Busca avançada



Criar

História

De dentro das salas de aula

História de: Selma Lucia Azevedo Russo
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 21/01/2013

Sinopse

Quando descreve sua mãe e seu pai, Selma não consegue conter a enorme a admiração que sente, e rapidamente quem a ouve vai descobrindo a raiz de tanto empenho, dedicação e talento dessa professora apaixonada pela profissão. Selma trabalha com crianças e jovens há muitos anos, mas não deixa de buscar a inovação e acreditar que a sala de aula é um lugar de construção, um lugar em que é preciso incentivar e não reprovar, que é preciso dar suporte a um novo espírito para que não mata a alma curiosa de mundo. Assim, conta suas experiência dentro da sala de aula.

Tags

História completa

“Minha mãe sempre foi muito compromissada com o seu trabalho de professora. Quando ela me teve, voltou a trabalhar antes mesmo de acabar o seu período de aleitamento. Isso marcou minha vida profissional. Eu era amamentada na Escola Estados Unidos. Passei minha primeira infância lá. E quando eu já estava na fase de escolarização foi para lá que eu fui estudar.

Minha avó faleceu quando eu era criança ainda, então eu passava o dia na escola, porque não gostava muito da empregada lá de casa e não tinha com quem a minha mãe me deixar. O meu pai era comerciante, trabalhava com comida. Ele foi dono da Marlon Pizzaria, lá do Catumbi e me ensinou o valor do trabalho na vida da gente. Me mostrou ao longo da vida dele e da minha também que o trabalho é o melhor remédio para tudo.

Então, o meu pai foi uma pessoa com escolaridade até o terceiro ano primário, mas PhD em vida. Eu gostava de ouvir histórias. Lá na escola Estados Unidos havia várias varandas com aquelas pilastras e muito espaço, muita árvore havia uma professora que contava histórias para gente. Ela levava muitos livros, tinha uma cesta e ela nessa cesta colocava vários livros e aí cada dia um escolhia. Ela contava aquela história com tanto gosto criava um ambiente de fantasia e sempre uma latinha onde ela colocava biscoito. Eu passava ali as minhas tarde. Acabei indo fazer Letras!

Em 2009, quando eu já trabalhava na rede pública, fui apresentada à oportunidade de trabalhar com vídeo, dentro de uma linha que desenvolvesse essa capacidade de percepção da criança sem ser focada apenas no livro. Fiquei deslumbrada com aquilo. O vídeo é fantástico, mas tem que ter um desdobramento. Então, eu criava ambientes temáticos e os vídeos ajudavam nesse trabalho de criação e aprendizagem. Nisso, chegou o projeto da Discovery, e passamos a usar o material deles como enriquecimento. Eu passava o filme, fazíamos discussão, eu aprofundava e começava uma produção coletiva sobre os temas dos vídeos. Acho que a minha natureza é muito mais voltada pra esse tipo de trabalho em que você dá ao aluno a oportunidade de conhecer o mundo como ele é lá fora.

Afinal de contas, qual é o meu objetivo como educadora? Não é transformar os pensamentos, não é transformar a criança, não é fazer com que a aprendizagem ocorra? É esse. Então eu só vou sentir que valeu a pena o meu empenho, que eu consegui atingir os meus objetivos se eu percebo que a criança aprendeu. O professor ele tem uma responsabilidade enorme nas mãos porque da mesma forma que ele leva alguém a ir adiante, ele pode matar.

Ver Tudo PDF do Depoimento Completo

Outras histórias


Ver todas


Rua Natingui, 1100 - São Paulo - CEP 05443-002 | tel +55 11 2144.7150 | cel +55 11 95652.4030 | fax +55 11 2144.7151 | portal@museudapessoa.net
Licença Creative Commons

Museu da Pessoa está licenciado com uma Licença
Creative Commons - Atribuição-Não Comercial - Compartilha Igual 4.0 Internacional

+