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Uma estrela na noite paulistana

História de: Kascão Oliveira Lima
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 05/12/2012

Sinopse

Na noite paulistana, Kascão é conhecido em bares, restaurantes, baladas. Trabalha no ramo há anos, esteve onde figuras como Pelé, Madona, Mick Jagger e outros passaram. Sua histórias são muitas. Mas antes disso, teve a história de sua infância dura no Rio Grande do Norte, do pai ferroviário e da mãe agricultora. De uma infância na fazenda, ajudando na roça e odiando ir ao colégio. Os poucos momentos de diversão eram jogando futebol. Toda a sua história, da infância difícil até a viagem para São Paulo e a entrada para o ramos de bares e restaurantes ele conta com detalhes e bom humor.

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História completa

Meu nome é Kascão Oliveira Lima, eu nasci no dia 28 de abril de 1967, na cidade de São Miguel, no estado do Rio Grande do Norte. 


Eu nasci e cresci na roça. O meu pai era agricultor e depois ele foi trabalhar na estrada de ferro. Uma espécie de metrô. Linha de ferro na época que se dava o nome, é como se fosse o trabalho da linha de ferro dos trilhos do metrô. Acredito eu que deveria ser isso. A minha mãe também era agricultora, mas depois lembro que até os dez anos de idade ela lecionava em um colégio. Num ensino muito atrasado da época que se chamava Mobral. 


A casa em que morávamos lá eram essas casas de fazenda, era do meu avô, e toda a família morava lá. Por ser uma casa muito grande, com vários quartos, cozinha, sala, essa coisa toda, existe até hoje a casa. A minha mãe até hoje mora lá nessa casa. Nossa, isso é do século de 1800 e alguma coisa. 


Eu tive mais de vinte irmãos. Acredito que entre aborto e essa coisa, acredito que uns vinte e quatro, vinte e cinco. Da mesma mãe e do mesmo pai. Existem quinze vivos. E eu acho que sou o décimo terceiro. As pessoas naquela época não viam muito a hora de completar os seus dezoito anos para poder se mandar daquele lugar. Que era o sonho de todo mundo. Eu dei mais sorte, porque vim embora antes dessa época. A minha mãe veio visitar os meus irmãos mais velhos em São Paulo, e aí me trouxe, e aqui mesmo eu fiquei.


Fiquei na fazenda, então, até os quatorze anos de idade. Ai minha mãe veio embora para São Paulo visitar os meus irmãos mais velhos e meu pai, que já morava, já estava aqui desde a época da década de 1950, bem antes… Veio trabalhar na construção civil. Naquela época as pessoas dizem que ficavam quinze dias para chegar aqui em um pau-de-arara. Viemos de ônibus. Todos de ônibus para cá. Até porque não tinha a menor possibilidade de vir de avião. Eu nem sabia que isso existia. Foram três dias de viagem. Acredito que até hoje seja assim. Foram três dias de viagem. Eu, a minha mãe, e uma irmã minha que morava aqui, a Neide, que faleceu, essa em 2007, mais uma vizinha. E aí quando eu cheguei aqui, foi aquela mudança de vida. 


Chegamos para morar na casa dos meus irmãos, que era na Rua Tomás Campanella, no Jardim Clarice, no Capão Redondo. Mas não era um barraco, era uma casa razoável. Boa, dava para morar tranquilamente lá. Até nos dias de hoje, dava para morar tranquilamente lá. Mas o Capão não tinha nada a ver com hoje. A violência predominava completamente, era um horror. Era o Juarez mexicano hoje. Era uma cidade dominada pelo crime. Acho que o Maluf era a autoridade da época. Aquele mesmo que mandava soltar cachorro nas pessoas e aquela coisa toda. Sabem de quem eu estou falando. O Capão Redondo era predominado pelo crime. No Rio de Janeiro tem as milícias que comanda as favelas, tal. Na época chamava-se Pé de Pato. Os comerciantes pagavam os assassinos para proteger o comércio. E quem não andasse na lei, quem não andasse na lei, na época morria. Vagabundo não roubava esse comércio, nem aquele, nem aquele, porque os matadores eram quem protegiam o comércio. Era muito difícil morar naquela região.


