Conheça os personagens da rota
 

Quando o bandeirantismo deixou de ter mobilidade pelos sertões para se fixar em vilas, a tropa se transformou no mais importante meio de transporte de mercadorias e comércio do país. Começaram a percorrer o Brasil a partir de 1733, originadas no Rio Grande do Sul.

O tropeiro não só transportou riquezas no lombo de muares como serviu de elemento integrador. Por onde passava, era o festeiro, tocador de viola e sanfona, emissário oficial, transmissor de notícias, recados e receitas.

No Vale do Paraíba, principalmente no momento de intensificação da cultura cafeeira, a tropa foi fundamental. A região tinha também a condição de parada e pastagem para as tropas de gado, cavalos e mulas que se deslocavam desde o Sul do Brasil e seguiam para São Paulo em direção às Minas Gerais e ao Rio de Janeiro. O tropeiro marca a paisagem social e econômica local durante quase 150 anos, um longo período que vai de cerca de 1740 a 1880.

A tropa era dividida em lotes cujo número de animais variava de acordo com a região, sendo mais comum a de sete cargueiros. Cada lote ficava aos cuidados do tocador, permitindo uma autêntica divisão de trabalho. Todo o conjunto - animais, carga e auxiliares - permanecia sob orientação direta do tropeiro.

A caminhada era o percurso vencido a cada dia, variando de acordo com a procedência da tropa. O paulista costumava percorrer de 6 a 7 léguas (36 a 42 km) por dia.