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História

Um sonho em três partes

História de: Gregory Gracia
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 18/09/2015

Sinopse

Nesta entrevista, Gregory nos conta sobre suas raizes e sua família. Depois, sabemos um pouco sobre sua conexão com o esporte através do futebol e sua infância no Rio de Janeiro e em São Paulo. Em outro momento, Gregory nos fala sobre sua entrada no Mackenzie para o curso de Educação Física, o encontro com o Projeto Esporte Talento e sua carreira na arbitragem. Por fim, nos conta sobre seu trabalho no Projeto Esporte Solidário e seus sonhos para o futuro.

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História completa

Meu nome é Gregory Gracia, nasci em São Paulo, no dia 14 de fevereiro de 1985. Meus pais são Rosângela Aparecida de Oliveira Gracia e Cleider Gracia. Tenho irmãos. Sou filho do segundo casamento do meu pai, então do meu pai com a minha mãe eu tenho um irmão mais novo, tem 25 anos, chama-se Igor. E do primeiro casamento do meu pai a história é bem interessante. Enquanto eu era pequeno existia um contato do meu pai e da minha mãe com os meus outros irmãos, né, até o momento em que foi solicitado o pátio poder do meu pai pra ex-esposa dele, pro marido da ex-esposa dele. E aí, mais ou menos por volta de uns 20 anos, nós ficamos sem contato com esses meus irmãos. Há dois ou três anos, dois anos minha avó, mãe do meu pai faleceu, e ela foi quem levantou a vida inteira a bandeira de: “Retomem o contato.”, né, com os meus irmãos Eu nasci em São Paulo e com dois anos o meu pai foi transferido. Trabalhava na Unimed de São Paulo, foi transferido pro Rio de Janeiro pra começar o processo de implementação da Unimed Rio. E aí eu fui morar lá, com dois anos, vivi dos dois aos nove anos lá e depois voltei pra São Paulo. Na minha sétima e oitava série eu me envolvi nuns projetos de jornal, então eu comecei a ir um pouco pra área do jornalismo ali, tive alguns... tive dois textos publicados no caderno Zap, do Estado de São Paulo, né, que foi mais ou menos nessa época. E tinha uma página que chamava De Criança pra Criança num jornal de Barueri, que se chamava notícias de Barueri. Então foi uma fase meio: “Será que esse é o caminho?” Mas o esporte sempre fez parte da minha formação Eu fiz Educação Física no Mackenzie, né, e lá eu tomei contato com: “Caraca, a gente tem pedagogia em Educação Física, a gente tem psicologia em Educação Física, sociologia em Educação Fìsica.” Comecei a perceber o quanto tinha outras áreas dentro desse processo de formação até tomar contato, no terceiro ano de curso, com as vagas de estágio do Projeto Esporte e Talento, que estavam em aberto. A Paula Korsakas foi minha professora na faculdade e foi quem: “Gente, tem umas vagas lá, estão divulgadas no mural de vagas da faculdade, não sei o que. Dêem uma olhada.” E quando eu cheguei no Esporte e Talento eu falei: “Caraca, era isso que eu pensava lá atrás.” De pensar como é que eu consigo juntar o esporte com o processo de formação, de educação. Acho que eu entrei no lugar certo, achei o que eu queria e as respostas pras minhas perguntas, né. O duro foi que eu... o duro não, acho que isso... eu entendo isso como algo positivo, foram vindo várias novas perguntas. Algumas delas ainda não tem respostas e outras me ajudaram a encontrar respostas e buscar outros caminhos. Então, só pra situar no tempo, eu entrei no Esporte e Talento em 2006, fiquei o ano de 2006 e o ano de 2007 até dezembro. Aí me formei e tive que me desligar daqui. Bom, em 2002, quando saiu o curso... você sai do curso de arbitragem, você sai como estagiário, né, e começa a apitar os campeonatos que são festivais, então até doze, treze anos é o que a maior parte dos árbitros que são recém-formados vão atuar. E aí, dessa experiência foram surgindo outras perguntas, né. Eu não consegui entender ou ter uma visão um pouco melhor de: “Caraca, o cara que, teoricamente, é o menos preparado...” Pensando que o árbitro, ele está no seu início de processo de prática de arbitragem: “...