Aí minha mãe voltou com o meu irmão Giancarlo, o caçula. Aí eu fiquei aqui morando em São Paulo com meus irmãos. Arrumei emprego. Fui trabalhar em uma construção civil. O trabalho era muito duro. Era de manhã à noite e ganhava essa quantidade de trinta reais por dia, que para mim era super feliz por ter um trabalho daquele, era difícil. Quem tinha um trabalho desse era um grande negócio na vida. 


 Aí eu fui trabalhar em uma grande indústria. Eu fui trabalhar na SPAL. Foi onde tudo começou na minha vida. Foi na Coca-Cola. A maior marca do mundo, a marca mais valiosa. Lá eu fiz o meu primeiro curso, fiz lá dentro da Coca-Cola, da companhia. Mas era uma empresa com carteira registrada, isso já em 1983, em 1984, por aí. Aí saí da Coca-Cola porque arrumaram para mim um trabalho em uma rede de lanchonetes que existia em São Paulo, não existe mais. Era a Wells. A Wells que acho que todo mundo da minha geração deve lembrar. E lá eu fui lavar prato. Não tinha máquina. Era lavado aquilo na mão. Depois colocaram uma máquina. Então foi tudo meio difícil. Bom, passaram-se três meses e eu fui promovido para a cambuza. A cambuza é o local onde fazia as sobremesas. Não passava nem pela cozinha a cambuza.


Eu já entrava num lugar pensando no outro. Porque eu entrava em uma coisa pensando em sair. Aí tinha uma, no Shopping Ibirapuera, tinha uma, o maitre, não chamava maitre, chamava-se chefe falão. Ele me odiava, não sei porquê. Ele me pegou cantando uma música da Xuxa, eu acho que por isso ele me mandou embora. É, ele não gostava de mim, pegou o embalo e mandou embora por isso. Mas foi coisa do passado, que hoje não se faria, jamais se faria esse negócio sujo com uma pessoa. Dentro do Shopping Ibirapuera tinha uns carrinhos de pipoca e algodão doce. E aí o Cícero que era o responsável pelos carrinhos me contratou para vender pipoca e algodão doce. E eu trabalhei lá durante uns seis meses nesse carrinho. Foi um emprego bom, na época eu já morava em Moema, já tinha mudado para Moema.


Fiquei lá no carrinho uns seis meses, ganhei um bom dinheiro, ela dava, não tinha compromisso com nada, e aí me virava tranquilamente. Depois eu fui trabalhar no próprio shopping. Eu gostava do shopping, passei a gostar do shopping. Conheci muita gente lá. Fui trabalhar em uma lanchonete com o nome de Bacs de um português, tem até hoje lá. O senhor Augusto. Mais ignorante do que uma pedra. Nossa Senhora, eu sofria na mão daquele português, mas eu não, ele pagava direito.


Eu era balconista. Olha como eu tinha evoluído. Balconista. E aí fiquei lá acho que um ano. Bem nos anos 1980 ainda. Me mandou embora, por isso, por aquilo, não lembro porque, acho que, me mandou embora. 


Aí eu fui trabalhar no Ponto Chic. Em 1980 e o que meu Deus, em 1987, acredito eu. Nunca tinha trabalhado de garçom na vida. Não fazia a menor ideia do que era isso. Quer dizer, convivia, mas não tinha prática. O gerente perguntou: você é garçom? Eu falei: dos bons. Me lembro que o primeiro casal que eu servi, tinha um negócio lá chamado mexido, deve ter até hoje, faz anos que eu não vou no Ponto Chic. Era um prato que era mexido com presunto, queijo e ovo. Nunca tinha servido à francesa, tinha que servir a francesa, que hoje tenho experiências de outras coisas. Quando eu fui servir o casal, um senhor moreno bem elegante, uma senhora loira, eu fui servir aquela comida, e para ela um bife a parmegiana, para ele aquele mexido. Quando eu cortei o bife da senhora, fui servir pelo lado lá como manda a regra, aquele bife escapou e ele pegou a Avenida Ibirapuera à direita ali, que nem um gol GTi da época pegava. Nossa foi o maior mico que eu paguei na minha vida. E o cara super elegante, educado, ele me disse: “Não foi nada, ninguém vai ficar sabendo de nada”. Isso na vida se encontra um cara desse, porque se é os tipos que eu conheço, nossa, já armam o maior barraco. O bife se voou, nem aqueles jatinhos da TAM, ali na frente do aeroporto era mais rápido do que o bife. Ele saiu correndo a Ibirapuera. Eu lembro do senhor até hoje. Um cara super bacana. Ainda me deu caixinha, ainda. Aí o gerente: “Foi tudo bem?”. “Foi tudo bem”. Tudo mal na mesa do cara. Aí eu comecei, eu falei: “não, não dá”. Aí eu comecei a me aperfeiçoar.


