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História

Vontade de crescer

História de: José dos Reis Garcia
Autor: Museu da Pessoa
Publicado em: 23/08/2019

Sinopse

José dos Reis Garcia trabalhou na roça, vendeu verduras, entrou no Exército e, há mais de vinte anos trabalha na Companhia de Telecomunicações do Brasil Central - CTBC. Lá já foi faxineiro, passou pelo almoxarifado e então passou a trabalhar na área técnica, sendo hoje supervisor de problemas nessa área. José, em sua narrativa, conta sobre a infância na roça, o motivo pelo qual quase não foi aceito no Exército e sobre os tantos anos de trabalho na CTBC.  

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História completa

P/1 – Bom dia, José.

 

R – Bom dia.

 

P/1 – Eu queria que, para início de conversa, você por favor nos dissesse seu nome completo, o local e a data do seu nascimento.

 

R – Eu chamo José dos Reis Garcia, nasci em Frutal, Minas Gerais, no dia 07 de agosto de 1957.

 

P/1 – O nome do seu pai e da sua mãe, por favor?

 

R – É Valdemar Bento Garcia e Aparecida Cardoso Garcia, ambos de Frutal.

 

P/1 – E a atividade de seu pai, qual era?

 

R – O meu pai era lavrador. Aí mudamos para a cidade, ele trabalhou na Codau [Companhia Operacional de Desenvolvimento, Saneamento e Ações Urbanas], em companhias de água, e aposentou como operador de máquinas que registra as bombas d’água, que joga água...

 

P/1 – E a sua mãe?

 

R – Minha mãe é dona de casa.

 

P/1 – Você conheceu seus avós?

 

R – Não, quando eu nasci meus avós já eram falecidos.

 

P/1 – Você sabe o nome deles?

 

R – Olha, eu vou resgatar, o nome completo eu não sei ainda, sei alguns.

 

P/1 – O seu pai ou a sua mãe comentavam alguma coisa sobre a origem dos seus avós, de onde eles vieram?

 

R – A minha mãe comenta que a minha avó era índia, era origem de índia. O meu avô era origem italiano. O do meu pai era a mesma coisa, de todos os dois lados era a mesma coisa. O meu avô por lado de índio, a minha avó italiana.

 

P/1 – Uma mistura interessante.

 

R – É, mas eu mesmo, de italiano, não tenho nada. (risos)

 

P/1 – Você tem irmãos?

 

R – Somos em cinco, eu e mais quatro irmãos.

 

P/1 – E você se coloca onde nessa escada?

 

R – Sou o mais velhos.

 

P/1 – E lá em Frutal, essa Frutal que você nasceu, como é que era essa cidade?

 

R – Na época... Eu vim bem novo de lá, mas hoje em dia, é uma cidade assim que não tem... é mais voltado para a agricultura mesmo. Então o forte lá é abacaxi, fruta, né? No geral. Laranja, abacaxi, mas não é uma cidade bem desenvolvida, porque não tem indústria ainda, mas creio que ainda vai crescer mais. (risos)

 

P/1 – E vem cá, a atividade, quando o teu pai estava no campo, o que ele trabalhava mais?

 

R – Era mais arroz. Ele empreitava as roças e mexia com plantação de arroz. Com isso aí ele teve um desgosto, porque perdeu a roça três anos seguidos. Aí mudamos para a cidade para ver novos desafios.

 

P/1 – Certo. Como é que é empreitar uma roça? Como é que funciona isso?

 

R – Era assim: ele pegava... O fazendeiro entrava com as terra e dava para ele tocar. Entrava com a terra, semente, e tudo mais, e ele tocava. Então era a meia. O fazendeiro tirava as despesas e tudo mais, era praticamente assim, sessenta por cento por quarenta por cento.

 

P/1 – Sei.

 

R – Para ele.

 

P/1 – Essa divisão de (____?).

 

R – É.

 

P/1 – E como é que aconteceu esse período aí de perda?

 

R – Na realidade ele perdeu um ano, um ano ele perdeu na água, choveu demais e ele perdeu. E dois anos seguidos foi na seca, não choveu e ele também perdeu a roça. Aí mudamos para a cidade também, porque a gente estava crescendo, a mãe queria que a gente melhorasse a cultura nossa, mesmo, então mudamos para...

 

P/1 – Para Uberaba?

 

R – É.

 

P/1 – E com que idade você veio para cá?

 

R – Eu vim quando eu tinha uns quase dez anos, uns dez anos, mais ou menos. Mas mudei para a cidade e continuei trabalhando na roça como pau-de-arara, tudo o mais, não mudou muita coisa, não.

 

P/1 – Como é que era a casa que você morou até os dez anos? Como é que era essa casa?

 

R – Era uma casa assim de adobe, feita com ajuda daquelas folhas de palmeira, tudo o mais. Não tinha piso, não tinha nada, era chão puro. Era tijolinho à vista mesmo.

