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Aprendendo a recomeçar

Sinopse

Essa paraense de Belém do Pará - nasceu em 20 de outubro de 1997. Thália Clay Santos de Palheta tem recordações da infância basicamente no campo das brincadeiras. E quanto às escolas que frequentou - foram muitas, até em função da constante troca de endereços - relata um histórico de não adaptação às mesmas e dificuldade de relacionamento com colegas e professores. A proximidade com animais de estimação - teve vários, de gato a macaco - e o gosto por escrever são características que revela em suas memórias. E, no tocante à educação, ocupam contornos de relevância o Mundiar, como o Telecurso é chamado no Pará, e a dedicação da professora Kátia, pelo que representaram na superação de dificuldades. Que vão desde as escolares - tinha vindo de uma reprovação – até as relacionadas a integração, convívio e temperamento. Graças a isso, acredita que possa alcançar mais facilmente o seu objetivo: cursar Arqueologia.

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História completa

Meu nome completo é Thália Clay Santos de Palheta. Nasci em Belém do Pará, no dia 20 de outubro de 1997. O que me recordo da infância é, essencialmente, brincar. Brincar na rua, com meu primo, com meu irmão dentro de casa, e brincar na escola. Ah, e brincar muito na chuva! Naquela época eu tinha muitos amigos; morávamos numa rua que era assim uma casa atrás da outra. Depois, mudei. Nossa, mudei muitas vezes - seis, sete, por aí. E junto, mudava de escola também. Talvez esteja aí a razão de não me adaptar a nenhuma delas e ter dificuldade de relacionamento. Cheguei a desistir de uma escola por me sentir excluída. Morei um tempo com minha tia. Foi quando meus pais se separaram e essa convivência com ela marcou um período importante na minha vida. Ela sempre presente, sendo para mim um exemplo, uma segunda mãe.

 

(...) eu estava crescendo, e a minha tia começou a me ensinar, digamos, para a vida; (...) a pessoa que é a minha inspiração.

 

No início da adolescência, o contato com a internet, redes sociais, amigos virtuais, essas coisas. Mas sempre apostei mais no contato físico, na conversa olho no olho, no sair, comer junto, etc. Uma lembrança à parte foi o convívio amoroso com os meus animaizinhos de estimação. Tive de tudo: gatinho, cachorrinho, papagaio, coelho, e até um macaquinho.

 

Ele, infelizmente, morreu porque ele comia muita besteira (...) a gente acha que ele comeu sabão. 

 

Mas, voltando à questão da escola, eu tive alguns problemas, naquela linha de não me adaptar, não ter estímulo para estudar, para aprender, e acabei repetindo a sexta série. Foi quando a minha mãe encontrou para mim o Aceleração, na Escola Augusto Montenegro, que é um pouco parecido com o Mundiar, e foi nesse programa, estudando no ensino fundamental, que conheci a professora Kátia. Isso teve muita importância na minha vida escolar mais adiante. Com o Aceleração fiz a quinta e a sexta de novo, a sétima e a oitava séries. Bom, foram alguns percalços e desencontros na minha vida escolar até eu chegar a esses Projetos, mas com a ajuda de Kátia - sempre ela - eu cheguei ao Mundiar, como o Telecurso é chamado no Pará. Isso depois de transitar entre o regular e o Projeto Aceleração e, no regular, enfrentar ‘n’ situações envolvendo falta de professores, inadaptação, exclusão e, principalmente, péssimo rendimento escolar.

 

Mas eu queria estudar em algum lugar onde eu pudesse aprender e que, ao mesmo tempo, eu pudesse me adaptar.

 

Então eu considero que esse período conturbado da minha escolaridade deveu-se à soma de alguns fatores, tais como: mudanças frequentes de escola; dificuldade de relacionamento, principalmente por estar, quase sempre, na condição de novata; e qualidade de ensino. Neste quesito incluem-se as faltas muito frequentes dos professores - alguns deles - e depois a suposição de que um trabalho seria suficiente para repor e fazer o aluno entender o conteúdo que precisavam repor. A gente, de fato, não aprendia.

 

Diante de tudo isso, estudar, para mim, só fez sentido a partir do Mundiar. De sua metodologia; de sua dinâmica - um período mais dedicado a promover a integração. Lembro-me da minha expectativa para o início das aulas. E das teleaulas, que juntam as imagens à apresentação do conteúdo. Indo além da aprendizagem formal dos conteúdos. Tudo isso brilhantemente complementado por atividades e projetos temáticos que marcaram, incentivaram a buscar mais, querer saber mais, e no meu caso em especial, a questão da socialização, a superação dos meus problemas de adaptação, a descoberta de que a dificuldade estava mais em mim, por não conseguir expressar adequadamente os meus sentimentos, do que nas pessoas.

 

No primeiro dia de aula, quando eu cheguei com a minha amiga e a gente decidiu que o Mundiar seria um recomeço, que seria também um momento de ver que somos todos colegas, juntos na mesma sala, em busca de um objetivo comum. “Aqui vamos também aprender a conviver”. E sobre isso reunimos boas histórias de reconciliações e partilhas.

 

 

Com o Mundiar consegui ser uma pessoa aberta (...). Com uma energia boa, já com muita vontade de aprender. E já não tinha mais tristezas, estava feliz.

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