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História

Vida em Itacuruçá

História de: Eliane Rocha
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 11/03/2009

Sinopse

Eliane relembra sobre a sua infância na cidade de sua mãe, Itacuruçá, suas brincadeiras na rua e na praia, sobre sua escola e as aulas que mais gostava, de Língua Portuguesa e de dança, como balé e de lambaeróbica. Conta sobre a sua educação dentro de casa e suas escapadas do pai para sair com as amigas e paquerar. Relembra porque escolheu se tornar professora, a importância da educação e os recursos pedagógicos que utiliza nas salas de aula.

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História completa

P/1 – Eliane, pra gente começar, eu queria que você falasse o seu nome completo, o local e a data de nascimento.

 

R – Meu nome é Eliane Rocha, nasci em 24 de outubro de 1975, em Santa Cruz.

 

P/1 – E qual o nome dos seus pais?

 

R – Meu pai é Eduardo Gomes, nome da minha mãe é Maria Darli Rocha Gomes.

 

P/1 – Você tem irmãos?

 

R – Não, filha única.

 

P/1 – E a família dos seus pais é daqui de Itacuruçá?

 

R – A família da minha mãe, sim. A família do meu pai, não. É de Santa Cruz.

 

P/1 – É aqui perto?

 

R – Aqui perto.

 

P/1 – Onde você cresceu?

 

R – Eu cresci aqui em Itacuruçá, vim para cá com dois anos de idade e convivi aqui com os meus pais.

 

P/1 – E você lembra da sua casa, como era sua infância?

 

R – Ah, minha infância foi muito boa. Brincava muito, ia muito à praia com meus pais. Muito interessante minha infância.

 

P/1 – Do que você brincava na infância, na praia?

 

R – Na praia brincava de nadar com meus amigos. Frescobol na adolescência.

 

P/1 – E como era a sua casa, você morava com seus avôs?

 

R – É um quintal que mora a família toda, meus pais, minha avó, meu falecido avô.

 

P/1 – Você tinha muitos amigos?

 

R – Bastante amigos.

 

P/1 – Vocês brincavam na rua?

 

R – É, na rua. Pique-esconde, queimada, tudo.

 

P/1 – Do que você sente saudade da sua infância que você lembra?

 

R – Bom, gostaria de voltar a minha infância pra não ter responsabilidade com nada. Mas das brincadeiras também, das amizades, porque conforme você vai crescendo, isso tudo vai ficando pra trás.

 

P/1 – E quando você começou a estudar, foi aqui em Itacuruçá?

 

R – Foi aqui em Itacuruçá.

 

P/1 – Onde?

 

R – Aqui na Escola Caetano de Oliveira, onde meus avôs, minha mãe. E eu estudei também.

 

P/1 – E como era quando você estudou aqui?

 

R – Ah, era muito legal. Nossa, a escola aqui era uma maravilha, todos se davam bem. A mentalidade era outra, era muito interessante.

 

P/1 – Tinha merenda?

 

R – Tinha merenda. Merenda muito boa, por sinal.

 

P/1 – E o que você lembra que gostava de comer na merenda?

 

R – Eu gostava de comer feijão, arroz e, na época, falavam que era carne assada, mas não era uma carne assada como a gente faz em casa, mas era muito boa.

 

P/1 – E o que você mais gostava? Você gostava de vir para aula?

 

R – Gostava, gostava mais pra encontrar com meus colegas, não pela aula em si (risos). Porque quando a gente é adolescente quase não se liga muito nisso, mas os professores eram excelentes também.

 

P/1 – Tinha muita gente que estudava? Como era a escola?

 

R – Tinha bastante gente. A escola era, não vou dizer cheia, mas a maioria moradores.

 

P/1 – Você gostava de alguma matéria?

 

R – Ah, adorava Língua Portuguesa.

 

P/1 – Que foi por onde você...

 

R – Foi onde eu quis me tornar professora de Língua Portuguesa, também por causa disso.