 

P/1 – E onde ela ficava?

 

R – Era município de Frutal, o lugar lá chamava Brejão.

 

P/1 – Brejão?

 

R – É.

 

P/1 – Certo. E como era o cotidiano dessa casa? A criançada tinha obrigações ali? Como que era?

 

R – Olha, a gente levantava de manhã, tinha que cuidar... Meu pai mexia com engenho de cana, mexia com gado, a gente fazia rapadura, pinga, esse negócio todo, depois tirava leite, depois ia tratar de galinha, porco, e ia para a roça capinar. E à noite, às vezes, ainda sobrava um tempo para caçar, para pescar, mas a gente era menino e eles não deixavam a gente ir, porque às vezes espantava a caça.

 

P/1 – Sei. (risos) Mas você gostava do quê? Você gostava de acompanhar?

 

R – Eu andava muito a cavalo, eu gostava muito, então nós tínhamos cavalo lá, andava muito a cavalo. E ia para a roça também, tinha que capinar.

 

P/1 – A roça ficava perto da casa?

 

R – Isso era variável, dependendo do fazendeiro, a fazenda que a gente pegava para a meia, né? Às vezes era perto, às vezes era longe.

 

P/1 – E quando ficava na roça, comia por lá mesmo? Como é que era?

 

R – É, eu ficava por conta de buscar a comida. Buscar comida, buscar água, esse negócio aí, e levava.

 

P/1 – A cavalo?

 

R – A cavalo.

 

P/1 – E o que que se comia no almoço na roça?

 

R – Olha, já de manhã a gente não tinha café da manhã, já fazia um almoço, já lá para as nove horas mais ou menos... Não, bem cedo, já comia ovo com farinha, feijão pagão [feijão sem tempero, antes de temperar], e depois às nove horas já tinha o almoço. Que não faltava carne, naquela época tinha muito porco, muita galinha, então direto você... Era até com... Naquela época não era ruim, não. (risos)

 

P/1 – E até que horas ficava na lida?

 

R – Ah, até escurecer. Não tinha hora de parar nem de começar, não. A gente dormia cedo, porque naquela época não tinha televisão, se tinha não chegava até lá, era só um rádio. E à noite, dormia cedo, era oito horas, mais ou menos, para levantar lá para as quatro, mais ou menos.

 

P/1 – E essa criançada, como é que ela se divertia?

 

R – Olha, o meu pai, coitado, eu não sei se era a criação deles, mas a gente não tivemos muita infância nessa época. Não tivemos muita infância. E ele não deixava a gente ir na escola, porque achava que escola... Foi criado sem escola, falava assim: “Não, eu nunca fui na escola, vocês não precisam de escola, não.” Então na roça nós não estudamos. Viemos estudar depois de velhos, depois que viemos para cá.

 

P/1 – E como é que foi essa mudança na cabeça daquele garoto de dez anos?

 

R – Ah, a gente estava acostumado com aquilo lá. Eu sentia diferença, assim, porque achava que a gente ia chegar aqui, ia mudar de vida, ia mudar, era uma coisa bastante diferente. Mas, na realidade, eu acho que continuou a mesma coisa, porque eu mudei para cá e continuei trabalhando de pau-de-arara. Depois nós mudamos para uma chácara, tomamos conta de uma chácara, ia vender verdura, de carroça, levava para o estado de São Paulo, para outros lugar. E aí a gente era essa...

 

P/1 – E vocês vieram para cá morar onde?

 

R – O primeiro lugar que nós moramos foi no Fabrício, ali perto do campo do Fabrício, perto do quartel hoje. E na época era considerado assim, bairro pobre. Mas mudança de pobre não tinha nada, só era os volumes de arroz, madeira, tudo o mais, esses negócios, não tinha muita coisa de diferente, não.

 

P/1 – E aí, depois, nessa granja, vocês começaram a produzir para vender? Vendia aqui?

 

R – É, naquela época todo mundo tinha, então era até difícil de se vender. A gente saía com uma carroça na cidade para vender, então como eu era o mais velho, meu pai falava assim: “Olha, se você voltar com uma verdura, você está enrolado.” Então nós trocava as mercadorias. Eu tinha... Trocava alface por arroz e por roupa, sapato, para não voltar. As primeiras vez que eu fiz isso, eu não tinha saída, aí meu pai até gostou da... Aí continuei fazendo, trocando mercadoria.

 

P/1 – E saía anunciando ou já tinha freguesia?

 

R – Não, fizemos fregueses nos mercadinhos, nos botecos, até mesmo aqui no mercado central. Quando fiz também a freguesia ficou bem mais fácil. Aí depois nós mudamos de lá dessa chácara, fui trabalhar na indústria de bala.

 

P/1 – Como é que foi essa transição para o emprego formal? Foi seu primeiro emprego formal?

