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História

Levando saúde para pessoas

História de: Rhayssa Vieira Marcelino
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 21/01/2013

Sinopse

Na sua entrevista ao Museu da Pessoa, Rhayssa ainda era uma jovem, com muitos sonhos pela frente. Mas a sua história já conta de uma alma que busca superação. Nascida em um bairro considerado como lugar de “desova”, de largar cadáveres, no Rio de Janeiro, a menina não deixou de estudar e buscar romper barreiras sociais. Sem negar as raízes, e ajudando a sua mãe a fazer comida para fora, também alenta seus próprios sonhos, de trabalhar com segurança do trabalho e fazer faculdade. Mas nunca se esquecendo da luta da mãe, que abriu caminhos, de modo que pensa também em dar uma cozinha industrial para que ela continue e prospere com seus quitutes.

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História completa

“Onde eu morava lá na minha infância não era bom não, porque a estrada onde eu moro ainda hoje naquela época era local de desova de corpos. Até quando a minha mãe engravidou, antes de eu nascer, ela passou mal e nenhum taxista queria ir lá. Hoje em dia não, hoje em dia mudou bastante, até que no fim da rua tem hospital que é referência. Meu pai ele é pedreiro, e minha mãe, ela se formou agora no final do ano passado em Gestão Comercial, que era o sonho dela. Só que no momento ela não está trabalhando, meu pai também não, no momento ele está pelo INSS, que ele estava trabalhando e ele rompeu o ligamento dos dois ombros e agora só com cirurgia. Mas na minha infância ele era pedreiro e a minha mãe trabalhava com buffet para festas: fazia bolo, salgado, doce. Hoje em dia ela ainda da continuidade nesse serviço. Eu ajudo, porque é uma coisa que eu também gosto. Também queria fazer gastronomia, mas escolhi outra área. Eu tinha o sonho de ser medica ou enfermeira, mas depois eu deixei a medicina de lado e queria ser só enfermeira. Mas era para trabalhar, assim, em outros países. Antigamente diziam que lá fora pagava melhor os enfermeiros. Até que em uma certa época eu comecei a fazer um curso de enfermagem, mas eu não dei continuidade, porque eu vi que não dava para mim. Desisti mesmo. Agora faço curso de Técnico de Segurança do Trabalho. É uma área que eu gosto, então presto atenção na aula, estudo. Dá tempo, porque eu estudo de manhã, então eu vou pra casa, almoço, dá tempo de descansar e aí depois eu vou trabalhar. A matéria que eu mais gosto é de combate a incêndio, é a área que eu tenho mais interesse. Mas meu maior sonho ainda é fazer minha faculdade e poder dar pra minha mãe uma cozinha industrial. Toda vez que ela pega uma encomenda de bolo, a gente entra no desespero, porque às vezes a minha mãe tem que entregar logo a encomenda e, como não dá tempo de ir arrumando a cozinha, de ir limpando, a sujeira vai acumulando. Depois que faz a entrega, tem que lavar. Então é o nosso desespero, ter que lavar tudo, limpar tudo, antes e depois. E o sonho dela foi sempre ter o próprio negocio. Porque meus pais foram uma benção pra mim, Antes de eu nascer eles tiveram dois, uma menina e um menino, e minha mãe quase faleceu, ela teve uma pré-eclampse. E conosco eles deixaram tantas vezes de comprar para eles para dar para a gente. Quero retribuir.”

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