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Transporte sobre trilhos: Amor a primeira vista

História de: Gustavo Kenji Alves Hyochimoto
Autor: MetroSP
Publicado em: 13/06/2018

Sinopse

Gustavo Yoshimoto nos conta, primeiramente, a respeito de suas origens portuguesas e japonesas e a imigração de seus avós para o Brasil. Em seguida, fala sobre sua infância e educação no Campo Belo. Adiante, fala sobre sua primeira viagem de Metrô e sua recepção e o ambiente de trabalho na companhia. Então, Gustavo nos fala sobre sua paixão por trens desde a infância e conta sobre suas visitas a inaugurações de linhas e demonstra conhecimento sobre as diferentes frotas e funcionamento da operação metroviária. Depois, Gustavo fala sobre sua participação em eventos comemorativos do Metrô e seu dia-a-dia na empresa. Concluindo a entrevista, Gustavo fala sobre a despedida da composição A35, a inauguração da Linha 13-Jade da CPTM e projeta um Metrô moderno para o futuro.

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História completa

Meu nome é Gustavo Kenji Alves Yoshimoto, sou filho único, nasci no dia 06 de novembro de 1995, no bairro paulistano do Campo Belo, São Paulo capital. O meu sobrenome, Alves, tem provável origem portuguesa e eu tenho ascendência japonesa pelo meu sobrenome, Yoshimoto. Acredito que meus avós vieram do Japão no começo do século e se instalaram no interior de São Paulo, na região de Araraquara. E a família da minha mãe é de Minas Gerais, do sul do estado. O nome dos meus pais são Jorge e Marlene. Eles se conheceram em Minas Gerais na década de 80. Eu sempre morei no bairro do Ipiranga, sempre na mesma casa.  Estudei a maior parte do tempo no Colégio São Francisco Xavier, lá eu tive várias experiências muito legais, eu gostava muito de todos os meus professores, é um colégio que me proporcionou uma formação única ao longo dos anos. Lembro bastante dos meus colegas, hoje em dia muitos deles estão formados ou estão se formando na faculdade, foram muitas lembranças inesquecíveis. Ainda tenho bastante amigos desta época. Depois que sai do colégio fiz um cursinho pré-vestibular e hoje em dia eu estudo na Universidade Federal do ABC, em Santo André, faço curso de ciência e tecnologia.  


Eu ando de metrô desde 2001, quando minha mãe me levou pela primeira vez na linha 2-Verde. Na época ela ia só de Ana Rosa até Vila Madalena, era um ramal pequeno e eu sempre tinha vontade de andar de metrô, eu falava assim: “mãe, vamos andar de metrô” eu chamava minha mãe sempre para andar de metrô. E muitas vezes a minha mãe atendia a minha vontade. Eu comecei a me interessar pelo metrô quando eu conheci. Quando era criança, eu fui ao Hospital das Clínicas, foi quando eu usei pela primeira vez o metrô. Começando na estação Ana Rosa e indo até a Clínicas, aí eu ouvia a mulher falando: “estação Brigadeiro”, “estação Consolação” até chegar no meu destino: “estação Clínicas”. Foi ali que eu conheci o metrô e eu tive o primeiro contato. Eu me lembro que eu ganhei dos meu pais um Ferrorama foi dessa forma que eu passei a gostar do metrô. Às vezes eu até brincava com aquele trenzinho do Mickey Mouse que vinha dentro do ovo de páscoa e do chocolate, eu fingia que era o trem do Metrô de São Paulo, fingia que era o Budd da linha 1, o Alstom Milênio. Até, às vezes, com as caixinhas de pasta de dente, fingia que era uma composição do metrô de São Paulo. Inclusive uma amiga minha me deu de presente uma miniatura do trem Alstom Milênio e do monotrilho da linha 15. Eu conheço cada trem por frota, inclusive eu já montei maquetes da frota A, da frota G e aí eu passei a estudar frotas do metrô de São Paulo, como que o metrô funciona. E não só metrô, também tem a linha quatro Amarela, que embora seja uma linha operada pela concessionária, ela também faz parte do metrô e não podemos esquecer dela. Não existe esse negócio de linha inútil, estação inútil. O metrô projeta minuciosamente cada estação. Houve um estudo antes de construí-la, cada estação tem uma finalidade, por exemplo as estações como Céu, Chácara Klabin, Paraíso, Ana Rosa têm grande finalidade, foram minuciosamente projetadas para serem estações de integração. Vila Madalena ou Tucuruvi, Jabaquara, por exemplo, a Itaquera, foram projetadas para serem terminais, assim como a Barra Funda, por exemplo. O metrô projetou minuciosamente, fez um estudo de demanda para que pudesse chegar aqui, ali naquela região, o metrô fez muitos estudos.