 

R – É. Eu até que gostava. Na época, assim, não sei se o pessoal comprava para me ajudar ou se era a facilidade que a gente tinha para conversar assim com as pessoas. Menino não tem muita vergonha, então chegava e oferecia, era até fácil, até que eu gostava. Aí depois a gente tinha que ter algum outro serviço mais fixo, meu pai achava que tinha, eu entrei em uma firma, mas também continuei sem registro, sem nada. Naquela época eles não registravam e a gente precisava trabalhar para ajudar a família, e eu era o mais velho, aí eu entrei nessa firma. Entrei nessa firma, saí de lá para ir para o Exército. Depois do Exército entrei na CTBC e estou até hoje.

 

P/1 – Como era o nome dessa fábrica de bala?

 

R – Fábrica de Balas Oriente. Hoje é Indústria Alimentícia Oriente, mudou a razão social.

 

P/1 – E qual era o teu trabalho lá?

 

R – O meu trabalho, eu era ajudante de fabricação, nós trabalhávamos nas caldeira, nos tachos, preparando a bala.

 

P/1 – E escola? Como é que você...

 

R – Olha, escola, eu vim estudar depois que eu saí do Exército, que eu me casei. Eu saí do Exército e fui morar de fundo a fundo com a moça que hoje é minha esposa. Começamos a namorar, casamos lá também. E tinha começado a estudar... Não, já tinha o Primeiro Grau, aí comecei a fazer o Segundo Grau. Achei que, naquela época, quando a gente casava e entrava em um serviço assim, fixo, você estava tranquilo, podia aposentar lá e acabou, né? Se bem que, na realidade, depois, no acontecimento, no passar dos anos que a gente acordou. Aí vim fazer Supletivo, fiz o Curso Técnico, mas não dei conta ainda de entrar na faculdade. Mas eu quero entrar, ainda pretendo.

 

P/1 – E esse seu tempo no Exército? Como é que foi?

 

R – Ah, lá foi muito bom, porque lá é o seguinte, lá - eles não gostam que fala isso - mas, na verdade, ou você vira bandido, ou você vira gente, lá tem de tudo. Na época, já existia tudo que existe hoje, droga, existia a malandragem, e eu tive a sorte de não ir para o outro lado, então eu acho que eu virei gente.

 

P/1 – E você serviu onde?

 

R – Eu servi à Aeronáutica em Pirassununga. Lá era mais tranquilo, era um pessoal mais classificado. Até, por incrível que pareça, eles não me queriam, porque eu era muito baixinho, não servia, quase fui dispensado. Mas, por insistência, e naquela época a gente tinha uma destreza muito boa, e o pessoal que ia para lá era mais assim “boy”, filho de papai, tudo o mais, era mais molengão, aí eu consegui entrar.

 

P/1 – Sei. (risos) Qual foi o pulo do gato?

 

R – O pulo do gato foi uns exercícios. Falaram assim: “Nós vamos passar aqui uns exercícios aqui para você. Se você fizer tudo certinho, se você chegar no tempo determinado, você fica. Se não...” Aí me puseram na pista lá onde faz os exercícios e me puseram para correr lá dez quilômetros, para ver se eu... Aí corri tranquilo, fui de boa, passei na pista também, ainda fui um dos primeiros a chegar, aí: “Não, você é bom, vamos ficar com você.” Aí fiquei.

 

P/1 – Ia trazendo o preparo lá de trás, né?

 

R – É. (risos) Já vinha.

 

P/1 – E aí, depois que saiu do Exército você conheceu a sua então futura esposa?

 

R – É, saí do Exército, eu tive vários lugar de entrar. Eu ia entrar na Cemig, não quis entrar na Cemig. Ia entrar na (Fosfeco?), não quis entrar na (Fosfeco?). E entrei na CTBC como faxineiro. Comecei a trabalhar na CTBC, conheci essa minha namorada.

 

P/1 – E como é que foi essa aproximação da CTBC? Como é que se deu? Porque você optou por ela?

 

R – Ah, eu achava que as comunicações é que iam ser o futuro. Achava que lá... O cúmulo, eu falei assim: “Não, vou entrar na CTBC.” E realmente, a comunicação mudou muito de uma hora para a outra e as mudanças foram grandes. E mesmo quando eu estava lá, prestei concurso para outros lugares mas continuei na CTBC, não quis sair. E estou aqui até hoje.

 

P/1 – Quando foi isso, que você entrou na CTBC?

 

R – Foi em 78, janeiro de 78.

 

P/1 – E entrou fazendo exatamente o que?

 

R – Entrei como auxiliar geral, faxina, trabalhei dois meses na faxina. Nem dois meses, não foi. Um mês e vinte dias. Depois passei para o almoxarifado. No almoxarifado trabalhei três anos e passei para o DG. Do DG depois fiz outros serviços, trabalhei no GMO, trabalhei no escritório de serviço... Hoje nós estamos com assistente, estamos trabalhando, supervisionando.