é o que vai atuar no começo da iniciação esportiva daquele garoto, daquela menina.” Então isso ainda é um questionamento que lateja na minha cabeça. A gente coloca os mais novos pra apitar os mais novos, né. De que maneira essa interferência pode acontecer, se é que ela existe? Então eu apitava esse tipo de campeonato, alguns outros jogos de mais velhos, mas que era uma oportunidade ou outra. E aí, rapidamente eu fui evoluindo dentro da arbitragem, então eu fiquei 2003 como árbitro estagiário. A categoria seguinte chamava-se segunda categoria, aí em 2004 eu virei árbitro de segunda categoria e em 2005 árbitro de primeira categoria e aí fiz uma clínica pra virar árbitro nacional, em 2010. E no ano passado eu fiz uma clínica pra me tornar árbitro internacional e fui aprovado, no finzinho, em novembro do ano passado. E aí, ao longo desse processo, fui apitando jogos mais complexos, jogos de categorias maiores. Então, hoje, eu apito desde a categoria de base, do sub-12 em São Paulo ao NBB, que é o campeonato adulto masculino. Então, todas as categorias que estão aí no meio do caminho, masculino e feminino. Eu entrei no PET pra trabalhar com um grupo de adolescentes, que era o grupo Unidos, que tinha ali adolescentes de 13, 14 e 15 anos, mais ou menos. E com o foco na aprendizagem de modalidades esportivas. Então, ao longo dos dois anos em que eu estive aqui, a gente fazia um processo com eles de experimentar diferentes modalidades em um período de um mês e meio, dois, e criar um cronograma de modalidades em que eles gostariam de se aprofundar. Então, dentro dessas possibilidades de vivência, a gente brinca que tem o quarteto fantástico, futebol, basquete, vôlei e handebol, mas aqui eu tive a oportunidade de trabalhar com ginástica, com ginástica artística, canoagem, atletismo, badminton. Então foram algumas práticas que surgiram e que eram curiosidade dos educandos que nós tínhamos na época. Foi muito importante perceber essa complementaridade das áreas, então a gente... como eu falei, quando a gente entra na graduação e começa a ver que tem bases sociológicas, bases pedagógicas, bases psicológicas, a gente vai percebendo como as áreas se conversam, né. E trabalhar com profissionais de outras áreas é conversar, não é ver como se conversa, é realmente conversar. Depois, eu entrei em março de 2008 como educador do grupo de adolescentes, passei acho que depois de dois anos e meio, mais ou menos, a coordenar o projeto de atletismo e comecei a ter uma visão um pouco mais da parte administrativa, ainda que a minha coordenação fosse essencialmente pedagógica, didático pedagógica, mas comecei a me aproximar um pouco mais da área administrativa. Aí eu assumi a coordenação dos projetos esportivos e hoje atuo como diretor de operações. É uma honra, é um reconhecimento do período em que eu passei aqui. Em termos de tempo, pensar em tempo, dois anos é pouca coisa, mas que foram dois anos intensos. Falar um pouco da minha história e falar da história do Projeto Esporte e Talento é... bom, se deixar eu fico falando aqui ad aeternum. É muito bom porque enquanto a gente está contando as emoções estão sendo sentidas da mesma forma como elas eram sentidas lá atrás, a gente resgata ali, abre o arquivo morto muitas vezes, tira uma lembrança de lá de dentro e, sensorial e emocionalmente, vive aquilo tudo de novo. Então é muito gostoso, é muito engrandecedor. E ao mesmo tempo ajuda no nosso próprio processo de avaliação, no processo de auto avaliação: “Caraca, olha o que eu já fiz, olha pra onde eu estou indo.” Quando você me pergunta de futuro: “Olha pra onde eu quero ir.” Então, a metodologia desse bate-papo ajuda realmente a gente a fazer essa linha do tempo, com reticências no final.

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