Aí fui trabalhar no Almanara, também na Vieira de Carvalho, fiquei pouco tempo. Depois eu fui para a Basílio da Gama. Era tudo pouco tempo na minha vida. Era assim: três meses, quatro meses. Era, não passava, raramente passava de seis meses. E estou até hoje. Não fico muito tempo na empresa porque hoje também as propostas hoje é outra história. Aí conheci um cara, um João, um cara que devo muito a ele, um cozinheiro que é, isso no final de 1987, um cozinheiro do Gallery. Você imagina hein, agora, agora eu evolui. E aí ele falou: “Cara eu te arrumo de cumim”. Cumim é ajudante de garçom. 


E entrar em uma casa daquelas, onde tinha uma fila gigantesca para entrar, e eu do nada chego lá e entro de cumim. Aí eu levei o documento, o maître analisou, mandou para o escritório tal, tudo direitinho. Abre a tua boca, não sei o que tal. Tem dente? Tem dentes sim. Aí eu fui trabalhar, mas não fui nem de cumim. Fui como ajudante de cumim. Um cara que limpa os talheres para entregar para o cumim, o cumim dá para o garçom, e vai para o maitre, é uma confusão isso. E aí depois de uma semana me passaram para cumim. Aí eu fui e mandei fazer um paletó, era paletó branco, transpassado, na Vila Romana, me arrumaram tal. Eles pagavam, mas eu tinha que pagar para os caras. Camisa peito duplo, não podia aparecer pelo, tal, não sei o que. Não podia ter botão, era coberto. Era tudo elegante. Calça preta com a faixa, sapato preto verniz, gel no cabelo. Na época eu tinha cabelo. Era assim. 


Mas aí entrei, foi onde tudo começou na minha vida para valer mesmo. Foi na boate Gallery, na Haddock Lobo, 1626. Foi uma experiência que isso mudou realmente a minha vida. Mas assim, tinha eu mais uns trezentos lá, mas sobrou. Eu era a larva do cocô do cavalo do bandido lá dentro. Não tinha assim, não servia para nada. O pior da minha vida de tudo o que reinava lá, o pior de tudo foi o preconceito. Como é que eu consegui superar isso, porque baianinho feio, cabeça chata no salão, imagina. Não pode. Faziam de tudo para me derrubar. Porque os caras tinham que ser bonitos de olhos verdes, de Santa Catarina, burro que nem uma ostra em coma, hoje no meu modo de ver, eu pensava mais do que esses caras. Eram muito burros eles. Mas eram bonitos. Eu era alvo de chacota, de piada e de, aqueles caras, eu lia livro, eu procurava aprender, sempre fui um cara muito esforçado. Procurava saber quem era o cara que desenvolveu os cardápios de cozinha, eu estudava os cardápios, procurava saber da carta de vinho. Tinha um maître, o senhor Murilo, que era uma alma santa aquele cara, que me ensinou muito. Ele foi o cara que me ajudou muito. Os demais, a maioria, queria era ver a minha desgraça. 