 

P/1 – Uhum, certo. E essa sua primeira chegada se deu aonde? Em Uberaba, na central. Qual o local onde você começou a trabalhar aqui?

 

R – Olha, antigamente só tinha uma aqui embaixo, era lá no centro. No centro eles não faziam assim muita... Antigamente não precisava prestar concurso para você entrar. Você ia, pedia serviço, você passava lá: “Não, hoje não tem serviço, não.” E um dia eu passei lá, eu perguntei: “Senhor, eu estou a fim de trabalhar, você não está precisando, não?” “Nós estamos precisando de faxineiro, serve?” Falei: “Serve.” “Então vamos”. Aí começamos a trabalhar lá no centro. Tinha que limpar o prédio todo. Falaram: “Faxineiro aqui só precisa de homem, porque mulher não vai aguentar, porque é o prédio inteiro.” Começamos, aí me explicaram o serviço,  fazia o serviço. Aí eles precisavam de um lá no almoxarifado, fui para o almoxarifado.

 

P/1 – Fazer o que no almoxarifado?

 

R – Era tomar conta das mercadorias. Receber e distribuir as mercadoria aos poucos. Esticador, fio, equipamento, tudo. Passar ao pessoal para instalar telefone.

 

P/1 – Tinha alguma pessoa, assim, que te ensinou? Que fosse uma pessoa que te ajudou nessa época?

 

R – Quando eu entrei no almoxarifado o rapaz tinha saído, não tinha ninguém, que me auxiliou lá foi a moça até chamada (____?). Ela ficou lá uns tempos, ela era engenheira e me explicou o serviço. Aí eu fiz o serviço, o (Dr. Weber?), na época, me aprovou, continuei. Aí com o tempo eu queria subir de cargo, pedi para ele que me tirasse de lá e aí fui para o DG. Quando eu fui para o DG teve um menino lá muito bom, explicou o serviço, me ensinou. Aprendi dentro de pouco tempo, já estava fazendo plantão dentro de um mês e pouquinho, já estava fazendo plantão sozinho. Que naquela época Uberaba jogava, vinha time de fora, muitos times aí disputando taça de (____?). Então tinha problema com LP, tinha muitos problemas na época, chovia muito. Aí foi aonde eu... E também tinha muito interesse, né?

 

P/1 – E o teu trabalho lá, como é que era? Você poderia descrever o teu trabalho no DG?

 

R – No DG, quando nós entramos lá, nós fazíamos triagem, né? Se o pessoal reclamava que o telefone estava com defeito, nós é que fazíamos teste. Depois de feito o teste nós encaminhávamos para o pessoal na rua, e de lá de dentro, com lá de fora, a gente ajudava a tirar o defeito, a gente ajudava a tirar o defeito. Na instalação, quando eles instalavam o telefone, a gente ligava da central, porque tem uns bloquinho que vêm da central, que é um pulo para a rede. Então fazia um pulo, que ela ligava da central para a rede. Ligava os números, e ia para o assinante. E os defeitos eram a mesma coisa, tinha as mesas lá para nós fazer teste e de lá de dentro nós sabíamos onde mais ou menos estava o defeito. Assim, tinha um armário... E mais, aquelas linhas privativas, que nós tínhamos conexão com a Embratel, esse pessoal todo aí. E LP de rádio, que dava problema e a gente tinha que estar lá de plantão para ajudar o pessoal.

 

P/1 – Os defeitos mais comuns, quais eram?

 

R – Olha, isso é muito relativo. Na época de chuva, quando chovia dava muito problema assim nas linha, porque entrava água nas linha, entrava em curto, aterrava, dava baixa. E fio arrebentado, cabo... Era muito relativo.

 

P/1 – Nessa tua chegada à CTBC, pegou uma época de expansão grande, né?

 

R – Expansão grande. Quando eu entrei na CTBC já tinha montado a 332, e estava montando a 333. então estava um sufoco, aumentando, foi bem árduo o trabalho lá. E nós tínhamos um problema lá, quando eu trabalhava ainda no almoxarifado, nós tínhamos uma enchente aí muito... Todo ano dava uma enchente e pegava a gente de calça curta e perdia muito equipamento. Enchia de uma hora para outra, perdia os equipamento tudo. Foi até que fizemos outro prédio, mudou lá para cima, aí parou. Mas até hoje, quando chove assim... Hoje o pessoal está bem preparado, porque colocou umas máquinas lá. Dá, mas não é igual era. E as enchente, quando não tinha pressurização nos cabos, enchia os cabo d’água e entravam os telefones em curto. Era aquele pânico.

 

P/1 – E aí?

 

R – Aí tinha que ir lá, esvaziar a câmara de água, tirava a água. Era um trabalho assim... não era de uma hora para a outra, não. Às vezes do dia para o outro e ficava lá gente tirando água da câmara, secava o cabo, emendava de novo para os telefones funcionarem. Mas era muito telefone, porque os cabos saíam por uma rota para outra, e às vezes tinha época de parar três cabos de uma vez, de 1200, 1800 telefones.

