
Paulino Nogueira nasceu em Parapuã (SP), em 1951. É técnico em telefonia, trabalhou 28 anos na Telesp e hoje presta serviços para a Telefonica. Torcedor apaixonado pelo Santos, é casado e tem 2 filhos. Mora há 29 anos na Vila Madalena.
A Vila mudou bastante. Antes não existiam estes prédios aqui, era campo de futebol, o Leão do Morro, 7 de Setembro, era tudo campo de futebol de várzea. Atualmente houve uma invasão de bares noturnos nos arredores. Eu também já fui proprietário de um bar aqui na rua Delfina, onde hoje é o Marina. Antigamente era um bar e mercearia, mais conhecido como Bar do Marajá. A gente tocou um certo tempo o bar, mas não virou nada, não era meu ramo. Eu conciliava com a companhia telefônica, trabalhava durante o dia e ficava no bar até meia-noite, uma hora. Sábado e domingo, a gente fazia essa dobrada. A Vila Madalena inteira freqüentava o bar, era um bar conhecido - vinha gente da Vila Beatriz, da Vila Ida. A gente servia umas pescadas fritas, porquinho... Era um barzinho bastante movimentado. Teve até assalto no bar, também. Esse foi mais um motivo pra gente desistir da coisa. Foi às 11 horas da noite, o bar estava até movimentado, chegaram dois elementos, um ficou na porta e o outro foi até o caixa, assaltou, dei o dinheiro pra eles. Teve uns fregueses, colegas da gente que tentaram reagir e acabou tomando tiro. Felizmente não aconteceu nada, só ficou com as balas alojadas na omoplata e está até hoje por aí, na Vila. Os bandidos fugiram sem levar nada. Aí desisti da coisa. Foi vendido pro Marina, o cara reformou tudo e fez o restaurante com pratos típicos.