Eu sabia de todas as linhas, as frotas que eram utilizadas no metrô de São Paulo de A até P, atualmente o metrô usa letras para identificar cada frota. As frotas A, C e D foram extintas. Eu sempre sabia as linhas, o destino delas, que a linha Azul vai do Jabaquara ao Tucuruvi ou que a linha Vermelha vai de Itaquera a Barra Funda ou que a linha Verde é um ramal da linha um Azul que passava sobre a Avenida Paulista e etc. Eu sabia de bastante coisa, eu fui pesquisando na internet, em fóruns, com pessoas para ampliar os meus conhecimentos sobre o metrô, sempre tive uma vontade muito forte de saber como é que funciona a área operacional e conhecer o metrô, de conhecer o Centro de Comando Operacional (CCO). Eu lembro que em 2007 eu visitei o CCO, eu andei na cabine entre Alto do Ipiranga e Ana Rosa. Foi excelente. Os funcionários do metrô foram nota dez, explicaram direitinho como é funcionamento do metrô. Assim como muitas outras crianças também tinham interesse de saber como o metrô funciona, como que é a cabine, o funcionamento, toda criança tem aquela curiosidade de saber como funciona o metrô, como que o operador trabalha, como é o trabalho de cada um, o que eles têm que fazer na estação para manter aquele metrô funcionando todos os dias.


Eu senti muita vontade de começar a trabalhar no ano de 2014, na época eu tinha acabado de me formar no colégio, estava ocioso e comecei a fazer o cursinho pré-vestibular. Uma vez, por ironia do destino, eu estava entrando no metrô e encontrei uma amiga minha e ela me falou que já estava trabalhando e eu tinha feito concurso para admissão do Metrô de São Paulo e passei no concurso, o Metrô me chamou para trabalhar em julho de 2014 eu entrei 10 dias após o 7 x 1 da Alemanha (COPA 2014), uma data que ninguém vai esquecer.


Eu sempre tive muito interesse em trabalhar no Metrô, eu tinha um sonho de trabalhar na operação. Quando eu era criança eu queria sempre guiar os trens e eu tive uma vantagem de conseguir entrar na cabine, já consegui entrar algumas vezes na cabine da extinta frota A que é a Budd Mafersa e a frota E, que é conhecida como Alstom Milênio e eu tive o prazer de conhecer a cabine desses dois trens e o operador me explicou como que funciona, a funcionalidade do metrô e tudo, como ele faz para abrir e fechar a porta por exemplo, que o metrô é controlado em sistema de ato, as modalidades que funciona. Eu lembro até que eu recebi um livrinho na época, explicando por exemplo que o metrô pode ser operado em várias modalidades diferentes, de acordo com a necessidade. O metrô pode rodar em automático, semiautomático ou manual, dependendo da necessidade. E atualmente tem o sistema mais tecnológico, o CBTC, que das linhas geridas pelo metrô está em operação apenas na linha dois Verde, na linha cinco Lilás e na linha 15 Prata, que é o monotrilho.


Meus primeiros dias no Metrô foram ótimos. Foi uma recepção muito calorosa, eu tenho amigos excelentes, são pessoas maravilhosas. É um ambiente que me dá vontade, me dá prazer de trabalhar, a gente trabalha e também se diverte, tem os momentos em que a gente dá risada, isso é muito bom no ambiente de trabalho, isso evita que o ambiente seja uma coisa estressante e isso faz bem para nossa saúde, contribui para uma boa qualidade. É um ambiente muito agradável de se trabalhar e me dá muito prazer estar lá todos os dias, viver uma experiência, uma aventura nova a cada dia. Eu vejo como se fosse um capítulo de um livro diferente cada dia. Obviamente, também, a gente trabalha bastante, cumpre as metas e o que é necessário para manter o metrô e para manter o bom funcionamento.