 

P/1 – Você lembra alguma aula legal que você assistiu de Português e que te marcou? Ou alguma outra aula, um professor interessante?

 

R – O que me marcou numa aula de Português foi que eu estava me maquiando (risos) e a professora foi e tomou a minha maquiagem. Era o que eu mais gostava, de ficar me maquiando na sala. E a professora foi, tomou a maquiagem e entregou à minha mãe. Minha mãe me deu uma coça, porque ela dizia que na hora da aula não era lugar de se maquiar. Foi o que mais me marcou.

 

P/1 – Você estudou aqui até que ano?

 

R – Até a oitava série.

 

P/1 – E quando foi chegando perto da oitava série, como foi? Pensando em se desligar da escola, dos amigos...

 

R – Poxa, foi uma tristeza, porque eu fiz o Ensino Médio em outro local. Lá fiz novas amizades, mas não era como aqui. Porque aqui já vinha convivendo com eles desde a infância. Senti muito.

 

P/1 – Vocês usavam uniforme aqui?

 

R – Usávamos.

 

P/1 – Como é que era?

 

R – Ah, uniforme aqui era saia e a blusa branca, que hoje é amarela, com o logo da escola, da Prefeitura.

 

P/1 – Quando você vinha da sua casa pra escola, como você vinha? Que caminho você fazia? Você vinha sozinha, com os colegas?

 

R – Na infância eu vinha com a minha mãe, na adolescência já vinha com os meus colegas.

 

P/1 – É longe, é perto?

 

R – É perto.

 

P/1 – Você vinha pra escola de manhã? Como era sua rotina?

 

R – Eu vinha pra escola de manhã, tinha aula de balé, de lambaeróbica e eu ficava na escola até... O meu negócio era dançar. Algumas vezes eu até saía da sala de aula para ir dançar. É errado, mas... (risos). Naquela época a gente nem pensava nisso, mas fazia.

 

P/1 – E até que horas você ficava aqui?

 

R – Ah, até umas cinco horas, seis horas.

 

P/1 – Você ia pra casa rapidinho, almoçava e voltava ou comia aqui?

 

R – Não, ia em casa, almoçava, voltava às pressas porque não queria perder nenhum momento (risos).

 

P/1 – E você fez alguma apresentação nessas aulas de dança?

 

R – Fizemos. Tinha um grupo que fazia apresentações em outros lugares. De lambaeróbica.

 

P/1 – Viajando?

 

R – Não, aqui mesmo, no município.

 

P/1 – E como era? Era legal?

 

R – Era muito legal, tinha integração com outros grupos.

 

P/1 – Conta de uma coreografia, uma apresentação de lambaeróbica que vocês fizeram. Vocês se juntaram, pensaram, como era? A professora que dava...

 

R – A professora que incentivava, dava os passos e a gente seguia o jeito que ela queria, e assim foi.

 

P/1 – E você sente saudades de dançar ou não?

 

R – Poxa, muita. Muitas saudades, muitas saudades mesmo. É uma coisa que fica gravado pra sempre.

 

P/1 – E como foi depois que você saiu da oitava série? O que você fez?

 

R – Minha mãe ficou falando que eu teria que fazer um Ensino Médio. Agora é ensino médio, antigamente era segundo grau, com formação em alguma coisa, não fazendo o Científico. Porque ela disse que se eu fizesse o Científico, não sairia com formação nenhuma. Não queria ser professora, em nenhum momento passava pela minha cabeça ser professora porque eu escutava os professores falando: “Porque ser professora é padecer no purgatório”, coisa e tal. Nunca pensei, e fiz mais por incentivo da minha mãe, contra a minha vontade. Fui, fiz, só que quando comecei a dar aula, eu vi que era outro mundo, era totalmente diferente do que os professores falavam. E ser professora foi a melhor experiência da minha vida. Por isso que eu segui, fui fazer Letras e hoje dou aula de Língua Portuguesa.

 

P/1 – Você lembra o seu primeiro dia em sala de aula?