Mas ali também aprendi, fiz um curso lá, achei pouco e comecei a estudar, a estudar, e aí tive a oportunidade de conhecer a indústria de bebida, e de desenvolver drinks. Aí eu fiz curso, desenvolvi o drink lá, foi um campeonato. Um garçom que lá me auxiliou que era um cara já experiente, chamado Irineu, ele falou: “Olha, você aprendeu o que é rum, o que é whisky, o que é vodka, tal não sei o que, agora você vai para o campeonato, vai ter um júri lá que vai ser aqui dentro. Eu vou ensinar para você que é um cara que quer aprender isso. É um cara diferente daquele outro de que eu falei. Eu vou te ensinar a criar um drink cara. E você vai oh, pega um copo longo põe gelo, põe vodka, bastante suco de laranja, um licor, ele vai ficar amarelo. Amarelo em inglês quer dizer yellow. Então você vai chamar assim, o seu cocktail vai chamar, você coloca o nome nele, no cocktail, decora com uma laranja, tal. É a base”. Eu nunca tinha criado nada na vida nesse sentido. Chama yellow fantasy o cocktail. E aí eu dei ou sorte ou azar, porque o meu, na frente da bateria como eu organizo hoje, campeonato de barman, participei de concurso mundial essa coisa toda, então para mim hoje não tem, mas na época posicionei tal, ele me ensinou como é que ficava, fiz o shake e tal, passei para o copo, e o meu, caí na frente do Giancarlo Bolla. Olha, perito no negócio. “Como é que você se chama menino?”. “É Kascão”. “Kascão, isso é nome de gente? E aí, como é que chama o seu cocktail?” Aí ele piscou para mim, ele fez um gesto. “Yellow fantasy”. Eu nem sabia falar o nome direito. “Por que o senhor não colocou de yellow shit o seu cocktail?” Todo mundo deu risada, e eu não entendi nada. Chamou o meu cocktail de merda amarela. Aí eu, aí eu falei, não posso parar por aí, aí eu precisei estudar, e aperfeiçoar, e viajar em duas, três, falei: “eu não posso pagar mico”. Aí entrou a década de 1990 e chegou a informação, a internet, conheci a indústria, conheci o mercado… Eu saí do Gallery, eu entrei em 1987, eu saí no final de 1989 para 1990. Mas já tinha pegado, a gente pegou uma boa base lá.


Aí eu saí, embora, fui acho que no começo de 1980, no final de 1989, me mandaram embora porque, depois do curso eu fiz um coquetel, meu primeiro coquetel, criei para uma celebridade. Naquela época São Paulo fazia muito frio ainda. O Pelé era uma pessoa, um cliente assíduo do Gallery, é um cara muito bacana, respeitava todo mundo. Um gentleman o Pelé, um cara gente boa. E o Cosmo era o chefe de bar, tinha saído e eu tinha acabado de fazer um curso. Eu queria, eu bebia um conhaque francês um pouquinho, não era… nunca fui de beber, mas bebia. Quando era frio bebia um conhaque ou bebia um Peachtree, um licorzinho holandês de pêssego e tal, e eu estava sozinho no bar, já tinha uma base, conhecia tudo isso, aquela coisa toda. Então eu queria tomar algo quente. Eu não pensei duas vezes baseado na irish coffee irlandês, esquentei o conhaque e o café, falei: “é hoje que eu faço a minha defesa aqui”. E coloquei o café, conhaque e chantilly que tinha lá, botei, mexi um pouco com açúcar, canela, sem querer eu criei um coquetel espetacular para o frio. Lá para o Pelé canudinho, ele: “Que maravilha, como é que chama?” E eu lembrei que a França tinha dado para ele o título de Atleta do Século, e aí uns cinco, seis anos atrás, acho que 1980. E eu falei: “Esse coquetel chama-se Atleta do Século, em sua homenagem”. E aí começou todo mundo no bar, beber, a Hebe Camargo, então ele deu, aquele escritor de novela Cassiano Gabus Mendes, todos eles começaram a beber o drink. Que maravilha, tal. Daqui a pouco já não tinha sido eu que tinha feito o drink, tinha sido o chefe do bar, que não era mais o chefe, foi parar no dono, “Não, essa receita é minha”. Todo mundo já queria aparecer em cima do meu negócio. Isso deu Veja na época. Raramente uma bebida, uma comida, saía numa revista Veja ou coisa parecida. Eu fui o criador da bebida e apareceu o dono como criador. 


Aí fui morar e trabalhar em Campinas. Foi de São Paulo para Campinas, morar umas trinta pessoas. Chegou lá vai todo mundo, invadimos um prédio lá que alugaram. Imagina trinta caras maluco beleza, o mais velho que fazia parte da equipe era eu.


