira vila do Vale do Paraíba, por provisão de 1645, com o nome de São Francisco das Chagas de Taubaté, funcionando como centro de irradiação de povoamento da região. Tem suas origens na sesmaria de Jacques Félix, na busca de índios e do ouro. Ainda no século 17, Taubaté destacou-se na história nacional como importante centro de atividades bandeiristas. De lá partiram Antônio Rodrigues Arzão, Bartholomeu Bueno de Siqueira, Carlos Pedroso da Silveira, Antonio Dias de Oliveira, Thomé Portes Del Rey, entre outros, que se tornaram os fundadores de muitas cidades, entre as quais as conhecidas "cidades históricas" de Minas Gerais.

Foram taubateanos os primeiros a descobrir ouro em Minas Gerais (1693) - por isso, foi instalada em Taubaté (1695) uma das primeiras Casas de Fundição e Quintos do Ouro do Brasil. A Inconfidência Mineira (1789) contou com a participação de elementos de Taubaté: o padre Carlos Correa de Araujo, pároco da Vila de São José Del Rey (atual cidade de Tiradentes) e seu irmão, o Sargento-Mor Luiz Vaz de Toledo Piza, pertencente à polícia da vila de São João Del Rey. Na histórica viagem que fez desde o Rio de Janeiro até São Paulo e Santos (1822), o príncipe D. Pedro pernoitou na vila e recebeu inteiro apoio da população local, tendo levado em sua companhia seis taubateanos de origem e dois radicados como membros integrados de sua comitiva, os quais estavam presentes no momento da proclamação da independência política do Brasil. Vinte anos mais tarde (1842), Taubaté também teve importante atuação nas Revoltas Liberais. Nesse mesmo ano, em 5 de fevereiro, Taubaté tornou-se cidade, também a primeira do Vale do Paraíba a conquistar esta condição. Ainda no século 19, destacou-se como importante centro produtor de café, contando com 86 fazendas produtoras no município.

Com a diversificação das atividades econômicas, que se tornaram mais urbanas, continuou a se desenvolver rapidamente no século 19 e conseguiu manter sua posição de liderança regional até a metade do século 20, graças à chegada em grande número das indústrias. Ainda em 1900, Taubaté foi o município que mais produziu café em todo o Vale do Paraíba, sediando (1906) a reunião que definiu o "Convênio do Café", da qual participaram os representantes dos governos de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro (os três maiores produtores de café do país), para a regulamentação da produção e do comércio do café. Alguns anos mais tarde, teve importante participação na Revolução Constitucionalista (1932), tendo enviado várias tropas de voluntários para as frentes de combate, destacando-se, entre outros, o "Batalhão Jacques Félix". Atualmente, destaca-se como centro universitário e industrial. Conta com uma população de quase 245 mil habitantes. Suas principais atividades econômicas são a indústria e a pecuária.