 

R – Nossa, o meu primeiro dia em sala de aula eu tremi igual vara verde. Primeiro que, quando você inicia, eles te dão a pior turma. Não sei se é pra você desistir logo (risos). E eu fui dar aula em um campo rural. Então as crianças tinham a maior dificuldade, era primeira série. Pra quem nunca tinha pegado uma turma, uma primeira série que não sabia ler nem escrever, era uma dificuldade. Eu fiquei só seis meses nessa escola, porque eu não me adaptei. Chegou seis meses, em junho, as crianças ainda não estavam lendo. Aí a diretora conversou comigo, coisa e tal. Só que não tinha ajuda, eu acho que as pessoas, hoje em dia, são muito individualistas, elas não te ajudam. Então, tive que sair. Daí eu consegui uma vaga aqui, daqui já conhecia o pessoal e eles me ajudaram muito. E estou aqui hoje.

 

P/1 – Aqui no Caetano?

 

R – Aqui no Caetano.

 

P/1 – E como foi voltar à escola que você estudou para dar aula?

 

R – Poxa, uma emoção. Porque eu sempre falei pros alunos: “Eu estudei aqui, meus avós estudaram, minha mãe”. E é muito gratificante você trabalhar num lugar que você e sua família toda estudaram.

 

P/1 – Tem uma coisa que a gente estava conversando, você estava falando que conheceu o seu marido aqui. Conta pra mim como foi, desde o comecinho?

 

R – É, o meu marido, nós nos conhecemos, éramos amigos, saíamos pra festa, mas nunca teve aquele sentimento. Passou pra adolescência, ele era apaixonado por mim. E eu me dava muito com a prima dele, ela sempre falando, dando força, só que eu nunca... “Não, não tem nada a ver comigo, nunca vou namorar com ele”. E eu estava fazendo o Normal, nos reencontramos. Conversa vai, conversa vem, bateu aquele sentimento. E estamos até hoje aí, dez anos de casados e, juntando tudo, treze anos.

 

P/1 – Com quantos anos vocês se conheceram?

 

R – Eu devia ter uns dezoito, dezenove anos. Namoramos durante três anos, nesse tempo namoramos, noivamos, e casamos.

 

P/1 – Mas vocês já se conheciam?

 

R – Já, desde a infância.

 

P/1 – Ele brincava junto com você na praia?

 

R – Brincava. Coisa que você não espera. É o destino, nós temos que...

 

P/1 – Eliane, me conta uma coisa, sua avó e sua mãe trabalharam aqui, o que sua avó contava aqui da escola?

 

R – Ah, minha avó contava que a Educação antigamente era bem melhor. Porque naquele tempo dos meus tios e minha mãe tinha a palmatória. É, ela conta isso, que ela tinha que trazer almoço pros meus tios aqui que ficavam de castigo o dia todo na escola. E ela achava aquilo certíssimo, tinha que bater mesmo, porque eles eram terríveis. E hoje em dia já não pode fazer mais isso. E ela compara muito isso.

 

P/1 – E você acha que, às vezes, cabia uma palmatória hoje?

 

R – Eu acho que sim.

 

P/1 – E a sua mãe? Quando você estudava aqui, sua mãe trabalhava aqui. Como era esse relacionamento? Mãe aqui, você também...

 

R – Ah, era difícil, porque... Mãe não pode nunca trabalhar no mesmo horário que o filho. Eu tiro pela minha, porque você escuta as coisas do filho e tem que tomar as dores ou não. Mas é chato você trabalhar no mesmo horário. E minha mãe era assim, poderia estar até errada, ela me chamava atenção, mas por trás ela não gostava que falassem mal de mim.

 

P/1 – Seus pais eram muito corujas com você?

 

R – Ah, bastante, principalmente o meu pai. O meu pai era muito repreendedor. E ele achava que eu não poderia ficar em balada. Ih, eu era muito presa.

 

P/1 – Mas você dava umas escapadinhas de vez em quando?

