IDENTIFICAÇÃO Meu nome é Fábio Augusto Vieira de Almeida. Eu nasci na cidade de Cachoeira Paulista, no Vale, no dia 19 de agosto de 1969.
FAMÍLIA O nome do meu pai é Francisco de Assis Almeida e o da minha mãe é Cleide Maria Vieira de Almeida.
Recordo de todos os meus avós. Por parte de pai é Francisco Ribeiro de Almeida e Eleonor Pires de Almeida. Materno, seria Laurinda Fernandes e Antônio Vieira.
Eram, a parte dos dois lados, todos fazendeiros, mineiros. Vieram para a cidade de Cachoeira Paulista, por parte de mãe, e por parte de pai, aqui para esta fazenda.
São brasileiros.
O bisavô materno era português, os pais da minha avó materna eram portugueses e vieram para o Brasil por volta de 1890, uma coisa assim.
Estabeleceram-se em São Paulo, ali na Mooca. Tem muito Fernandes ali, que é por parte da minha avó materna e o meu avô materno - ele sim é de Minas, da região de Heliodora, que é sul de Minas. E os meus avós por parte de pai, uma coisa até engraçada: eles são primos de primeiro grau. O meu bisavô aqui, que comprou esta fazenda em 1920 - por parte de pai -, também era primo da minha bisavó de primeiro grau. Então, a família toda de mineiro. Esta região é dominada por mineiros. Os mineiros vieram para cá por volta de 1920, o pessoal do sul de Minas. Em todo o Vale, a maioria, é descendente de mineiro.
MIGRAÇÃO Meus avós vieram em busca de terras de fazenda. Já eram fazendeiros na região deles, houve uma venda... A terra aqui na área estava muito barata, oportunidade de negócio, e vieram para cá, vieram com os pais. O meu avô, por exemplo, por parte da minha mãe, veio com os pais dele, com a família - eram muitos irmãos - se estabeleceram aqui. Por parte de mãe, no caso, se estabeleceram de Cachoeira Paulista até São José dos Campos: a família Vieira é muito grande nessa região do Vale do Paraíba.
CIDADES Bananal
Na década de 20, a região sofria com a decadência do café. A terra realmente era muito barata: "Eu sou fazendeiro, eu só sei mexer com isso, lá está barato, então eu vou para lá". Acredito que os meus avós devem ter pensado dessa forma. E ganhar dinheiro. Meu avô por parte de mãe teve onze filhos. Formou praticamente todos os filhos dele - só dois não são formados. Na época ainda era muito bom; ele mexia com pecuária leiteira. Meu bisavô, na cidade de Bananal, quando comprou essa fazenda, foi um dos introdutores do gado de leite nessa região. Ele que trouxe de Minas, inclusive - trouxe tocado, na época, o gado veio tocado de Minas.
O rio Bananal, eles contam que na época... Quem contava para mim era até uma tia, irmã da minha avó, que o rio Bananal... Hoje eu falo muito o seguinte: eu tive um juiz amigo meu que morou aqui na fazenda durante quatro anos, então eu sempre cobrava dele uma maior ação das autoridades aqui da região, no desmatamento que está havendo aqui atrás da fazenda, que é muito grande. Eu quando era criança, esse riozinho que passa hoje, que é minúsculo, a gente tomava banho nele, ele era enorme - e hoje ele não tem mais água. Então eu sempre brincava com ele, cobrava dele: "Vocês têm que tomar alguma providência com esse...".
E o meu bisavô, na época, quando veio com o gado de Minas, ele para atravessar o rio Bananal, que hoje praticamente não tem água, ele teve que dar uma volta muito grande, porque o volume de água era muito grande. Outro dia eu estava escutando uma rádio de Barra Mansa, que em 1870 o café de Bananal era escoado de barcaça pelo rio Bananal, ia até a cidade de Barra Mansa, onde era embarcado via trem, ali - porque na época ainda não havia o trem de Bananal. [mais...]
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