 

P/1 – Aí, quer dizer, você tinha que ir para a rua também?

 

R – Nós ficava mais lá dentro, no apoio. Quem saía mesmo era o pessoal cabista, mas a gente ia também ajudar, porque quando surgia um problema desse a gente ajudava também, tinha uns motorzinho que a gente carregava para tirar água da câmara, tudo o mais. Lá de dentro mesmo.

 

P/1 – E a cobrança do assinante? Porque devia ser uma barra pesada, né?

 

R – Era. Quando acontecia isso o cliente ficava assim por entender. Mas ele já sabia o problema das enchentes, então era fácil de resolver, solucionar.

 

P/1 – Muito bem. Nesse período, que era esse período de expansão, novas tecnologias e tudo mais, você chegou a conhecer além do (Dr. Weber?)? Pessoas como o seu Alexandrino, o Luiz Garcia?

 

R – Conheci. Eu conheci o seu Alexandrino, até eu trabalhava no almoxarifado, quando ele chegava lá a gente tinha que estar tudo impecável. Ele era muito detalhista, chegava, olhava o que tinha de errado, o que não tinha. O Dr. Luiz também.

 

P/1 – O que ele falava, o seu Alexandrino? Fala um pouco dele.

 

R – O seu Alexandrino, quando ele chegava em um lugar que tinha... Principalmente, você não podia achar um parafuso no chão, se ele achasse um parafuso no chão ele chamava atenção: “Olha, isso aí vai te servir depois.” Aí a gente pegava o parafuso, guardava... Não só... Estou dando um exemplo de um parafuso, mas assim, se ele chegasse, achasse alguma coisa que estava fora do lugar, ele chamava a atenção da gente.

 

P/1 – Chamava em uma boa?

 

R – Não, na boa. Ele era de bom relacionamento. O Dr. Luiz também, o Dr. Luiz, filho dele, eu até, não é porque eu estou fazendo entrevista, não, mas ele, eu acho uma pessoa muito assim cabeça, para a frente, muito esperto. Até inclusive esses tempos nós estávamos lá no DG, ele chegou, então tinha um espelhinho lá assim, o pessoal chegava para dar uma ajeitada no visual, ele chegou, olhou o espelho e falou: “Para que esse espelho aqui?” Um colega respondeu: “Para a gente dar uma visualizada no...” “Aí eu achei que...” Para você ver o tanto que ele é esperto, “eu achei que esse espelho era para vocês chegarem lá de trás, assim, para ver se você via os defeitos.” (risos)

 

P/1 – (risos) Você se lembra de algum episódio com o seu Alexandrino, assim, que tivesse marcado a sua lembrança?

 

R – Não, deles... eles vinham pouco aqui. Quando eles vinham, vinham com muita pressa e tinha o pessoal que os cercavam. Então, quando eles vinham, parecia, é lógico, vinha o Presidente, então deixavam tudo bem ajeitado. Mas com os outros diretores, alguns assim, já aconteceu umas coisas muito engraçadas.

 

P/1 – Por exemplo?

 

R – A gente era peãozão de tudo, chegaram, marcaram uma reunião aí: “Todo mundo na reunião aí que vai vir o fulano de tal.” Era o Nelson Cascelli, o... Aquele que era do TH, esqueci o nome dele.

 

P/1 – (____?)

 

R – Não, era o outro... (Fermondes?).

 

P/1 – (Fermondes?).

 

R – E mais os outros lá, além do (Dr. Weber?), tudo mais. Aí todo mundo lá na reunião, e eu cheguei atrasado, porque estava vendo uns negócios lá, não sei. E cheguei lá, estava todo mundo batendo papo, as peãozadas de um lado, os diretores do outro. Eu cheguei, ainda falei assim: “Aqui só tem veado!” Nossa Senhora! Aí todo mundo ficou quietinho. Aí eu falei: tem alguma coisa estranha aqui, quando eu chego assim e falo brincando todo mundo fala alguma coisa. Quando eu olhei para o outro lado, estava todo mundo lá. Aí eles caíram na risada, mas não teve jeito, não. (risos) Aí eu fiquei sem graça...

 

(risos)

 

R – Mas já tinha sido.

 

P/1 – Me diz uma coisa, nessa época, aí já estamos falando dos anos 80, meados dos 80, final dos 80, teve um processo grande de reestruturação da companhia. Como é que foi avaliado aqui por você, por sua equipe?