 

R – Ah, bastante (risos). Tinha que dar, né?

 

P/1 – Você não quer contar para a gente uma aventura que você passou dessas escapadinhas?

 

R – Quando saía com as minhas colegas e arrumava um namoradinho, tinha que namorar sempre escondido, porque tinha horário de chegar em casa. E toda hora minha mãe aparecia na pracinha. Tinha que estar na praça. E quando eu não estava, minhas colegas falavam: “Ih, foi em tal lugar com fulano”, “Ué, mas até agora não voltou? Eu já vim aqui duas vezes e ela não está”. (risos) Aí disfarçava uma, ia no local em que eu estava: “Ó, tua mãe tá lá na praça, tem que ir rápido. Ou senão disfarça”. Era assim. Porque se não fizesse isso, acho que eu não teria nem o que contar (risos). Porque era difícil, muito difícil.

 

P/1 – A praça era o ponto de encontro?

 

R – A praça era o ponto de encontro.

 

P/1 – De que dia?

 

R – Ah, final de semana. Final de semana era o ponto de encontro. Ainda mais que vinham os veranistas, a cidade ficava cheia. Pra nós era um divertimento porque não tinha nada, não tinha baile, não tinha nada aqui.

 

P/1 – E vocês não faziam muita coisa na praia?

 

R – Na praia? Fazíamos bastante coisa na praia (risos). Namorar escondido, sair correndo dos pais (risos) porque eles iam bater até na praia pra ver se você estava lá. Essas coisas assim.

 

P/1 – E essa praia daqui? O que você gosta das praias daqui de Itacuruçá?

 

R – Ah, eu gosto mais das ilhas. São pontos turísticos bonitos.

 

P1 – Você vai nessas ilhas desde pequena?

 

R – Vou. Sempre que eu tenho oportunidade estou lá. Porque a praia, em si, aqui... Com esse negócio de vir muita gente, então está acabando com a praia do local. Mas o melhor mesmo, são as ilhas.

 

P/1 – Eliane, você falou que quando você entrou aqui na escola e voltou a dar aula, que pra você foi muito importante e te impulsionou a seguir o curso de Letras. E como foi esse curso de Letras? Foi difícil, foi legal?

 

R – Foi difícil, no início foi muito difícil. Pensei em parar várias vezes, trancar a matrícula. Mas com a força que a minha mãe me deu, consegui terminar os quatro anos aos trancos e barrancos.

 

P/1 – E isso você já estava dando aula aqui?

 

R – Já estava dando aula. Trabalhava aqui o dia todo, ia pra faculdade. Porque aqui tem van, a prefeitura dá o transporte. Pegava a van aqui às cinco e meia e chegava em casa quase uma hora da manhã, pra estar aqui de novo às sete horas da manhã. Era cansativo.

 

P/1 – Quando você se formou, você já estava dando aula aqui há quanto tempo?

 

R – Terminei a faculdade em 2005, eu estava aqui desde 1996.

 

P/1 – E agora que já tem um tempo que você está formada, já casou, quais são suas expectativas, suas vontades?

 

R – A minha expectativa é continuar o estudo. E eu sempre falo pra minha filha que hoje em dia se você não tiver estudo... Quem já tem está difícil de arrumar um emprego. E é isso, continuar.

 

P/1 – Qual é a importância pra você estar estudando e trabalhando aqui, procurando melhorar a escola que você estudou?

 

R – Eu acho que você tem que estar sempre se capacitando, senão você fica pra trás. O mundo, hoje em dia, tá andando muito rápido e se você não acompanhar…

 

P/1 – E a importância da Educação, para você? Da escola?

 

R – A escola. Hoje em dia, eu acho que não tem mais aquele respeito de aluno-professor. Os alunos estão muito mais rebeldes. Mas eu acho que ainda há tempo de mudar, sempre penso assim, há tempo de mudar. Não sei quando ou como, mas espero que um dia mude.

