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Na década de 1850, o município de Taubaté passa a ser o segundo centro produtor de café do Brasil. É neste ano que entra em vigor o Código Comercial no país.

No século XIX, o surto cafeeiro foi, em grande parte, o fator de crescimento e transformação dos núcleos urbanos do Vale. Em 1860-1870, em plena fase áurea do café no Vale, ainda eram deficientes as condições urbanas. Calçamento, água potável, tubulações de drenagem, teatros, bibliotecas, para atender ao desejo de viver no conforto e na sociabilidade próprias da Corte do Rio de Janeiro, que servia como espelho às elites rurais do Vale, começam a surgir.
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Lorena é elevada a cidade.
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Inauguração oficial da Estrada de Ferro Dom Pedro II.

A Companhia Estrada de Ferro D. Pedro II foi inaugurada em 29 de março de 1858, com trecho inicial de 47,21 km, da Estação da Corte a Queimados, no Rio de Janeiro. Esta ferrovia se constituiu em uma das mais importantes obras da engenharia ferroviária do país, na ultrapassagem dos 412 metros de altura da Serra do Mar, com a realização de colossais cortes, aterros e perfurações de túneis.
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São José do Barreiro, povoado formado por volta de 1833, foi elevado a freguesia.
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A cidade de Lorena contava com mais de 70 lojas de todo tipo, fabriquetas de chapéus, de arreios e de pratarias.

É construído o primeiro mercado público em Taubaté.


O mesmo período em que cresce a urbanização do Vale e se mantém a rede de circulação com o sul de Minas e o litoral paulista e fluminense, engendra grandes construções para mercado público. Vistas do alto, localidades como Guaratinguetá e Taubaté, no Médio Vale, e São Luís do Paraitinga e Paraibuna, no Vale Superior, apresentavam grandes estruturas retangulares ou quadrangulares, se destacando entre as poucas quadras e ruas que formavam esses núcleos. Esses mercados surgem logo depois da virada da metade do século XIX, quando a riqueza do café fizera crescer as antigas vilas, que ganhavam o estatuto de cidades.
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Santo Antônio da Paraibuna recebeu o título de vila.

O comércio de porcos vivos, de feijão e de fumo produzidos na região dos rios Paraitinga e Paraibuna, formadores do Paraíba, se dava através dos portos de São Sebastião e Ubatuba, tal como o açúcar e o café da região do Médio Vale - Jacareí, Taubaté, Guaratinguetá.
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São José dos Campos, então chamada São José do Parahyba, é elevada à categoria de cidade.

Instalada a Barreira de Piquete.
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Instalada a primeira farmácia de São José (dos Campos), pelo farmacêutico licenciado Carlos Ribeiro de Escobar. Até então, os medicamentos eram vendidos em armazéns.
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Quando se inicia a década de 1870, o Vale do Paraíba é o maior produtor de café do país.

Época de euforia econômica, alimentada ao longo das décadas de 1870/80 pela chegada da ferrovia, ainda que já se avizinhasse o declínio das colheitas no Fundo do Vale e a concorrência do café do oeste paulista, em plena expansão, com saída pela Porto de Santos. Nessa época, as cidades e vilas da região estavam se "urbanizando", adquirindo, portanto, equipamentos, melhorias em serviços públicos, como teatros, hospitais de misericórdia, clubes de dança, clubes literários, além das grandes casas térreas e sobrados que começam a ser construídos.
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Chega a Cachoeira Paulista a Estrada de Ferro D. Pedro II, ligando a Corte do Rio de Janeiro à então Província de São Paulo.

Cruzeiro ganha autonomia municipal com estatuto de vila.

Instalada a Barreira de São José do Barreiro.

No dia 4 de abril, é adotada a denominação de São José dos Campos para a então São José.
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Taubaté tem 18.933 habitantes; Guaratinguetá, 20.837; Bananal, 15.606; e Pindamonhangaba, 14.636.

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Constituída a Companhia de Navegação a Vapor do Alto Paraíba.
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Instalada a Barreira de Cruzeiro, Cachoeira e Lavrinhas.

Inaugurada a Estação Ferroviária de Taubaté. A estrada de ferro chega também a Caçapava.