 

R – Eu passei por várias mudanças na empresa. E eu, para te falar a verdade, eu nem sei o quanto assim essas mudanças vieram... É lógico, para vir mudança tem muitas transformações que a gente passa e para a gente foi bom. Eu acho o seguinte: a empresa, de uma certa época, ela não exigia nada de ninguém. Ela pegava as pessoas, passava na rua ela pegava. “Ah, você precisa? Vem trabalhar aqui.” Não tinha nível cultural nenhum. Aí, de uma certa época, o mercado começou a exigir, e aí começou a haver mudanças. As pessoas que não se enquadravam eram trocadas. E aí a empresa começou a fazer isso. A partir do momento em que ela começou a fazer isso, a imagem da empresa melhorou demais, porque até mesmo a gente, que estava lá dentro, começou a partir para esse lado aí, como diz o outro: “Se eu estou parado no tempo, então tem que começar a renovar.” Então essas mudança, a empresa melhorou da água para o vinho, ficou um nível cultural bem elevado. Até as pessoas que estão, os que conseguiram ficar, é porque eu acho que realmente conseguiram se sobressair. E inclusive a empresa batalhou muito as pessoas que ficaram. E até as novas, que entram, já entram assim com uma característica diferente. Eu, por exemplo, eu acho que se eu sair da CTBC hoje, eu não trabalho em uma empresa como ela, uma empresa de primeiro mundo. Uma empresa que, sinceramente, trabalhar na CTBC, hoje em dia, é uma coisa de louco. É uma coisa muito boa. Tem algumas lideranças que, é lógico, nem sempre a gente... Mas tirando disso, a CTBC...

 

P/1 – Nesse processo, nessa primeira grande reestruturação, você chegou a conhecer o Senhor Mário Grossi?

 

R – Conheci.

 

P/1 – Como é que ele era?

 

R – Olha, eu acho que quando ele entrou na empresa, assim, que ele andou fazendo algumas reestruturações, a reestruturação dele foi boa. Mexeu naquele negócio de empresa rede, foi muito assim... É que o pessoal, tinha muitos que não estavam preparados para esse negócio, mas depois acho que foi encaixando. As pessoas viam que não é bem daquele jeito. Mas eu acho que deu um pulo bem grande para a reestruturação da empresa, ele.

 

P/1 – E como é que você foi se encaminhando nesse processo?

 

R – Eu não sei se é porque eu vinha desde menino assim, a gente tinha muita responsabilidade e os pais da gente eram assim, muito enérgicos com a gente, e no Exército também, me ensinou muito do que eu aprendi, e depois eu treinei artes marciais também e aprendi muita coisa com esse negócio, o respeito e o dever, os direitos e os deveres, o respeito e saber colocar tudo nas linhas, eu acho que eu me adaptei. Eu tinha... Igual hoje, hoje a gente não tem que cumprir horário na CTBC, você tem que ter um objetivo, tem que ter resultado, e isso eu acho que a gente sabia fazer, sabia conjuminar as coisas.

 

P/1 – Certo. E como é que a sua trajetória foi se desenvolvendo dentro da empresa? Depois do DG, como é que você foi...

 

R – Olha, eu via assim a necessidade de crescer. Eu só ainda não cresci porque eu dei prioridade para os meus filhos, mas mesmo assim, não dei conta ainda, mas eu tratei da minha família dentro da CTBC. Eu trabalho há vinte e quatro anos, eu tenho mais da metade da minha vida na CTBC. Essa trajetória, eu não pude fazer uma faculdade ainda, porque não dei conta ainda, mas pretendo fazer. E dei prioridade para os meus filhos, meus filhos também estão todos pensando em casar e ainda não entraram na faculdade. Mas à partir do momento que eu sentia necessidade de melhorar, eu fazia alguns cursos. Assim como eu fiz curso técnico, que eu achava... Que a empresa ajudou, tem aquela bolsa de estudo lá... Eu não me sinto realizado ainda, porque eu acho que o ser humano não tem assim ainda a realização completa, eu acho que só completa com a escola da vida mesmo. Não tem saída. Mas eu queria ter crescido mais na empresa. Eu queria ter tido mais oportunidades, não tive. Por isso que eu falo que algumas lideranças me (risos) barraram. Mas, independente disso...

 

P/1 – E o teu trabalho hoje, qual é?

 

R – Hoje nós estamos só, praticamente, na inspetoria, na fiscalização.

 

P/1 – E o que isso significa? Como é o processo?

 

R – Vamos supor, hoje, por exemplo, estou fazendo um serviço aí de patrimônio. Nós estamos revendo todo o patrimônio da empresa, estamos indo em todos os locais, setores mexendo com equipamento, esse negócio. Estamos nesse trabalho por enquanto. Aí depois, com certeza, pinta outras coisas aí.

 

P/1 – Mas a tua área formal hoje, qual é?

 

R – É a área operacional técnica.

 

P/1 – E tem contato com o público, contato com cliente?

 

R – Não. Hoje em dia, o nosso contato com o cliente, diretamente mesmo, passou tudo para a Engeset. A Engeset é que está com esse contato com o cliente. Eu trabalhei muito com contato com o cliente, mas só por telefone, verbalmente não.

