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Até as histórias da infância

História de: Letícia
Autor: Letícia
Publicado em: 23/03/2014

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História completa

Aos 3 anos, minha mãe, Maria Aparecida, veio de Barretos para Jundiaí com sua família inteira porque meu avô estava a procura de uma vida melhor. Meu pai, Edison, nasceu aqui mesmo.

Muitos anos se passaram e a vida de ambos seguiram, até que minha mãe começou a trabalhar na lanchonete do meu tio, onde meu pai frequentava. Foi aí que se conheceram. Namoraram oito anos, lógico que com muitas idas e vindas, mas o amor dos dois sempre foi muito grande. Se casaram, compraram o terreno onde ainda é a minha casa e começaram a construi-la do zero.

Em 1994 minha irmã, Lívia, nasceu. Tenho certeza que foi motivo de muita festa, ja que minha família gosta de comemorar todas as notícias possíveis. Graças à doutora Marisete Bacchi que dizia para meus pais não terem filha única, porque segundo ela, "não podia privar uma criança de ser tia", minha mãe engravidou novamente e em 1997 eu nasci. A escolha do nome foi simples, Letícia, porque, na época, a sogra de um tio meu tinha esse nome e minha mãe achava lindo.

No dia 12 de outubro de 1998 eu fui batizada na igreja Pedra Santa. Minha infância foi repleta de momentos felizes, eu me lembro de vários deles. O que mais predomina quando eu me recordo, é a minha casa cheia de primos de idade equivalentes nas férias escolares. Eles dormiam em casa, brincávamos o dia inteiro, fazíamos planos para nossos futuros e o que mais gostávamos de fazer era subir até o alto do terreno em frente de casa, fazer piquenique lá e depois descer de bicicleta na maior velocidade possível.

Meu sonho, durante toda a infância, foi ir para o Rio de Janeiro conhecer a Xuxa, onde eu via a oportunidade de ser atriz (profissão que eu queria muito exercer), e até hoje meus pais brincam comigo dizendo as frases que eu não cansava de repetir, como "me leva pro Rio, eu quero cantar com a Xuxa, mãe". Como eu sempre morei em chácara, estive em contato constante com a natureza, me lembro que quando chovia, eu e minha irmã brincávamos de se sujar com lama em nosso quintal, e também me lembro que havia uma balança na arvore de manga que era próxima ao arame farpado para separar minha casa da casa vizinha, quanto eu tinha 4 anos, meu pai foi em empurrar nessa balança e quando eu estava no alto, soltei minhas mãos e cai com as costas no arame, o que me causou cicatrizes ate hoje.

Como deu para perceber, a minha infância foi completa e cheia de boas historias, o que me fez ser quem eu sou hoje e o que me da base para seguir em frente. Tudo que eu podia aproveitar, eu aproveitei e não há nada que tire essas experiências de mim.

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