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Competência e bondade no Metrô de São Paulo

História de: José Kenshiti Tuguimoto
Autor: MetroSP
Publicado em: 13/06/2018

Sinopse

Kenshiti nasceu em Presidente Prudente, interior de São Paulo, em 1954. De família humilde, passou sua infância no campo com muitas dificuldades. Na época seu pai investiu, sem sucesso, na plantação de batatas. Aos 15 anos foi estudar em São José dos Campos e por lá ficou até se formar como Técnico em Eletrônica.  Conta que funcionários de Recursos Humanos do Metrô foram até São José dos Campos oferecer emprego para os recém-formados. Ele aceitou o desafio. Em fevereiro de 1974 foi contratado e começou a fazer testes de aceitação nos trens. De lá para cá muitas coisas aconteceram, José Kenshiti Tuguimoto trabalha no Metrô de São Paulo há 44 anos.

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História completa

José Kenshiti Tuguimoto trabalha no Metrô de São Paulo há 44  anos. Seu emprego foi determinante para a história da sua vida. Foi na empresa que ele conquistou realizações profissionais, amizades, e o mais importante, a sua esposa.


Kenshiti nasceu em Presidente Prudente, em 1954. De família humilde, sua infância foi bem sofrida. Seus antecedentes vieram da região de Yamaguichi-Ken, no Japão, e desembarcaram em Santos. De lá, foram trabalhar em uma fazenda de café, em Mogi Mirim. Tratados como escravos, seus pais fugiram para buscar uma vida melhor. Foram acolhidos por uma família de Presidente Prudente, interior do Estado, onde se instalaram. Na época seu pai investiu, sem sucesso, na plantação de batata. Aos 15 anos, foi estudar em São José dos Campos e se formou em Técnico em Eletrônica.  Aos 19 anos, funcionários de Recursos Humanos do Metrô foram até São José oferecer emprego para os recém-formados. Na época, ele ficou bastante curioso e aceitou o desafio. Em fevereiro de 1974 foi contratado e começou a fazer testes de aceitação nos trens.


Na época tudo era novidade e tinha muito trabalho para deixar o sistema funcionando para o grande dia da inauguração. Lembra do seu maior desafio: saber o porquê o trem parava de repente no meio do túnel.  Após muitas noites sem dormir, finalmente o problema foi solucionado e todos os envolvidos comemoraram. Lembra ainda que na época participou do programa de visitas, onde recebia estudantes para conhecerem o sistema de transporte.


Em 1977, foi o ano da conquista amorosa. Conheceu e casou com a funcionária Yaeno Tuguimoto. Mas em junho de 2001, Kenshiti teve um enfarte e ficou sete dias internado na UTI coronariana. A partir de um alerta de uma enfermeira chamada Cleide, Kenshiti tomou uma ATITUDE e decidiu estudar Psicologia.


Kenshiti lembra de uma palavra que lhe vem sempre à mente: GRATIDÃO. E também de seus valores, da sua família e de uma frase que ele gosta de dizer: "nada acontece por acaso nesta vida".


Em 2015, após muitos reconhecimentos profissionais, Kenshiti pensou em parar de trabalhar no Metrô. Mas com a ajuda da sua mulher, ele reconheceu que poderia ainda ser útil para a empresa, usando os conhecimentos da área de psicologia. Na época fez uma proposta para seu chefe e até hoje trabalha na empresa auxiliando o Metrô utilizando e compartilhando seus conhecimentos nessa nova área de psicologia.

 

 

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