Eu desempenho a função de auxiliar administrativo. Trabalho em um grupo que atualmente está em 9 pessoas, 3 pessoas saíram recentemente por causa do Programa de Demissão Voluntária (PDV). Tenho saudade de todas as pessoas que saíram do metrô. Elas me ajudaram bastante.  Me deixaram muito conhecimento, me deixaram saudade, obviamente, mas me permitiram muito conhecimento, são pessoas super legais e eu entendo que muitas delas usaram o PDV também como objetivo de conquistar um sonho, objetivo de carreira que elas tinham até então. E no caso do meu setor, a maioria das pessoas tinham entre 30 a 40 anos, já tinham um bom tempo de casa e já planejavam o futuro delas. O PDV foi uma alternativa que elas buscaram para poder sair da empresa e alcançar novos planos de vida. Essas pessoas estão fazendo novos planos, novos rumos e eu posso dizer até que o PDV, na minha opinião, atingiu os objetivos delas.  Uma empresa, inevitavelmente vai renovar o seu quadro de funcionários, uma hora os funcionários mais antigos vão sair, vão aproveitar a vida, o momento, vão passar. Inclusive, pessoas que conseguiram abrir um novo negócio por exemplo, que estão procurando se aprofundar no campo profissional ou que estão aproveitando a vida com viagens. As pessoas aproveitam esse momento da vida. E as pessoas novas também vão ter muito que aprender e passar pelos momentos que as pessoas mais antigas já passaram, eu ainda sou uma pessoa nova e ainda tenho relativamente pouco para falar, mas eu tenho certeza que uma pessoa mais antiga vai ter bastante coisa, experiência para transmitir. A geração mais nova adquire o conhecimento da geração mais antiga e vai se aperfeiçoar profissionalmente, vai ganhar uma experiência de trabalho, vai aprofundar os seus conhecimentos, vai conhecer mais. Eu pretendo, futuramente, fazer o mesmo que as pessoas mais antigas, passar o meu conhecimento. É como se fosse um conhecimento de escola, que é passado de geração para geração, um conhecimento de pai para filho. De tataravô a bisavô a avô a pai e filho e as futuras gerações, de transmitir aquilo que eu conheço para as próximas gerações, eu aproveito para agradecer bastante a essas pessoas, por terem me transmitido esse conhecimento ao longo dos anos.


Em 2014 eu visitei a inauguração do monotrilho, eu fui no primeiro dia, foi uma experiência única, eu sempre gostei de participar das inaugurações do Metrô e esse monotrilho que transportar muitas pessoas para o extremo leste de São Paulo, ele é muito importante para atender bairros como São Lucas, São Mateus, Sapopemba, Cidade Tiradentes futuramente, Iguatemi, que são regiões muito populosas.  Na inauguração as pessoas estavam muito entusiasmadas para conhecer aquele o monotrilho, virou atração turística. O pessoal queria saber como funcionava. O monotrilho é um sistema totalmente moderno, com portas de plataforma que abrem e fecham e controlado por computadores, ele funciona CBTC (Communications-Based Train Control/Controle de Trens Baseado em Comunicação), que é um sistema totalmente automatizado que opera tudo, portas, aceleração, frenagem e os operadores, os funcionários que estão lá na linha 15 Prata me explicaram como que funciona o sistema em termos de portas, equipamentos. A primeira viagem entre Vila Prudente e Oratório eu fiquei na expectativa de como seria viajar no monotrilho, foi uma experiência única. Na época, por ser uma atração ainda assistida, e pelo fato de o monotrilho só operar no fim de semana na época, ainda por segurança operacional a uma velocidade menor, andava no máximo a 50 km/h. atualmente a velocidade dele foi aumentada. Embora por ser um monotrilho ele tenha uma característica obviamente diferente das outras frotas do Metrô. A nossa cidade precisa muito do sistema do metrô, grandes metrópoles do mundo investem nesse transporte. Tendo em vista o recente e atual acontecimento da greve dos caminhoneiros, se faz a necessidade ainda mais necessário ter investimentos ainda maior no transporte ferroviário. E a gente nota que todas a linhas, Amarela; Azul; Lilás; Prata estão transportando 100% e são usadas como alternativas. E além disso, pela redução de tempo e pela melhora da qualidade de vida da população. Eu lembro que eu vi um vídeo da década de 90 que mostrava a estação Santana antes da inauguração do Tucuruvi, a estação Tucuruvi foi inaugurada em abril de 98 e completou 20 anos de operação recentemente, ela ajudou muito a população que mora na região de Guarulhos, do próprio Tucuruvi e do extremo norte da capital.