Eu voltei para São Paulo e aí fui trabalhar num negócio chamado Truta Rosa, na Avenida Vereador José Diniz. Eu fiquei lá um tempo. Montei uma lavanderia de roupa para restaurante. E também essa lavanderia acho que não deu muito certo. Daí saí, fui trabalhar não sei mais aonde. Foi tanta coisa que aconteceu depois. Ah, abriu em 1994, abriu um bar muito bacana na Consolação, chamava-se Muzeta. O Muzeta Bar foi um bar muito badalado, eram três rapazes lá, e fiquei lá dois anos nesse bar, foi super badalado. Nessa época a gente já tinha, até essa época aí para os dias de hoje eu era no mínimo um barman medíocre, para fazer o que para mim hoje não teria muita graça. Mas foi bem badalado, foi quando eu comecei a aparecer na mídia. Foi nessa época aí. A minha primeira entrevista para um jornal foi, foi na Gazeta de Moema, acho que em 1990, na Brunella.


Aí passou a década de 1990, entrou 2000 foi quando eu fui trabalhar na praia em Juquehy. Morei na praia. Fui morar em Juquehy. E fiquei na praia, em Juquehy montei um negócio com um cara chamado, fui montar um bar com um cara chamado de Armando Cordeiro, um cara espetacular, uma figuraça, lá de Juquehy. O Frejó. Foi muito bom lá, me dei muito bem com ele. Depois fui trabalhar num restaurante com nome de Gulero, e comecei a dar treinamento para todos os barman da praia. Levei a coquetelaria para o litoral norte de São Paulo, que tinha muita pouca coisa lá. 


Eu participei de campeonato paulista, brasileiro, sul-americano. O mais importante foi pelo luxuoso grupo LVMH. Que foi muito bem organizado aqui no Brasil, era representado pela Chandon do Brasil.Aí, foi entre os melhores do Brasil. Os melhores barman do Brasil, estavam competindo comigo aqui na Avenida Brasil. Fomos para a eliminatória, fizemos um curso lá para conhecer o que era a marca e tal, voltamos, desenvolvi as receitas. Essa receita tinha que ter a ver um a história da sua cidade, São Paulo que era a minha cidade, que é a minha cidade aqui morando aqui. Tinha que ter uma história da cidade com a bebida. Aí eu ganhei o resultado aqui no Brasil, fui campeão, aqui no Brasil e sobraram doze campeões do mundo para competir em Conhaque. E eu fui para Conhaque competir, lá foram eliminados nove. Já de cara eu fiquei entre os três do mundo. Ficou eu, brasileiro, um italiano, e um americano. Foi lá no castelo de Hennessy a final. Daí foi eliminado o italiano. Ficou eu e o americano, um dos dois. Aí saiu o resultado lá no telão com Goutier, Arnault, presidente da Louis Vuitton eram os júris. A coisa era bem organizada. Aí o resultado: campeão mundial pelo LVMH, Kascão Oliveira Lima do Dry bar, São Paulo. Foi uma festa no castelo, todo mundo parabenizando.


Aí saí do Dry e fui para o Iate Clube Ilha Bela. O Comodoro do Iate Clube Ilha Bela, me convidou para eu fazer um réveillon lá, eu fiquei lá também. Abri um bar na cidade, e uma história antes disso, abri um bar na cidade com o nome de, fui convidado para abrir um bar com o nome de Paribar. Eu fui porque foi um bar que marcou uma história no centro de São Paulo. Eu tenho muito vínculo com o centro de São Paulo. Tenho muito vínculo lá, e abri esse bar pela história dele. Foi o bar que frequentava Lula no passado, um bar que ia o Assis Chateaubriand. Os intelectuais e políticos da época. Lula já pegou mais no final. Esse bar foi de 1940. Uma pessoa abriu esse bar, foi agora em 2010, e me convidou para ser barman, e lá a imprensa caiu em cima. Deu muito resultado esse bar, como mídia, contando a história. E eu levei a coquetelaria para lá, e recebi todos os amigos, imprensa, todo mundo lá. 


De lá eu saí e fui para o Iate Clube Ilha Bela. Recebi uma ligação de um camarada, de nome Ronaldo Camelo, dono, presidente do grupo São Bento. E abriu, ele tinha um projeto para abrir um bar com o nome de Anexo SB, é onde eu estou agora, onde eu recebo todos os dias, estou lá há um ano e meio, poderia ficar até setembro, agora estou saindo, porque estou saindo de férias, vou para a Europa pesquisar novas bebidas.

 

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