 

P/1 – E quando você pegava um cliente daqueles bem casca grossa ao telefone, como é que era?

 

R – Olha, já teve um cliente que ele veio na empresa para me bater. Disse que eu xinguei a mulher dele, e tudo o mais... Mas quando nós trabalhávamos no DG, que fazíamos teste, eu chamei lá para perguntar para o cliente o que estava acontecendo, ele já veio me xingando. Eu esperei ele xingar, tudo o mais, e falei: “A senhora quer que eu vá olhar o telefone da senhora?” Ela falou assim: “Eu não quero nada, não. Eu queria que vocês dessem conta do meu telefone, vocês não dão conta do meu telefone, eu vou mandar meu marido ir aí e vou falar que você me xingou”, que não sei o quê, um monte de coisa... Aí eu falei: “Olhe, minha senhora, pode vir. Meu nome é José dos Reis Garcia, eu não estou temendo, não devo nada.” Tanto é que ele foi lá, era um baita de um homem, ele falou assim: “Você que é o José Reis?” Falei: “Sou eu.” “Ah, achei que você era homem!” (risos) No bom sentido... Aí conversamos com ele, chamei o coordenador, fomos lá, conversamos com ele, mas o problema dele é que ele tinha um problema de extensão na linha e nós não tínhamos acesso para entrar dentro da casa deles, eles não deixavam entrar. E aí, sabe, nós tivemos muitos clientes problemáticos, muitos mesmo. Esse é um dos exemplos. Mas ficou por isso. Eu tinha, assim, facilidade. Tenho facilidade de mexer com o público, sou um pouco tímido, mas... (risos)

 

P/1 – Mas fala, mas encara, né?

 

R – É.

 

P/1 – Está certo. E tem algum segredo assim, que você acha, algum pressuposto, algum segredo?

 

R – Eu acho o seguinte, sabe, eu sou muito político, mesmo que a pessoa não queira me cumprimentar, eu cumprimento. Eu faço a minha parte, toda a minha vida eu tive isso, eles até me chamam de político. Eu sou afiliado político, mas não tenho intenção de ser político, não. Não sei, de repente, né? Mas eu brinco muito com as pessoas, gosto muito de brincar com as pessoas. E até hoje, eu chego na Engeset, os pessoal que trabalham lá, foram todos meus amigos, onde a gente chega faz aquela festa. Mas eu acho que estou acostumado muito mesmo assim, eu com o povão.

 

P/1 – Certo. Vamos falar um pouco do seu casamento. Você conheceu sua esposa onde? Sendo vizinha?

 

R – Sendo vizinha de fundo a fundo. Quando surgiu um conjunto novo meu pai pegou uma casa lá e ela morava de fundo a fundo, ainda não tinha muro, nem nada, elas eram em treze irmãs, tudo mulher... Era mulher para dar com pau. (risos) Inclusive, até meus irmãos também, um casou com minha cunhada, e o outro quase casou também, então era para ser três irmãos, três irmãs. E aí começamos a namorar, tudo o mais, mas só que o pai dela era muito bravo, não deixava a gente nem dar uns beijos. (risos) Mas com o tempo nós fomos relevando aquilo lá e entre namoro e noivado nós ficamos um ano e pouquinho, casamos. E eu tinha muito medo de casar, não queria casar, minha mãe não queria que eu casasse, queria que eu estudasse, mas eu não ouvi ela, casei.

 

P/1 – Está certo.

 

R – Mas é o tal negócio, casamento é muito bom, eu não tenho o que reclamar dela, só que eu casei sem fazer um projeto. Se eu tivesse feito um projeto eu estaria melhor. Aí, quando você casa, logo vem família, vem aquele transtorno, você acaba não...

 

P/1 – Quantos filhos são?

 

R – Eu tenho um casal.

 

P/1 – Que idade eles têm?

 

R – Um tem dezenove, o outro tem vinte e um.

 

P/1 – O nome deles?

 

R – É David, é o mais novo, e a Crisliane é a mais velha. Todos os dois já estão querendo casar, já.

 

P/1 – Ah é?

 

R – Uma já está até com o casamento marcado.

 

P/1 – Está certo. José, você acalenta sonhos? Você tem projetos para realizar? Quais são seus sonhos?

 

R – Eu tenho um projeto, sim. Eu sei que a empresa está praticamente terceirizando tudo, as áreas, está acabando assim... Ela vai continuar, perdurar, tudo o mais. Mas a minha vontade ainda é fazer um curso superior, um curso da universidade. Eu tinha muita vontade de ser assim, pelo menos professor, ou engenheiro, alguma coisa assim. Mas se eu não tiver, eu quero abrir o meu próprio negócio e tocar, tocar o meu próprio negócio, porque eu não sei, posso até entrar em uma outra firma aí, mas igual à CTBC eu acho que não. A gente, não é que se acomodou não, mas é uma empresa que te dá total... Você é dono da empresa, você é a empresa. Eu, por exemplo, eu sou o único Zé Reis aqui, eles me conhecem como Zé reis da CTBC. Então, eu sou a empresa, eu sou CTBC. Mas o meu projeto é pelo menos abrir o meu próprio negócio quando eu sair daqui.