 

P/1 – Eliane, quando você prepara suas aulas de Língua Portuguesa, você já chegou a usar outros recursos pedagógicos: vídeo, internet, uma revista?

 

R – Sempre uso a internet, quadro digital. Estou sempre andando junto com eles, porque o mundo hoje só vive de internet. É o que eles mais gostam, então procuro sempre falar a mesma língua que eles, pra não ficar uma coisa muito chata. Porque senão eles não estão nem aí.

 

P/1 – Qual a importância que você acha de usar essas coisas que te aproximam mais dos jovens?

 

R – A importância é que eles estão sempre, como vou dizer... É o que eles mais gostam de fazer, então você tem que procurar sempre o que eles mais gostam. Eu estou sempre trazendo eles aqui no Laboratório de Informática, passando vídeo, essas coisas.

 

P/1 – E você conhece o programa “Todo Mundo”?

 

R – Já trabalhei. Agora está pra voltar, vai começar uma capacitação de professores.

 

P/1 – Você já fez a capacitação?

 

R – Já fiz, em 2004, por aí.

 

P/1 – E como foi? Você lembra?

 

R – Eu lembro por alto. Foi um projeto que integrou a comunidade e escola. Era sobre Culinária, teve o Dia da Culinária. Cada responsável trouxe uma comida, um prato típico da cidade. Foi muito legal.

 

P/1 – Quais são os pratos típicos da cidade?

 

R – Doce de banana, tapioca, peixada, todos são pratos típicos daqui.

 

P/1 – Mas eles procuraram a receita na internet?

 

R – Não, os alunos mesmo pediram aos pais que já conheciam. Fizeram uma pesquisa primeiro. E os pais também ajudaram muito, porque já sabiam.

 

P/1 – E trouxe os pais pra dentro da escola?

 

R – Pra dentro da escola. Isso é bem interessante porque a comunidade está sempre sabendo o que a escola está trabalhando.

 

P/1 – E você acha interessante esse tipo de projeto estar chegando dentro da escola? O que você acha disso?

 

R – Eu acho importante a comunidade dentro da escola porque, hoje em dia, os responsáveis não estão muito preocupados com os alunos, com seus filhos. Eles pensam que a escola é tudo, é pai, é mãe. E com esse projeto, os responsáveis estão sempre dentro da escola, pra saber o que realmente está acontecendo.

 

P/1 – O que a Escola Caetano tem pra oferecer aos professores que querem dar essas aulas mais diferentes? Em termos de material, o que você usa?

 

R – Ah, tem o Quadro Digital que ganhamos há pouco tempo. Tem os computadores que estão sempre nos ajudando. Uma biblioteca com um acervo de livros que ganhamos agora. E alguns vídeos educativos. A escola tem bastante coisa.

 

P/1 – Eu queria saber o que você achou de fazer essa entrevista, essa volta rápida?

 

R – Achei interessante porque é sempre bom a gente relembrar o nosso passado, o que fizemos de bom ou de ruim, é sempre bom relembrar. Relembrar mais as coisas boas.

 

P/1 – Tem alguma lenda de Itacuruçá que você queira contar pra gente? Ou alguma coisa que eu perguntei e você lembrou e ficou com vontade de nos contar?

 

R – Tem uma lenda, quer dizer, um folclore. Uma mulher de branco, que no dia do casamento dela o noivo se matou. Depois disso, ela ficou perambulando e veio a se matar também. Ficou perambulando nas noites de agosto, ela aparecia sempre na linha do trem correndo. Reza a lenda, né? Agora, se é verdade ou não, eu nunca vi (risos).

 

P/1 – Você nunca viu, não?

 

R – Não, nem quero ver (risos).

 

P/1 – E você não conhece nenhuma história de pescador ou dessas ilhas, que eles falam?

 

R – Não, de pescador eu não conheço.

 

P/1 – Então, Eliane, eu queria te agradecer em nome do Museu da Pessoa e desejar um caminho tranquilo pela frente.

 

R – Obrigada, agradeço a vocês.

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