Eu também “participei da aposentadoria” do A 35 foi o trem pertencente à frota A e ele rodou por 44 anos na linha um Azul do metrô de São Paulo, embora essa frota tenha operado na linha três Vermelha, existe inclusive registros históricos do próprio Metrô desse trem operando, de quando foi inaugurado em 1979.Também já vi registros do Tatuapé, porque na época o Metrô ainda não tinha a frota C e D que viriam a ser usadas futuramente nesse ramal, que foram fabricadas pela Cobrasma e Mafersa. São 47 trens, atualmente eles estão modernizados como as frotas K e L e por muito tempo a frota A operou na linha dois Verde, até o ano de 2010 quando, por motivos técnicos e por ventura da inauguração da estação Sacomã, a frota não poderia mais operar. Mas essa frota prestou um serviço essencial para as seis linhas e o Metrô quis fazer uma forma de agradecimento também a ela, que passou por todos os ramais, e aliás foi uma frota que por 35 anos, se não me engano, operou ininterruptamente e foi a única frota da linha um Azul. Foi uma frota amada por muitos usuários, por muito tempo, mas quando ela passou a ser uma frota mais antiga passou a ser mais odiada, principalmente por usuários mais calorentos que gostam mais do trem com ar condicionado. Então, tinha uma relação de amor e ódio com ela. Neste dia participei desde o começo da visita, claro, não poderia deixar de ir. O começo da visita foi na estação Paraíso e o trem, a partir dali, foi atendendo parada em todas as estações, até a estação Jabaquara. Cada parada era um momento único, porque eu nunca mais ia andar naquele trem e eu ia sentir saudades dele. Daí o metrô fez essa viagem especial, uma viagem de despedida, que nunca mais ocorreria novamente. Foram centenas de pessoas no evento no Jabaquara e as pessoas puderam aproveitar esse momento na estação, foi único. Conversei com um dos operadores. Ele me falou de como eles fizeram a despedida, como organizaram tudo.  Eles tiveram que arrumar e preparar o trem para estar em operação, para poder circular na linha, porque se um trem apresenta defeito não pode circular naquele dia, o evento pode ser cancelado. Eles verificaram com todos os cuidados para pôr esse trem de forma segura na linha. Não foi uma coisa fácil, engana-se quem pensa que foi uma coisa fácil e o operador alinhou cuidadosamente, com cautela, na estação Paraíso. A viagem foi ótima, o trem rodou normalmente de Paraíso até Jabaquara, parando todas as estações nesse trecho e atendendo normalmente. E as pessoas ali entravam naquele trem, ele transportou normalmente. No dia seguinte esse trem voltou a operar, mais uma vez, para auxiliar no horário de pico da operação, para auxiliar mais um dia de serviço e no último momento, foi visto que aquela seria a última viagem. Esse trem teve viagens com a imprensa, teve viagens com o pessoal, com os passageiros, entusiastas, blogueiros, fãs do sistema, com todo mundo para despedir daquele momento e ser enviado para a modernização, para (bomba G) em Hortolândia, onde ele está sendo transformado no J 35. Ele vai voltar totalmente moderno, com ar condicionado e de cara nova. Recentemente os funcionários fizeram uma réplica dele que está exposta na estação Sé, com todos os elementos que ele possuía. O ventilador, a cabine, os bancos originais, a porta e outros itens que foram pegos na manutenção para aquela réplica. E é uma réplica muito interessante, que na minha opinião devia ser armazenada em algum museu.


Eu participei das comemorações dos 50 anos do Metrô e gostaria de agradecer a Companhia do Metropolitano de São Paulo por ter tido essa oportunidade. O Metrô de São Paulo fez um projeto (Aplauso) em algumas estações, eu escolhi a estação Jabaquara, por que eu escolhi esta estação? Porque ela foi justamente a primeira, ela é uma estação simbólica para o Metrô porque foi a primeira estação não só do Metrô de São Paulo, mas do Brasil. O sistema de metrô do Brasil nasceu ali e dali foi se expandido para outros bairros.  Foi ótimo participar do projeto Aplauso, a gente queria demonstrar uma forma de agradecimento ao usuário, que usa os nossos sistemas todos os dias e a gente precisava agradecer de alguma forma. A maneira que o Metrô escolheu foi justamente os aplausos. Foi uma experiência muito legal, muitas pessoas gostaram do evento. Eu sou muito grato de trabalhar na empresa e poder ajudar todo dia de alguma forma, direta ou indireta, os usuários a se deslocaram de norte a sul ou de leste a oeste. As pessoas usam o metrô para ir para a faculdade, para ir no médico, usam metrô para tudo aqui em São Paulo e o metrô reduz tempo e o metrô está ali presente para ajudar as pessoas em todos os momentos e fazer com que a pessoa se desloque mais rápido e chegue mais rápido ao seu destino. Eu uso o metrô quase todos os dias e facilita – e muito – os meus deslocamentos. Por exemplo, se eu quiser chegar na Avenida Paulista é 20 minutos de metrô. O que eu acho apenas é que infelizmente a nossa malha metroviária é muito pequena, muitos bairros populosos como a Brasilândia, ainda não são atendidos pelo metrô. E é um transporte muito importante. Há projetos e também construções, como por exemplo, o metrô está sendo construído em São Mateus e com previsão de inaugurar em breve e eu gostaria que fosse, para que a gente pudesse ter uma grande malha metroviária no município de São Paulo.


