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Socialização: na escola e na vida

História de: Maria Rosenadila Oliveira Araújo
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Publicado em: 00/00/0000

Sinopse

Nascida em Cruzeiro do Sul, Acre, no dia 13 de junho de 1998, Maria Rosenadila Oliveira Araújo mudou-se com a família para Rio Branco aos dois anos de idade. As brincadeiras de criança - correr, jogar bola e videogame - a acompanharam até o ponto em que despertou para o lado sério da vida. No tocante à escola, poucas referências tem do ensino fundamental, uma etapa menos decisiva se comparado com o ensino médio. Este sim uma etapa de preparação para a vida, inclusive para vida profissional. Tendo passado pelo regular e pelo Telecurso, a este credita todos os momentos relevantes em sua vida escolar que para ela funcionou como instrumento para a abertura de portas, sejam as portas do saber, da vida social e do mercado de trabalho. No Telecurso aprendeu a trabalhar em equipe, chave que usou - e vem usando - para abrir os espaços de entendimento e oportunidades.

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História completa

Nasci em Cruzeiro do Sul, no Acre, em 13 de junho de 1998. Meu nome é Maria Rosenadila Oliveira Araújo. Mudei para Rio Branco - com apenas dois anos de idade. A única coisa que lembro dessa época é que na rua em que morávamos havia um pequeno córrego e ali eu tropecei e caí, sujei toda a roupa bem na hora de ir para o aeroporto. Foi um transtorno, as roupas todas já dentro da mala… Da infância, no tocante às brincadeiras, eu lembro de algumas preferências: correr, jogar bola, jogar videogame. Também lembro de uma outra atividade que era me esconder em uma casa abandonada que havia lá, e que diziam que era mal assombrada.

 

Sempre gostei muito de brincar, antes de saber como eram os estudos, a vida.

 

Trago lembranças, também, da escola, porém as mais fortes são do ensino médio. Porque no ensino médio já existe uma consciência de que se está prestes a chegar em algum ponto, e o entendimento de que ali existe uma preparação para se pensar em um projeto de vida, mercado de trabalho, em etapas superiores da Educação, e escolha da profissão. Dentre as recordações do ensino fundamental, estão muito presentes a Educação Física e os esportes, que eu adorava. 

 

Em relação ao ensino médio, eu fiz uma parte no regular e outra no Poronga - como o Telecurso é chamado no Acre. Mudei de escola e lembro que o que mais me impactou no ensino médio regular foi a mudança de método, a existência de novas disciplinas e o fato de cada professor imprimir o seu modo específico de ensinar; não havia, nesse aspecto, uma uniformidade. E é óbvio que teve o seu peso se considerarmos as minhas dificuldades em torno da Matemática, da Física e da Química.

 

Sempre tive muita dificuldade (...) com a Matemática e a Física… Quando entendia uma, eu não entendia a outra.

 

Bom, a minha ida para o Telecurso teve a ver, basicamente, com a repetência. As minhas primeiras impressões sobre essa nova metodologia de aprendizagem estiveram vinculadas à organização das disciplinas por módulos, que eu considerei bem melhor, porque parecia que tínhamos mais tempo para aprender os conteúdos que no ensino regular.

 

Outra coisa que eu me lembro de ter gostado muito foi o Memorial. Era onde a gente podia se expressar, falar sobre nossos questionamentos, nossos sentimentos sobre a aula, se gostamos ou não. No memorial também eu escrevia coisas que não queria contar para ninguém, mas como a professora sempre lia os memoriais de todos, ela acabava sabendo dos nossos problemas e tentava nos ajudar. Eu gostava de escrever... Foi tão importante o Memorial que até hoje eu o tenho bem guardado.

 

Ainda do Telecurso, outra memória que tenho é da equipe da Socialização, que cuidava da nossa integração. E, nesse particular, o trabalho em grupo terminou sendo para mim elemento fundamental para hoje em dia eu conseguir interagir com todos no meu trabalho, na minha profissão. Foi uma prática que acabei aplicando no meu cotidiano profissional. Além da equipe de socialização, destaco outras atividades vivenciadas em sala de aula que também promoviam a nossa integração, como a dança, o vôlei, as aulas de Educação Física, os projetos complementares, a exemplo da apresentação que fizemos no dia da Consciência Negra.

 

Tendo concluído o ensino médio no Telecurso, decidi fazer o curso técnico de Enfermagem. Não foi propriamente uma vocação, mas uma tentativa de identificar um caminho profissional. E, diga-se de passagem, muito acertada, porque a sintonia com a área escolhida - da saúde - foi plena; amo o que faço. Tenho a certeza de que na minha vida futura, na carreira que eu projetei para mim, o Telecurso foi a chave de tudo. A chave que abriu todas as portas do entendimento de quem eu sou e de como melhor me inserir no mundo. O certo é que parece que a minha opção já está feita e é na área da saúde. E meu sonho, minha meta agora é aprimorar o que eu faço, trabalhar com pessoas e ajudá-las, assim como um dia eu fui ajudada.

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