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História

Quando sobem as cortinas

História de: Edna Malta de Carvalho
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 21/01/2013

Sinopse

Apesar de ter nascido no interior do Estado do Rio de Janeiro, as lembranças de infância de Edna não diferem muito de uma criança que tenha nascido na capital e passado fins de semana no campo. Morou em apartamento, mas também comeu muita fruta no pé. Mais tarde, quando começava a escolher a sua carreira, um acidente deixou o irmão em coma, e ela no hospital, cuidado dele e repensando suas escolhas. O teatro foi a primeira paixão, e foi por ele que ela se mudou para a capital. Do teatro, porém, caminhou para a escola e se tornou professora. É esta a sua profissão, mas as suas vivências anteriores a enriquecem com propostas inovadoras que leva aos seus alunos e às famílias deles.

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História completa

“Os meus pais são separados, separaram-se na minha infância. A minha mãe era comerciante, hoje ela trabalha só em casa. Era comerciante, trabalhava com alimentação e o meu pai, ele também trabalhava nesse ramo de bar, restaurante. Eu era muito tímida e ainda sou. Lembro-me das minhas professoras de educação infantil. Eu acho que foi aí que surgiu uma coisa da profissão professor para mim. Eu gostava muito da forma como ela conduzia o trabalho dela, me sentia, como eu posso dizer, aconchegada pela professora. Ela conseguia ter um discurso que nos aproximava, professor e aluno. Teve uma época, lá pelos meus dezessete, dezoito, que minha mãe e meu padrasto se separaram momentaneamente. Foi quando ela disse para mim e meus irmãos que precisávamos ajudar em casa. Fui num balcão de empregos lá de Três Rios, com o Sebrae e fiz uma fichinha. Aí um teatro da cidade me chamou para ser secretaria. Ate então eu não conhecia teatro, nunca tinha ido. Ali eu conheci o que era o teatro, as estruturas, a cena. O pensamento artístico é muito aberto e aquilo foi um grande marco. Fiquei dois anos. Quando saí, eu me matriculei no cursinho pré-vestibular e fui para o teatro. Em meados de 98 eu já estava dando aula para as crianças numa escola particular da cidade. E aí veio o concurso da prefeitura para dar aula, que era uma coisa que não estava nos meus planos, na verdade, mas eu prestei concurso e fui convocada. De manhã eu trabalho com crianças bem pequenas, são crianças de quatro a cinco anos, educação infantil, e a tarde eu trabalho com os maiores, que é o quinto ano, o ultimo ano do primeiro segmento. Eu já trabalhava com vídeo com os alunos. Tenho essa coisa imagética, do teatro. São várias formas de aprender que não é só o quadro, a coisa unilateral de um escreve e o outro copia. A vida é fazer associações todas ao mesmo tempo, e o vídeo permite isso. Entramos no projeto da Discovery por isso, por que eles tem material sistematizado, trabalham essa capacitação conosco. E aquele conhecimento que vem da imagem fica ali registrado na memória do aluno, ela vai lá para o disquinho rígido. E dá pra trabalhar diversos temas. Eu quero também continuar a minha formação. Já tenho um projeto um pouquinho desenvolvido para o mestrado, conjugando essas duas coisas, teatro e educação. São projetos sobre cultura popular. Eu quero ser melhor a cada dia.

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