Durante as preparações para o Projeto Aplauso eu conheci muitas pessoas de outras árease foi uma experiência muito legal, aquilo foi o momento de compartilharmos o nosso conhecimento. Eu que tenho bastante interesse nessa área de operação e saber como que funciona o metrô, eu tive esse momento de perguntar como funciona, de saber como que funciona. Eu estive no final de 2015 na estação Brooklin, da linha cinco Lilás, que foi inaugurada, na época ela ainda estava em construção. O metrô abriu um programa de visitar e eu pude ir lá, na visita da estação Brooklin, os engenheiros e operários me explicaram como que funciona a obra do túnel, a linha, até onde ela vai atender.


Trabalho no prédio da rua Boa Vista e é um local de acesso bem fácil, tem metrô, tem ônibus, tem bastante transporte para chegar.  Eu costumo chegar sempre às oito da manhã, faço registros de fornecedores, cadastramento, eu mexo também com a bolsa eletrônica de compras (BEC) e outras solicitações.


O Metrô tem bastante importância na minha vida obviamente é a empresa que vai me remunerar pelos meus serviços prestados, mas vai muito além disso. Tem também a questão dos amigos, não é só a questão do dinheiro, as pessoas hoje em dia só querem fazer as carreiras mais disputadas, medicina e engenharia. Você pode ver nas relações de concorrência por vaga, que são as mais procuradas. As pessoas hoje em dia pensam só dinheiro, mas as pessoas também precisam pensar que o dinheiro vem do lado profissional da pessoa, isso é, do que ela vai fazer daquilo. Uma opinião minha é de que as pessoas precisam pensar também do lado profissional, afinal o dinheiro vem do serviço profissional, isso é, dos méritos que a pessoa teve na empresa. E o mérito para mim é uma questão de atitude que a pessoa vai ter ao longo da vida. Todos nós sempre temos um pouco de mérito. Eu particularmente acho que o Metrô é uma empresa que tem muitas pessoas capacitadas para receber todos os profissionais, pelo menos de minha experiência de vida eu fui super bem recebido, tudo o que eu precisei me deram, não tenho nada a reclamar, eu sou muito grato, agradeço bastante a tudo que eu tenho. Foi uma experiência muito boa, eu ingressei lá e rapidamente me enturmei. Conheci estagiários, pessoas com diferentes experiências de vida, por exemplo, pessoas que estavam se formando na faculdade e que também puderam ter o Metrô como uma experiência de trabalho.


Eu imagino o metro daqui 20 anos totalmente moderno, obviamente terão as atualizações tecnológicas, vai ser um metrô moderno, com trens supernovos, com ar condicionado, com recursos tecnológicos. Eu imagino que os serviços serão mais rápidos e menos burocráticos e vão ser os serviços que vão agradar a população, serão mais eficientes. Não que não seja, é que também tinha a questão dos recursos tecnológicos, muitos recursos tecnológicos da minha vida antigamente, o negócio demorava. Antigamente tinha internet discada, que demorava para caramba para carregar as páginas e hoje a mesma página é carregada em questão de segundos. A página do Google por exemplo, um vídeo do YouTube que antigamente demorava muito para carregar, hoje pode ser carregado em questão de segundos.


Eu sempre tive curiosidade de ver por exemplo, como funciona o trem bala no Japão, os meus (tios) viajaram no Japão e andaram no trem bala lá, que é denominado Shinkansen, que é um trem que opera na velocidade comercial de 300 km/h, inclusive super tecnológico, já que o Japão é um país líder de tecnologia. Gostaria muito de ver este tipo de tecnologia aqui, ia ser muito bom. Imagine só se a gente viajasse de São Paulo até o Rio de Janeiro em uma hora. Eu tenho muita vontade de conhecer o Japão pela sua tecnologia e o país em si, o que o país tem para me mostrar e também porque são as raízes da minha origem, afinal meu segundo nome, Kenji, é um nome de origem japonesa. É um país onde eu estaria conhecendo as minhas origens e poderia me ajudar, nesse sentido.

 


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