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Início da
construção da estrada entre Rio de
Janeiro e São Paulo. Para fazer esta viagem,
iniciava-se tomando a Estrada Real de Santa Cruz,
seguindo depois por Itaguaí na direção
de São João Marcos, Bananal, São
José do Barreiro e Areias. Daí seguia-se
por caminhos ligando de uma em uma as cidades do
Vale do Paraíba a partir de Silveiras e Lorena.
Ou então, como alternativa, seguia-se pelas
montanhas passando por Cunha, São Luís
do Paraitinga e Paraibuna, em caminho quase paralelo
ao anterior. A estrada era em parte macadamizada,
com 7 metros de largura e valas laterais para drenagem
das águas pluviais.
Macadame: sistema de calçamento de
estradas de rodagem, que consiste numa camada de
pedra britada com cerca de 0,30 cm de espessura,
aglutinada e comprimida. O nome vem do engenheiro
inglês John Mac Adam.
Neste ano é incluído o ensino de construção
de estradas no currículo da Real Academia
de Artilharia, Fortificações e Desenho,
fundada por Dom João VI. Os "engenheiros"
encarregados do planejamento e direção
das obras eram militares a serviço do governo,
e as obras contavam com "feitores" que
recrutavam os operários a soldo. As estradas
visavam ao escoamento dos produtos do comércio
e do café para exportação.
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Instalada a Barreira
(registro de impostos sobre circulação)
de Bananal.
Barreira: o transporte, feito em carro de
bois ou tropas de mula, percorria os caminhos abertos
no Império e passava por barreiras onde havia
cobrança que revertia para a manutenção
do leito das vias. Eram em sua maioria caminhos
de terra de não mais de 4 metros de largura,
simplesmente raspadas no terreno, sem obras de corte
ou aterro, sem drenagem, atravessando rios por pequenas
pontes de madeira. O tráfego de boiadas era
a causa freqüente da destruição
das pontes, e as rodas finas e duras de carros de
bois desgastavam o leito carroçável
das vias.
Em 1836, o segundo maior produtor de café
da província de São Paulo era Bananal,
que concentrava boa parte dos fazendeiros mais ricos
do Vale. Na época do fim do tráfico
de escravos, os fazendeiros começaram a sofisticar
seu modo de vida. As sedes de fazenda foram transformadas
em palacetes, decorados com móveis importados
e afrescos de pintores europeus nas paredes. Aumentava
o número de escravos usados nos serviços
domésticos. Para as festas e passar as entressafras,
sobrados luxuosos eram erguidos nas cidades. Bananal
chegou a ter duas bandas de música formadas
por escravos, especializadas em óperas européias. |
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| Toma posse o primeiro
prefeito de São José do Paraíba,
o capitão Manoel Joaquim Gonçalves
de Andrade. |
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| Instaladas as barreiras
de Areias e de Ariró. A estrada do Ariró,
conhecida hoje como "Trilha do Ouro",
também foi chamada de Estrada Cesaréa,
e por ela se atingia, a partir de São José
do Barreiro, os portos de Ariró, Jurumirim
e Mambucaba, já no litoral do Rio de Janeiro. |
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Instalada a Barreira
do Rio da Onça, na Estrada Bananal - Mambucaba
- Rio de Janeiro.
A ligação do Vale com o litoral era
imprescindível para a exportação
da produção açucareira e, em
seguida, a cafeeira. O café da produção
do fundo do Vale, Areias, Barreiro e Bananal, saía
em lombo de mulas para o litoral de Mambucaba, já
no Rio de Janeiro. Parati, porto localizado na divisa
São Paulo-Rio, continuava recebendo a produção
da zona de Lorena e Guaratinguetá. Num outro
extremo do Vale Médio, caso de São
José dos Campos e Jacareí, a produção
escoava através da estrada de Paraibuna,
atingindo o porto de São Sebastião. |
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