1810 | 1811 | 1833 | 1834 | 1835 | 1836 | 1837

Início da construção da estrada entre Rio de Janeiro e São Paulo. Para fazer esta viagem, iniciava-se tomando a Estrada Real de Santa Cruz, seguindo depois por Itaguaí na direção de São João Marcos, Bananal, São José do Barreiro e Areias. Daí seguia-se por caminhos ligando de uma em uma as cidades do Vale do Paraíba a partir de Silveiras e Lorena. Ou então, como alternativa, seguia-se pelas montanhas passando por Cunha, São Luís do Paraitinga e Paraibuna, em caminho quase paralelo ao anterior. A estrada era em parte macadamizada, com 7 metros de largura e valas laterais para drenagem das águas pluviais.

Macadame: sistema de calçamento de estradas de rodagem, que consiste numa camada de pedra britada com cerca de 0,30 cm de espessura, aglutinada e comprimida. O nome vem do engenheiro inglês John Mac Adam.

Neste ano é incluído o ensino de construção de estradas no currículo da Real Academia de Artilharia, Fortificações e Desenho, fundada por Dom João VI. Os "engenheiros" encarregados do planejamento e direção das obras eram militares a serviço do governo, e as obras contavam com "feitores" que recrutavam os operários a soldo. As estradas visavam ao escoamento dos produtos do comércio e do café para exportação.
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Ano em que é erguida a Igreja Matriz de Bananal.
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Instalada a Barreira (registro de impostos sobre circulação) de Bananal.

Barreira: o transporte, feito em carro de bois ou tropas de mula, percorria os caminhos abertos no Império e passava por barreiras onde havia cobrança que revertia para a manutenção do leito das vias. Eram em sua maioria caminhos de terra de não mais de 4 metros de largura, simplesmente raspadas no terreno, sem obras de corte ou aterro, sem drenagem, atravessando rios por pequenas pontes de madeira. O tráfego de boiadas era a causa freqüente da destruição das pontes, e as rodas finas e duras de carros de bois desgastavam o leito carroçável das vias.

Em 1836, o segundo maior produtor de café da província de São Paulo era Bananal, que concentrava boa parte dos fazendeiros mais ricos do Vale. Na época do fim do tráfico de escravos, os fazendeiros começaram a sofisticar seu modo de vida. As sedes de fazenda foram transformadas em palacetes, decorados com móveis importados e afrescos de pintores europeus nas paredes. Aumentava o número de escravos usados nos serviços domésticos. Para as festas e passar as entressafras, sobrados luxuosos eram erguidos nas cidades. Bananal chegou a ter duas bandas de música formadas por escravos, especializadas em óperas européias.
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Toma posse o primeiro prefeito de São José do Paraíba, o capitão Manoel Joaquim Gonçalves de Andrade.
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Instaladas as barreiras de Ubatuba, Caraguatatuba e Cunha.
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Instaladas as barreiras de Areias e de Ariró. A estrada do Ariró, conhecida hoje como "Trilha do Ouro", também foi chamada de Estrada Cesaréa, e por ela se atingia, a partir de São José do Barreiro, os portos de Ariró, Jurumirim e Mambucaba, já no litoral do Rio de Janeiro.
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Instalada a Barreira do Rio da Onça, na Estrada Bananal - Mambucaba - Rio de Janeiro.

A ligação do Vale com o litoral era imprescindível para a exportação da produção açucareira e, em seguida, a cafeeira. O café da produção do fundo do Vale, Areias, Barreiro e Bananal, saía em lombo de mulas para o litoral de Mambucaba, já no Rio de Janeiro. Parati, porto localizado na divisa São Paulo-Rio, continuava recebendo a produção da zona de Lorena e Guaratinguetá. Num outro extremo do Vale Médio, caso de São José dos Campos e Jacareí, a produção escoava através da estrada de Paraibuna, atingindo o porto de São Sebastião.
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