Instalada a Barreira de Queluz.
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Com o apoio dos fazendeiros do café da região, é completada a ligação ferroviária entre o Vale, São Paulo e Rio de Janeiro.

Inaugurada a Estação Ferroviária de Lorena.
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Buquira, freguesia da cidade de Taubaté, é elevada a vila.
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Instalada a Barreira de Buquira (atual Monteiro Lobato).
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Criada em Taubaté a Fábrica de Gás e Óleos Minerais.

Com o ciclo do café, o afluxo de capitais ingleses, a construção da Estrada de Ferro Dom Pedro II, a navegação a vapor no Rio Paraíba, o comércio intenso com o exterior, feito através dos portos de Angra dos Reis, Mambucaba, Parati, Ubatuba e São Sebastião, há uma tentativa de industrialização em algumas áreas do Vale do Paraíba: em 1875, instalava-se em São Luís do Paraitinga uma fábrica de tecidos de lã e algodão; em Taubaté, surgia em 1883 a Companhia de Gás e Óleos Minerais; em Lorena, em 1884, inaugurava-se o Engenho Central para a produção e exportação do açúcar; em Aparecida, no final do século, montava-se uma máquina para beneficiar café, exemplo seguido por vários fazendeiros da região.
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São José do Barreiro foi elevada à categoria de cidade.
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É inaugurada a nova construção do Mercado Municipal de Paraibuna.

Em Lorena, inauguração do prédio do Engenho Central e a linha de bondes de tração animal. Para tal evento, o município recebeu a visita do Imperador D. Pedro II.

Taubaté tem 19.501 habitantes; Guaratinguetá, 25.632; Bananal, 17.654; e Pindamonhangaba, 17.811.

Auge da produção cafeeira no município de São José dos Campos, que teve destaque até por volta de 1930.
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Taubaté, nesse momento, contava com 340 estabelecimentos comerciais, predominando os de secos e molhados (104); outros estabelecimentos: 16 de lojas de louças, 5 de ferragens, 20 de fazendas, 5 açougues, 4 boticas, 20 casas de comissões e compras de café, 6 casas de bilhetes de loterias e, além disso, pequenas indústrias, tais como funilarias, chapelarias, de aguardentes, de louças, de sapatos, ferrarias, tanoaria, ourivesaria, tinturaria, além da Fábrica de Gás e Óleos Minerais.
Taubaté vai instalar, no decorrer da década de 1880, uma série de melhoramentos que a distinguiriam no Vale: iluminação a gás, ampliação do serviço de abastecimento e água, uma linha de bondes urbanos de tração animal, uma pequena ferrovia de bitola estreita com bondes a vapor ligando a cidade com o bairro de Tremembé e a empresa telefônica.
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É inaugurado o prédio do Mercado Municipal de Guaratinguetá.

Instalada a Estação Ferroviária do ramal de Bananal, comprada na Bélgica, com estrutura pré-moldada em chapas de ferro.

Os municípios do Fundo do Vale ficaram à margem da ferrovia, ocupavam território mais estreito na calha entre a Serra da Mantiqueira e a Serra do Mar, e não conseguiram implantar um ramal ferroviário, caso de Bananal, que montou a Estação de Trem, que ali ainda hoje está, mas nunca teve a linha férrea. É a região das "cidades mortas", cuja estagnação brutal e os restos de um fastígio perdido tanto impressionaram em 1906 o escritor Monteiro Lobato, que assim as chamou numa crônica em livro com o mesmo título.

O mercado público de Taubaté passa a abrir diariamente.

Em Taubaté, o entorno da Praça do Mercado acolheu diversas lojas, como farmácia, secos e molhados e sapataria. No pátio ao redor do prédio público ficavam vendedores de animais, vendedores de lenha e feirantes da roça com seus produtos. Nas imediações do Mercado Municipal, em área reservada, funcionando nas manhãs domingueiras, acontece hoje a tradicional Feira da "Breganha", que antigamente se dava na Praça da Matriz. A Feira da Barganha ou "Breganha" se caracteriza pelo comércio informal, de trocas de todo tipo, mas como se tornou ponto de encontro de pessoas da área rural e da cidade, ocasiona também transações comerciais de animais e propriedades.

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