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A cultura fascina

História de: Maria de Fátima Torres Queiroz
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Publicado em: 00/00/0000

Sinopse

Maria de Fátima Torres Queiroz contou sobre o seu ingresso no BNDES, as suas áreas de atuação, como no Administrativo e na de Comunicação; os projetos e trabalhos que desenvolveu e sobre o trabalho que mais se apaixonou: a editoração. Conta sobre um momento difícil de sua vida, a escolha entre sua vida profissional, o trabalho que amava e sua vida pessoal, seu emocional e sua família.

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História completa

P/1 – Bom dia, obrigada por ter vindo. Por favor diga o seu nome, o local e a data do seu nascimento.

 

R – Sou Maria de Fátima Torres Queiroz. Eu nasci em Belém em 15 de março de 1949.

 

P/1- Em que ano se deu seu ingresso no BNDES?

 

R – Eu ingressei no BNDES em 1975 através de concurso público.

 

P/1- Como é que se deu esse ingresso? Você entrou em qual cargo?

 

R – Eu fiz um concurso em 1974 e em 75 eu ingressei no banco, e fiz um concurso pra Auxiliar de Administração. Na época eu fazia faculdade de Comunicação, mas ainda não tinha um curso superior completo, e eu fiz pra Auxiliar de Administração.

 

P/1 – Depois chegou a fazer outros concursos internos no banco?

 

R – Não, não fiz. Não participei. Sim, participei sim. Entrei como Auxiliar de Administração em 1975; em 1976 houve um concurso para Assistente Técnico que era outro nível, em nível técnico, mas um nível acima. Eu fiz concurso para Assistente Técnico, passei para Assistente Técnico um ano depois. Entrei no BNDES trabalhando no Departamento Administrativo.

 

P/1 – Quais eram as atribuições da sua área e como era a sua vida naquela época? E depois me fala o que você faz hoje.

 

R – Eu entrei, eu estava não recente no Rio. Eu cheguei ao Rio em 1971, trabalhei na Siderúrgica Nacional, mas no banco foi assim um pouco traumático, em nível de trabalho. Você chegar em uma instituição grande como o BNDES. Eu me sentia assim um pouco... Aquilo pra mim foi... Na oportunidade, não foi muito bom o meu relacionamento com o BNDES, meu relacionamento pessoal, talvez por eu ter entrado no Departamento Administrativo, que na época era chefiado por um general. Então o próprio departamento não era um departamento muito amistoso, eu não me sentia... Eu entrei, gostava, queria trabalhar no BNDES, mas o ambiente não me era propício. Então eu tanto fiz, porque saí do Departamento Administrativo. Pedi, na oportunidade em 79, já como Assistente Técnico, eu consegui ir pra área de Representação, que é a área de Comunicação do BNDES. Ela hoje tem o nome de área de Comunicação, mas há muito... O banco sempre usou esse nome de área de Representação, que nada mais era que a área que realizava os trabalhos relativos à Comunicação. Então me interessava ir pra lá, devido à minha formação. Eu já fazia a faculdade de Comunicação Social, e eu queria trabalhar na Comunicação Social. Então eu fui trabalhar mesmo como assistente, trabalhando como secretária, como auxiliar, mas já estava na área. Essa era a minha grande intenção. E depois comecei a desenvolver trabalhos na área de Comunicação Social, na área de Jornalismo um pouco. Fazia informe interno, que a gente tem até hoje, o “Em Dia.”

 

  P/1 - Começou o “Em Dia?”

 

R - Não, não comecei o “Em Dia”. O “Em Dia” é uma publicação da área de Representação e na oportunidade eu já trabalhava lá, e foi muito bom eu começar também nesse projeto. Eu comecei a desenvolver atividades com jornalistas, fazendo entrevistas, fazendo matéria. Isso pra mim foi muito interessante. Agora, o trabalho que mais me apaixonou na área, foi a editoração. Eu não conhecia, não era a minha área, eu sou de jornalismo, mas editoração foi um trabalho que eu adorei fazer, porque a gente via a publicação nascer. Você acompanhava a arte da capa, o relatório, o livro, fazer revisão de texto. Nessa época, o banco realmente fazia trabalho de editoração. Era muito rico isso. Eu gostei muito de trabalhar na área de Comunicação.