 

P/1 – E em que área, você tem alguma idéia?

 

R – Ah, eu acho que é mais no comércio, mesmo. Isso vai variar dependendo o dinheiro que eu tiver na mão, se eu for no Sebrae pegar alguma coisa. Quero ter um... A empresa ajuda muito a gente, no bom sentido, assim, de você ser mesmo o seu... Você mesmo aprender a tocar. A empresa ensinou muito à gente. Muita gente fica até assim, ultimamente eu tenho visto essas demissões e tudo, algumas, mas muitos ficam insatisfeito de sair da CTBC, porque sair dela... E outros acham bom porque vão tocar os próprios negócios. A empresa ensinou muito isso, de uma certa época para cá, a gente aprendeu demais. Então agora é hora de colocar em prática o que a gente aprendeu.

 

P/1 – José, o que você falaria para uma pessoa que fosse amanhã começar a trabalhar na CTBC? O que você diria para esse associado?

 

R – Olha, eu acho que ele tinha que entrar de cabeça, porque a CTBC não tem como igual, não. Eu dizia que hoje em dia eu acho que ela não está nem recrutando técnico mais. É só de nível superior. Então, se a pessoa tiver nível superior, eu acho que ainda entra. Mas hoje em dia...

 

P/1 – Mas o que ele vai encontrar aqui?

 

R – Eu acho que tudo o que ele tiver um projeto, se ele puder jogar aqui dentro, eu acho que ele sai bem. É até difícil de eu falar, porque com essa transição, com essa transformação, tem um pessoal lá que planeja, então tem um pessoal muito esperto, muito experiente. Por isso que a empresa está viva até hoje: com a contribuição da gente. E eu não sei, o pessoal que entra hoje, eles trabalham dois, três meses, eles ficam alucinados com a empresa, por ver o que ela é, a potência que ela é.

 

P/1 – E o futuro dela? O que você vislumbra assim?

 

R – Ah, eu acho que é uma empresa que vai crescer mais, eu acho que a tendência é abranger mais, igual ela está abrangendo aí, que era só o Triângulo, estado do Mato Grosso, tudo mais. Agora já abrangeu seis ou sete estados e mais o Distrito Federal. Eu acho que a tendência é agora com esse doze, abranger o país todo. Já abrangeu no doze, né? E internacional também. Eu acho que ela vai conseguir mais estados, crescer mais.

 

P/1 – Está ótimo, José. E você teria alguma coisa que você gostaria de ter dito e a gente não perguntou para você?

 

R – Eu estava comentando isso, sabe? Vai muito da inspiração no dia que você vem, né? O meu sentimento é só de não ter crescido mais na empresa, tive algumas barreiras. Mas independente disso eu acho que a empresa, eu não tenho o que reclamar, não, sinceramente.

 

P/1 – E que avaliação você faz desse depoimento que você deu para nós? O que isso significou para você?

 

R – Eu queria estar mais inspirado para falar mais alguma coisa. Mas eu acho que a gente fica nervoso assim perante às câmeras, perante vocês, (risos) perante o pessoal, então a gente não... Até quando eu vi as primeiras vezes, quando vocês, o pessoal convidando alguns pessoal, até que queria fazer parte. Eu falei assim: “Caramba, eles chamaram muita gente, ainda não me chamaram.” Aí deu que a Norma me fez o convite, até gostei, foi muito bom. Eu tinha muita coisa assim, para dizer, mas eu acho que o pessoal já disse. Para trás, assim, a gente penou muito para trazer a CTBC em dia. Quando linha física, choques que a gente tomava, a gente trabalhou muito, era dia e noite, plantão, direto e reto. Desde que eu entrei na CTBC eu faço plantão, sábado e domingo, sem Natal, feriado, tudo. Então a gente trabalhou bastante para a empresa crescer também. E eu acho que eu não cresci, um pouco, não foi por falta que eu não quis, não. Um pouco por causa de mim, eu culpo eu, e um pouco é por causa das barreiras, mas está bom, eu estou satisfeito. Se eu sair daqui hoje, eu saio satisfeito, satisfeito com a empresa.

 

P/1 – Pois é, mas a gente não reparou que você estava nervoso, não. (risos) Só depois que você disse.

 

R – Vermelho que nem um pimentão... Não dá?

 

P/1 – É isso aí, mas está bom. Para nós foi muito bom.

 

R – E eu gostei, ainda mais, vocês deixaram bem à vontade... Mesmo deixando bem à vontade não...

 

P/1 – Está ok, muito obrigado então.

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