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| A Acit-Associação
Comercial e Industrial de Taubaté foi criada
oficialmente. Teve como seu primeiro presidente
o empresário Felix Guisard, que seria diretor-presidente
da CTI (Companhia Taubaté Industrial), empresa
do ramo têxtil e pioneira na região. |
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Sob o nome de Central
do Brasil é encampada pelo novo governo da
República a linha férrea entre o Rio
de Janeiro e São Paulo.
Instalada a CTI-Companhia Taubaté Industrial.
A CTI começou a funcionar como fábrica
de meias e camisas de malha e algodão, logo
ampliada para a produção de brins
e morins. A partir de 1910, passou a produzir tecidos
riscados, toalhas, cretones e morins alvejados.
Seguindo o ritmo da expansão da produção,
a CTI chegou a formar um complexo de oito fábricas,
organizadas a partir de um centro irradiador, em
forma de estrela.
Taubaté tem 20.773 habitantes;
Guaratinguetá, 30.390; Bananal, 15.435;
e Pindamonhangaba, 17.542.
Fundação do núcleo
colonial oficial em Taubaté, denominado
Quiririm.
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Por meio de lei
estadual, é criado o distrito de São
Francisco Xavier.
Chegaram a Taubaté, em trem especial, procedentes
do Rio de Janeiro, 400 imigrantes italianos. |
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| Instalação
em Taubaté de uma filial da Sociedade de
Imigração, resultado da preocupação
em substituir a mão-de-obra escrava pelo
trabalho imigrante assalariado. |
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Início da
construção do Casarão dos Indiani,
que hoje abriga o Museu da Imigração
de Quiririm.
Em geral, é pouco conhecido o fenômeno
imigratório no Vale do Paraíba: vieram
italianos, alemães, sírio-libaneses,
mais tarde japoneses e, sempre, muitos portugueses.
Nas áreas urbanas, predominaram os portugueses
e os sírio-libaneses, especialmente nas atividades
comerciais. No comércio tradicional de Aparecida,
Caçapava, Taubaté e, especialmente,
em São José dos Campos, os libaneses
se sobressaíram entre os lojistas, a partir
da segunda e da terceira décadas do século
XX. Em Taubaté, no fim do século XIX,
muitos lojistas eram de origem italiana.
Em São José dos Campos, a Rua Siqueira
Campos, antiga Rua do Mercado, reunia um grupo considerável
de lojistas de origem
sírio-libanesa. |
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| A Associação
Comercial e Industrial de Taubaté cria cursos
noturnos, voltados para temas como Direito Comercial,
Geografia Comercial, Usos e Costumes Comerciais
e Escrituração Mercantil. O ensino
era gratuito para os sócios e para os seus
filhos e empregados. |
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| É inaugurado
o novo edifício do Mercado Municipal de São
Luís do Paraitinga, substituindo prédio
da década de 1870. |
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Em Piquete tiveram
início as obras da construção
da Fábrica de Pólvora, nos terrenos
das antigas fazendas Sertão, Estrela do Norte
e Limeira.
A partir de 1905, com a unificação
das bitolas da linha férrea, há o
surgimento de várias fábricas, que
instalaram-se sempre próximas às ferrovias.
A modernização e o crescimento das
cidades se deram nos arredores das estações
ferroviárias.
Os incentivos fiscais oferecidos pelos municípios
constituíram-se num importante instrumento
de atração de investimentos, por meio
de concessões e isenções de
impostos e doações de terrenos.
Taubaté, Pindamonhangaba, Jacareí,
Bananal e São José dos Campos produziram
1.850.000 arrobas de café frente às
2.870.000 alcançadas em 1854. A produção
cafeeira do Vale foi a de mais baixo rendimento
de todo o Estado de São Paulo. Não
podia competir, havia muito, com a grande expansão
em direção ao oeste paulista iniciada
em meados do século XIX. |
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| Quiririm possuía
dois engenhos de arroz, engenho de café,
vários de fubá, três fábricas
de vassouras, uma fábrica de formicida, três
olarias e nove casas comerciais. |
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| A gripe espanhola
atinge o município de São José,
causando milhares de vítimas. |
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São concedidos
benefícios fiscais e doação
de terreno a Eugênio Bonádio para a
instalação de fábrica de louça
branca e pó de pedra.
Tem início a modernização da
São Paulo-Rio de Janeiro. |
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É inaugurado
o prédio do Mercado Municipal de São
José dos Campos, ampliando a construção
feita em 1896.
A movimentação maior acontecia aos
domingos, quando, desde a madrugada, carreiros,
tropeiros e carroceiros se agitavam em constante
vai-e-vem para abastecer o comércio estabelecido
em bancas, barracas e boxes. As compras no mercado
produziam uma atividade econômica paralela.
Na rua do Teatro, ficava o principal ponto de estacionamento
de carrinhos de mão dos meninos que faziam
o transporte das compras de suas freguesas, com
tabelas de preços correspondentes à
distância do local de entrega. |
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| É inaugurado
o primeiro sanatório de São José
dos Campos, denominado Vicentina de Souza Aranha. |
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É instalada
a Tecelagem Parahyba em São José dos
Campos.
A indústria se instala em São José
dos Campos a partir da década de 1920. Primeiro
a Tecelagem Parahyba, especializada em cobertores,
logo seguida da Malharia Alzira, fabricante de meias.
Esta atividade encontraria maior campo no município
vizinho de Jacareí, onde, entre 1901 e 1927,
se instalaram nove fábricas de meias. A região
do Vale do Paraíba Paulista possuía
4% das fábricas têxteis brasileiras
no final da década de 1920. |
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Instalada a Companhia
Fabril de Juta em Taubaté.
Construção de uma usina hidrelétrica
própria pela Companhia Taubaté Industrial,
com capacidade de 2.500 kW.
Problemáticos foram os suplementos (ou suprimentos)
de água e energia elétrica para as
indústrias, o que levou as empresas a investimentos.
A usina da CTI era a segunda maior entre as 23 usinas
hidrelétricas existentes na região
em 1930, ficando atrás somente da Usina Isabel,
da Companhia de Eletricidade São Paulo e
Rio, em Pindamonhangaba, com potência de 4.500
kW, que fornecia energia para Pindamonhangaba, Taubaté
e Caçapava, inaugurada em 1911. |
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