 

  P/1 - _______________ as pessoas que ganhavam destaque.

 

R – É, tinha o prêmio BNDES de Economia, tinha o relatório, tinha trabalhos setoriais. Todos esses livros, e tinha as revistas: BNDES teve revista dos 25 anos do banco, de trinta, de quarenta anos. Então todas essa publicações passavam pela área de Comunicação. Foi muito interessante esse trabalho. A parte de editoração é apaixonante.

 

  P/1 – Algum desses projetos mais te marcou?

 

R – O que eu mais gostava realmente era o desenvolvimento do “Em Dia”, porque realmente você fazia o trabalho completo que era a busca da notícia, o fazer a notícia e o fazer o jornal, que na época inclusive eu fazia até a diagramação. Nós, no início tínhamos que fazer inclusive a diagramação. Tudo era feito lá, na nossa coordenação.

 

 P/1 - Quais são as atribuições de sua área hoje?

 

R – Hoje eu estou em Belém, estou no recém criado Escritório de Representação do BNDES, Representação Norte. O BNDES tem Representações Sul, que fica em São Paulo. A Representação Nordeste fica em Recife e a Representação Norte, hoje em Belém. Quando houve a criação dessa Representação, eu... Foi um momento mais difícil da minha vida. Você até falou em um momento triste. Eu acho que esse foi um momento muito triste, porque apesar de eu gostar muito do que eu estava fazendo aqui, eu balancei muito e queria ir à Belém. Por que? Porque Belém é minha terra e eu continuaria trabalhando no BNDES, mas devido ao estar fazendo um trabalho aqui, houve um certo entrave. A minha chefia não me liberava. Isso pra mim foi um sofrimento muito grande, porque me envolvia, e também em termos de trabalho porque eu já, nessa época, trabalhava com projetos culturais, fazia acompanhamento de toda a parte de cinema, restauração de patrimônio histórico. Todo esse trabalho estava sob a minha responsabilidade, e apesar de eu gostar muito, fazer muito,  mas eu queria também ir para Belém. Ia continuar trabalhando para o BNDES, mas na minha terra, junto com a minha família, ultimamente eu estava isolada. No Rio de Janeiro só estava eu da minha família.

 

P/1- Agora me conta uma lembrança bastante... Do seu dia a dia no BNDES.  Uma história interessante.

 

R – Histórias interessantes pra mim são histórias de trabalho mesmo. As histórias de trabalho,  porque essa história de trabalho, na área de Comunicação é um trabalho muito emocionante, trabalho apaixonante pra quem faz a editoração, pra quem faz jornalismo, mesmo sendo jornalismo empresarial. É um trabalho muito bom. E esse trabalho de cultura pra mim foi fascinante, porque eu fiz todo o início desse trabalho, de ter um relacionamento com o pessoal de cinema, você organizar todos aqueles roteiros que chegavam, você analisar aquilo junto com a comissão, dar o resultado. Esse foi um trabalho que foi muito importante pra mim, que eu desenvolvi e que eu tive que deixar. Foi esse momento que eu falei, um momento muito difícil pra mim: eu tive que deixar esse trabalho em função de uma coisa muito mais minha, emocional e familiar. Foi um retorno pra mim à cidade.

 

P/1 – Agora, numa avaliação, o que é o BNDES pra senhora?

 

R – O BNDES é uma instituição muito importante para o país, para o desenvolvimento do país, e o fato de eu estar em Belém, o banco, ele representa o desenvolvimento, e é isso que eu espero como representante do banco e participando dessa inovação de levar o BNDES até a região Norte. Eu espero que realmente o BNDES venha a contribuir para o desenvolvimento daquela região, que tem muito a dar para o país, e eu sei que o BNDES tem muito a contribuir para o desenvolvimento do país. E lá na região Norte precisa realmente desse trabalho de fomento, para que… Nosso depoimento de que o BNDES é uma instituição importante para o país, mas é uma instituição também muito importante pra nós, funcionários.  Pra mim então, a minha vida é o BNDES.

 

P/1- Muito obrigada por ter participado, bom dia, obrigada.

 

R – Obrigado. Foi ótimo.

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